O treinador Cuca atingiu a marca de dois meses à frente do comando técnico do Santos, período marcado por uma campanha de altos e baixos na temporada. Desde sua chegada, a equipe conseguiu afastar-se da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e avançar na Copa do Brasil. Entretanto, o desempenho geral ainda gera discussões entre a torcida e a diretoria do clube.
Apesar dos resultados positivos em momentos-chave, a irregularidade tem sido uma constante. O Peixe demonstra potencial em algumas partidas, mas enfrenta dificuldades para manter a consistência ao longo de todos os jogos. A busca por um padrão tático e um desempenho mais estável é um dos principais desafios para o técnico nos próximos meses da competição.
Desempenho inicial e superação do Z4
Cuca estreou em 22 de março de 2026, com um empate sem gols contra o Cruzeiro. Ao longo dos primeiros 14 jogos, o Santos acumulou quatro vitórias, sete empates e três derrotas, registrando um aproveitamento de 50%. A largada foi turbulenta, com a equipe sofrendo derrotas importantes e mantendo-se sob pressão tanto no Brasileirão quanto na Copa Sul-Americana.
Após uma vitória sobre o Remo por 2 a 0, o Peixe enfrentou resultados adversos contra Flamengo e Deportivo Cuenca. A sequência negativa gerou preocupação quanto à capacidade do time de reagir nas competições. A instabilidade inicial demandava ajustes rápidos e eficientes por parte da comissão técnica.
A fase mais crítica foi superada com uma notável reação do Santos. O time engatou uma sequência de mais de um mês sem ser derrotado. Esse período de invencibilidade resultou em três vitórias e seis empates, permitindo ao clube sair do Z4 do Campeonato Brasileiro. A equipe também se manteve viva na briga por uma vaga no mata-mata da Copa Sul-Americana, reforçando a confiança.
Comparativo com gestão anterior e sequência invicta
A série invicta do Santos sob o comando de Cuca foi encerrada no último domingo, com uma derrota por 3 a 0 para o Coritiba. Mesmo com este revés, os números apresentados por Cuca são superiores aos de seu antecessor, Juan Pablo Vojvoda. Vojvoda deixou o clube com um aproveitamento de 43,4% em 33 jogos disputados.
A melhora estatística reflete uma certa estabilidade alcançada pela equipe. O Santos, agora, busca consolidar essa recuperação e transformar os bons momentos em uma campanha mais sólida e previsível. A consistência nos resultados será fundamental para atingir os objetivos estabelecidos para a temporada.
Busca por efetividade no setor ofensivo
Taticamente, Cuca tem mantido a estrutura que o Santos utilizava antes de sua chegada, com duas linhas de quatro jogadores e uma dupla de ataque. Essa formação visa a solidez defensiva e a exploração de contra-ataques. A consistência tática busca dar segurança à equipe em campo.
Contudo, o setor ofensivo ainda está em fase de definição e busca por maior efetividade. Neymar, quando disponível, é considerado titular absoluto, mas as outras posições de ataque são disputadas intensamente. A comissão técnica avalia constantemente as opções para encontrar a melhor combinação para a equipe.
- Barreal
- Rollheiser
- Moisés
- Thaciano
- Gabigol
O grande destaque ofensivo desde a chegada de Cuca tem sido Rollheiser. O atacante argentino acumula três gols e duas assistências em 11 partidas. Ele divide o protagonismo com Neymar, que também contribuiu com três gols e duas assistências no mesmo período.
Consolidação defensiva e peças-chave
A defesa do Santos mostrou-se mais consistente sob a nova gestão técnica. Alguns jogadores se firmaram como peças importantes na estrutura tática da equipe. Essa consolidação defensiva é um dos pilares para a busca de resultados mais positivos.
Lucas Veríssimo, Escobar, Bontempo, Oliva e Luan Peres são nomes que ganharam espaço e se consolidaram no time titular. A presença desses atletas tem proporcionado maior segurança à zaga. A estabilidade no setor defensivo é crucial para o desempenho geral do time.

