Kimi Antonelli tenta superar perda de posições na largada para manter liderança da F1 no GP do Canadá

Kimi Antonelli - instagram/kimi.antonelli

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O piloto italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, ocupa a primeira colocação na classificação da Fórmula 1 na temporada 2026 de maneira surpreendente. O jovem competidor de 19 anos de idade conquistou três pole positions e três vitórias nas quatro etapas disputadas no ano. Esse desempenho quase perfeito esconde uma grande dificuldade enfrentada pelo atleta desde a primeira etapa do calendário mundial. Kimi Antonelli apresenta problemas constantes no momento das largadas. O rendimento compromete o ritmo inicial da equipe Mercedes nas pistas da China, Japão e Miami.

Os dados detalhados das primeiras voltas expõem uma situação preocupante para a escuderia britânica Mercedes. Somadas as quatro provas principais e as duas corridas sprint da China e de Miami, Kimi Antonelli perdeu 20 posições considerando a diferença entre o lugar no grid e o encerramento da primeira volta. Esse índice deixa o italiano na penúltima colocação do grid nesse quesito específico. O piloto supera apenas Nico Hulkenberg, da Audi, que acumula um saldo negativo de 33 colocações perdidas em começos de prova. George Russell, companheiro de Kimi Antonelli na Mercedes, perdeu quatro posições no mesmo período avaliado.

Kimi Antonelli – X.com/ F1

Novo regulamento de motores da FIA explica perda de rendimento dos carros da Mercedes

A alteração nas regras técnicas e de motores promovida pela Federação Internacional de Automobilismo provocou modificações severas no comportamento dos monopostos em 2026. A principal mudança foi a exclusão do componente MGU-H. Essa peça realizava a recuperação de energia térmica dos carros até o final do campeonato do ano passado. Sem esse dispositivo, o tempo de resposta do turbocompressor aumentou de forma considerável nas pistas. Esse efeito técnico é chamado de turbo lag no ambiente do automobilismo internacional.

Os pilotos precisam elevar a rotação do motor a combustão para que o conjunto atinja a janela ideal de funcionamento. Esse processo exige mais tempo dos competidores alinhados no grid antes da luz verde. A Federação Internacional de Automobilismo adicionou cinco segundos extras ao tempo de espera após a volta de apresentação. A medida serve para que os pilotos consigam atingir os giros necessários nos motores sem causar quebras nos sistemas de transmissão.

Eficiência da Ferrari e da Williams expõe dificuldades operacionais do modelo da Mercedes

O impacto do novo regulamento de motores varia de acordo com o projeto de cada equipe da Fórmula 1. A Ferrari adotou um turbocompressor menor em seu bloco de potência para o campeonato de 2026. Essa escolha de engenharia permite que o motor atinja a rotação ideal com maior velocidade. A escuderia Ferrari apresenta o segundo melhor rendimento de largadas com 21 posições ganhas. O time italiano fica atrás apenas da Williams, que lidera o ranking com 22 colocações conquistadas pelos seus pilotos no início das provas.

  • Williams: 22 posições ganhas nas primeiras voltas
  • Ferrari: 21 posições ganhas nas primeiras voltas
  • Mercedes: saldo negativo com Kimi Antonelli e George Russell
  • Audi: lanterna do ranking com saldo negativo de Nico Hulkenberg

A Mercedes trabalha para ajustar o sistema de embreagem eletrônica fornecido para Kimi Antonelli. O piloto reclamou do acionamento do dispositivo em duas oportunidades na atual temporada. Os engenheiros analisam os dados de telemetria coletados no GP da Austrália, onde o italiano perdeu cinco posições logo após a partida. O time busca mapeamentos de software alternativos para reduzir o tempo de resposta do turbo. A liderança do mundial segue com Kimi Antonelli devido aos seus triunfos na China, Japão e Miami após largar na pole position.

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