Uma criança de 10 anos foi recuperada em Havana e entregue à mãe biológica nos Estados Unidos. O FBI coordenou a ação com apoio de autoridades cubanas. Duas mulheres foram presas no processo.
O caso começou com uma viagem anunciada como acampamento no Canadá. A criança não voltou na data combinada. A mãe biológica, identificada como LB nos documentos, perdeu contato com o grupo.
Investigação federal apura violação de acordo de guarda
Agentes do FBI abriram apuração após relatos de familiares. Documentos judiciais indicam que o grupo seguiu de Utah para o Canadá em 29 de março. Depois, eles pegaram voos para o México e chegaram a Cuba em 1º de abril.
A polícia cubana localizou o trio em 16 de abril. Um avião do Departamento de Justiça partiu da Virgínia e pousou em Havana na segunda-feira. As duas mulheres foram detidas no mesmo dia.
- O menor foi separado do grupo e colocado sob proteção.
- As acusadas foram levadas para os Estados Unidos.
- A criança chegou a Utah na terça-feira.
A operação envolveu coordenação entre o FBI, o Departamento de Justiça e as autoridades locais de Cuba. Agentes encontraram US$ 10 mil em espécie na residência das acusadas em Cache County, Utah. Havia também listas com tarefas como esvaziar contas bancárias e aprender espanhol.
Tribunal de Utah concede guarda exclusiva à mãe biológica
No dia 13 de abril, um juiz estadual determinou a devolução imediata da criança. A decisão deu guarda exclusiva a LB. A mãe biológica alegou violação do acordo de custódia compartilhada.
Rose Inessa-Ethington, de 42 anos, e Blue Inessa-Ethington, de 32 anos, enfrentam acusações federais de sequestro parental internacional. Rose forneceu o material genético para a concepção da criança antes de sua transição.
A declaração juramentada da agente especial Jennifer Waterfield detalha o itinerário. O grupo cruzou a fronteira canadense pelo estado de Washington. Em seguida, voou de Vancouver para a Cidade do México e de Mérida para Havana.
Documentos revelam planejamento prévio da viagem
Buscas na casa do condado de Cache encontraram anotações sobre cuidados médicos. Familiares expressaram preocupação com o bem-estar do menor. A criança, nascida do sexo masculino, identificava-se como menina, segundo os autos.
O FBI destacou que a mãe biológica foi enganada sobre o destino real. A viagem foi apresentada como passeio de acampamento para Calgary, no Canadá. O contato foi interrompido depois da partida.
Agentes federais trabalharam com imigração mexicana, que confirmou as passagens usando passaportes americanos. A cooperação cubana permitiu a localização rápida do grupo em Havana.
Menor reencontra mãe biológica após operação em Cuba
A criança foi entregue a LB na terça-feira em Utah. O Departamento de Justiça confirmou o reencontro. As duas acusadas foram transportadas para Richmond, na Virgínia, onde devem responder ao processo.
Melissa Holyoak, primeira assistente do procurador dos EUA em Utah, comentou a ação rápida das autoridades. O caso ganhou atenção por envolver um voo direto de um Boeing 757 do governo americano para Cuba.
Especialistas em aviação notaram a raridade da rota. O avião chamou atenção antes mesmo da confirmação oficial do motivo. A operação ocorreu em meio a outras discussões diplomáticas entre os dois países.
Detalhes do itinerário e evidências coletadas
O grupo viajou por três países em poucos dias. Primeiro, o Canadá. Depois, o México. Por fim, Cuba serviu como destino final.
- Cruzamento da fronteira em 29 de março pelo estado de Washington.
- Voo de Vancouver para a Cidade do México em 29 de março.
- Voo de Mérida para Havana em 1º de abril.
- Localização em Cuba no dia 16 de abril.
- Prisão e resgate na segunda-feira.
A investigação continua. Os autos federais estão sob sigilo parcial. A mãe biológica recebeu apoio jurídico durante todo o processo.
O caso destaca desafios em disputas de guarda que cruzam fronteiras. Autoridades americanas atuaram com base em ordem judicial e evidências de violação de custódia.

