Santos e Pedro Caixinha têm audiência marcada no CAS por dívida de R$ 15 milhões
O Santos conheceu a data da audiência que definirá o desfecho do processo movido pelo técnico Pedro Caixinha na Corte Arbitral do Esporte (CAS). O encontro jurídico está agendado para o dia 28 de maio de 2026. O treinador português e seus auxiliares cobram uma dívida milionária referente à rescisão contratual ocorrida no início da temporada passada.
A cobrança total do grupo de profissionais atinge a marca de R$ 15 milhões, valor que engloba multas e direitos previstos no distrato original. O clube da Vila Belmiro buscou, em diversas ocasiões, um acordo para o parcelamento do montante devido. No entanto, o estafe de Caixinha manteve a posição de exigir o pagamento integral e imediato da quantia. Essa falta de consenso levou o caso para as instâncias internacionais da modalidade.
Detalhes da audiência marcada pela Corte Arbitral do Esporte
A sessão no tribunal suíço representa a última etapa de uma longa batalha jurídica entre as partes envolvidas. O técnico português Pedro Caixinha comandou a equipe paulista por apenas quatro meses em 2025, deixando o cargo após resultados oscilantes. O desligamento gerou um imbróglio financeiro que o departamento jurídico santista não conseguiu sanar internamente.
O processo tramitou inicialmente na Fifa, onde o treinador obteve a primeira vitória judicial contra a agremiação brasileira. Naquela instância, o Peixe foi condenado a desembolsar R$ 13 milhões. Inconformada com a decisão e buscando reduzir o impacto financeiro, a diretoria alvinegra protocolou um recurso no CAS. O julgamento de maio deve selar o valor final que precisará ser quitado pelo clube para evitar sanções esportivas.
Comissão técnica também cobra valores milionários do Santos
O processo movido no tribunal de arbitragem não se limita apenas ao treinador principal da equipe. Três membros que integravam o estafe de Caixinha durante sua passagem pela Baixada Santista também figuram na ação. São eles:
- Pedro Malta (auxiliar técnico);
- José Prata (auxiliar técnico);
- José Belman (preparador de goleiros).
Todos esses profissionais conseguiram parecer favorável nas instâncias iniciais da federação internacional. A união desses processos elevou o custo total da rescisão para os R$ 15 milhões agora discutidos em território europeu. Para o Santos, o risco de uma nova derrota no CAS é alto, dado o histórico de decisões em casos similares de quebras contratuais sem justa causa. O clube monitora a situação com cautela, pois condenações nesse nível podem gerar o “transfer ban”, impedindo o registro de novos atletas nas janelas de transferências futuras.
Passagem curta de Pedro Caixinha pela Vila Belmiro
A trajetória do comandante europeu no litoral paulista foi marcada por brevidade e estatísticas discretas dentro das quatro linhas. Ele assumiu o cargo em janeiro de 2025, mas permaneceu no comando técnico apenas até abril do mesmo ano. A diretoria da época apostava em uma filosofia de jogo moderna, inspirada no sucesso de outros estrangeiros no Brasil, mas o projeto não prosperou.
Durante o período em que esteve à frente do elenco profissional, Caixinha acumulou números que frustraram a torcida. Foram 16 partidas disputadas em competições oficiais, resultando em um aproveitamento modesto para as pretensões do clube. O técnico somou seis vitórias, três empates e sete derrotas antes de ser comunicado sobre sua demissão. A instabilidade em campo foi o principal argumento para a troca, mas o custo dessa decisão se provou oneroso para os cofres santistas.
Preparação para o julgamento e próximos passos jurídicos
O departamento jurídico do Santos intensifica o levantamento de documentos e argumentos para a audiência do fim do mês. A estratégia deve focar na tentativa de redução de encargos e na comprovação de dificuldades operacionais para o pagamento à vista. Por outro lado, os advogados do treinador português sustentam que as cláusulas são claras e o descumprimento foi unilateral por parte do Peixe.
O mercado do futebol observa atentamente o desenrolar desse caso, que se tornou um símbolo dos riscos financeiros em contratos de treinadores estrangeiros. Enquanto aguarda a definição suíça, o time tenta focar nos compromissos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana. Uma decisão desfavorável no dia 28 de maio obrigará o Santos a realizar um contingenciamento urgente de recursos para honrar o compromisso financeiro com o antigo treinador.














