O técnico Carlo Ancelotti anunciou a relação dos 26 jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026, revelando um panorama interessante sobre a formação de talentos no futebol brasileiro. No levantamento dos nomes escolhidos pelo treinador italiano, Flamengo e Fluminense surgem como os clubes que mais contribuíram para essa lista. Cada um dos gigantes cariocas formou três dos atletas selecionados para a competição.
Essa dominância ressalta a qualidade das categorias de base das equipes do Rio de Janeiro, que consistentemente produzem jogadores de alto nível para o cenário nacional e internacional. A presença marcante de atletas oriundos dessas academias sublinha a importância dos investimentos e da metodologia de formação implementada pelos dois clubes ao longo dos anos. A lista de Ancelotti oferece uma fotografia atual desse cenário.
Destaque na base: tricolores e rubro-negros lideram com seis atletas
A convocação para a Copa do Mundo de 2026 reafirma a força das bases de Flamengo e Fluminense. O Fluminense se apresenta com três revelações: Ibañez, Fabinho e Luiz Henrique. Já o Flamengo contribui igualmente com três nomes de peso: Lucas Paquetá, Vini Jr. e Wesley. Essa paridade demonstra a excelência dos programas de desenvolvimento de ambos os clubes.
Outras equipes também se destacam na formação de jogadores para a seleção, embora em menor número. Avaí, Athletico-PR, São Paulo, Palmeiras e Corinthians empatam na terceira colocação, com dois jogadores cada surgidos em suas respectivas categorias de base.
Confira a lista completa dos clubes que mais revelaram jogadores para a Copa do Mundo:
- Fluminense: 3 (Ibañez, Fabinho e Luiz Henrique)
- Flamengo: 3 (Lucas Paquetá, Vini Jr. e Wesley)
- Avaí: 2 (Raphinha e Gabriel Magalhães)
- Athletico-PR: 2 (Léo Pereira e Alex Sandro)
- São Paulo: 2 (Ederson e Casemiro)
- Palmeiras: 2 (Danilo Santos e Endrick)
- Corinthians: 2 (Weverton e Marquinhos)
- Cruzeiro: 1 (Igor Thiago)
- Santos: 1 (Neymar)
- América-MG: 1 (Danilo Luiz)
- Coritiba: 1 (Matheus Cunha)
- Internacional: 1 (Alisson)
- Vasco: 1 (Rayan)
- Atlético-MG: 1 (Bremer)
- Ituano: 1 (Gabriel Martinelli)
- Náutico: 1 (Douglas Santos)
- Audax: 1 (Bruno Guimarães)
Pouco aproveitamento no Fluminense apesar da qualidade formadora
Apesar de se posicionar constantemente entre os clubes que melhor revelam jogadores de destaque no futebol brasileiro, o Fluminense teve um aproveitamento limitado dos três atletas que foram convocados por Carlo Ancelotti. A realidade dos tricolores mostra que nem todos os talentos formados conseguem uma longa trajetória no time profissional, muitas vezes sendo negociados antes de consolidarem suas carreiras no clube.
Luiz Henrique foi o único entre os convocados que conseguiu superar a marca de 100 partidas pelo clube e ainda conquistou um título importante, o Carioca de 2022. Seu desenvolvimento e sucesso foram notáveis no período em que esteve no Fluminense, mas outros casos são diferentes. Fabinho, por exemplo, sequer chegou a atuar na equipe profissional, destacando uma lacuna entre a formação e o efetivo uso desses atletas na equipe principal. Ibañez, outro nome revelado, também teve uma passagem relativamente breve antes de se transferir para o futebol europeu, sem tempo para criar uma identidade forte com a camisa tricolor.
Flamengo e as joias que voltaram ao ninho e brilham no exterior
O Flamengo, por sua vez, exibe um histórico de formação de joias que não apenas brilharam na Gávea, mas também se destacam globalmente. O caso de Lucas Paquetá é emblemático, um jogador lançado na base rubro-negra que atuou profissionalmente, partiu para a Europa e retornou ao clube como a contratação mais cara de sua história. Ele conquistou dois títulos estaduais em suas passagens (2017 e 2026), deixando uma marca relevante no clube. Sua trajetória demonstra como o investimento na base pode trazer retornos significativos, tanto esportivos quanto financeiros.
Outros nomes como Vini Jr. e Wesley seguiram caminhos distintos. Vini Jr., por exemplo, teve uma ascensão meteórica, sendo rapidamente transferido para o Real Madrid. Sua rápida saída ilustra a atratividade que o futebol europeu exerce sobre os talentos brasileiros, impedindo muitas vezes que desenvolvam uma carreira mais longa em seus clubes de origem. Wesley, o terceiro convocado pelo Flamengo, também representa o sucesso contínuo da base rubro-negra em produzir atletas de alto nível.
Diversidade de origens entre os convocados de Ancelotti
A lista de Carlo Ancelotti revela uma notável diversidade de origens para os jogadores convocados, estendendo-se além dos grandes centros do futebol brasileiro. Além dos clubes líderes, uma série de outras equipes de diferentes estados e divisões contribuíram com talentos para a Seleção. Essa abrangência mostra que o celeiro de craques do Brasil é vasto e não se restringe a um número limitado de instituições ou regiões.
Clubes como Cruzeiro, Santos, América-MG, Coritiba, Internacional, Vasco, Atlético-MG, Ituano, Náutico e Audax tiveram um jogador cada na lista final. Essa pulverização de talentos é um testemunho da capacidade de scout e desenvolvimento de jogadores em diversas esferas do futebol nacional. O Ituano, por exemplo, um clube de menor expressão, revelou Gabriel Martinelli, que hoje atua em alto nível na Europa. O Audax, por sua vez, contribuiu com Bruno Guimarães, outro destaque em grandes ligas. Essa amplitude reforça a ideia de que o Brasil continua sendo uma fonte inesgotável de jogadores para o futebol mundial.

