Falta de estoque do novo console da Nintendo afeta consumidores no mercado asiático dez meses após estreia

Nintendo Switch 2

Nintendo Switch 2 - Foto: Divulgação

O Nintendo Switch 2 completou dez meses desde o lançamento e ainda registra escassez de unidades no Japão. O console chegou às lojas em 5 de junho de 2025 e vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares em apenas quatro dias no mundo todo. Essa marca se tornou o melhor início de vendas de um hardware da Nintendo. No mercado japonês, porém, varejistas continuam com lotes esgotados e filas virtuais ou presenciais limitadas.

A empresa ajustou a meta de envios para o ano fiscal de 2025, que vai até março de 2026. O volume inicial previsto era de 15 milhões de unidades. A meta subiu para 19 milhões diante do desempenho inicial. Mesmo assim, consumidores no Japão relatam dificuldades para encontrar o aparelho pelo preço oficial. Muitos recorrem a loterias de pré-venda ou esperam reposições que duram poucas horas.

Demanda inicial superou previsões da Nintendo

A alta procura marcou o lançamento. Mais de 2,2 milhões de japoneses se inscreveram na loteria da My Nintendo Store para a data de estreia. O número ultrapassou em muito a quantidade de consoles disponíveis naquele momento. O presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, emitiu pedido público de desculpas pela limitação de oferta. A companhia citou demanda que superou expectativas como principal motivo.

  • Loterias online e presenciais definiram acesso na pré-venda
  • Histórico de uso da conta Nintendo limitou inscrições em alguns canais
  • Varejistas grandes como Yodobashi e Bic Camera adotaram sistemas de controle de fila
  • Revendedores capturaram parte dos estoques iniciais em várias regiões

A disparidade entre produção e interesse dos jogadores se concentrou no Japão. Outros mercados registraram reposições mais rápidas, mas o país de origem da Nintendo manteve restrições prolongadas. Analistas apontaram problemas na cadeia de suprimentos de componentes como um dos fatores.

Produção revisada e desafios logísticos

A Nintendo aumentou o planejamento de fabricação após os primeiros dias de vendas. O foco foi acelerar o envio de unidades para o Japão. Mesmo com o ajuste, relatórios de agosto de 2025 indicavam estoques zerados em grandes plataformas como Amazon Japão. Vendas semanais caíram em períodos de baixa disponibilidade.

O console usa tecnologia híbrida que permite jogo portátil e em televisão. O design manteve compatibilidade com acessórios e muitos jogos do Switch original. Esse fator ajudou a manter o interesse, mas também pressionou a cadeia de produção. Fabricantes de semicondutores enfrentaram demanda extra de outros setores de eletrônicos.

Medidas adotadas pelos varejistas japoneses

Lojas físicas e online implementaram controles para reduzir especulação. Algumas exigiram cadastro prévio e verificação de conta antiga. Outras limitaram a compra a uma unidade por cliente. Essas regras reduziram a ação de revendedores, mas também alongaram o tempo de espera para compradores comuns.

Em abril de 2026, relatos indicavam que a disponibilidade ainda não havia normalizado em várias cidades. Consumidores descreviam buscas semanais em múltiplas lojas sem sucesso. O preço oficial variava conforme a versão, com modelos padrão e edições especiais esgotados com frequência.

O que a Nintendo informou sobre o futuro

A empresa reforçou o compromisso de aumentar a oferta. Furukawa mencionou esforços para ampliar a produção de sistemas. Até o fim do ano fiscal, a meta revisada de 19 milhões permanece como referência. Dados de vendas globais mostraram bom desempenho fora do Japão, o que ajudou a equilibrar o volume total.

Jogadores que aguardam o console podem acompanhar as notificações da My Nintendo Store e sites de varejistas. Novas remessas costumam ser anunciadas com antecedência curta. A Nintendo não detalhou datas específicas de normalização para o mercado japonês.

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