Avi Loeb descarta DNA alienígena em bancos de dados genéticos como improvável

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ovni - New Africa/Shutterstock.com

O astrofísico Avi Loeb, professor de Harvard, descartou como cientificamente improvável a teoria de que alienígenas conhecidos como Nórdicos possam ser identificados através de marcadores genéticos em plataformas de genealogia como Ancestry e 23andMe. Entrevistado pela NewsNation em conversa com Jesse Webber, Loeb analisou alegações que surgiram em um podcast recente, onde se afirma que a CIA teria investigado a possibilidade de encontrar extraterrestres escondidos em pequenas cidades americanas.

Segundo as alegações discutidas na entrevista, o ex-sargento do Exército dos EUA Lyn Buchanan, que participou de programas de visão remota durante a Guerra Fria, teria afirmado que essas criaturas existem. Christopher “Kit” Green, analista da CIA interessado em UAPs, seria uma das pessoas que buscaria marcadores genéticos não-humanos em bases de dados de DNA, onde categorias marcadas como “outro” poderiam indicar origens extraterrestres.

Por que o argumento genético não sustenta cientificamente

Loeb fundamenta seu ceticismo em limitações biológicas e físicas claras. Para seres vivos viajarem distâncias interestelares, seria necessária engenharia genética extremamente avançada. Mesmo a velocidade da luz permitiria apenas travessias que levariam dezenas de milhares de anos, período durante o qual os organismos enfrentariam bombardeio de raios cósmicos e baixa gravidade — condições que os humanos não conseguem suportar por mais de alguns anos na Lua ou em Marte.

O código genético do DNA não é universal no cosmos. A estrutura do DNA em humanos atuais é drasticamente diferente daquela que existia no passado remoto da Terra. Bilhões de anos atrás, nem sequer havia células complexas com núcleos. A gênese eucariótica, que introduziu núcleos nas células — o local onde o DNA é armazenado —, ocorreu há apenas 2 a 3 bilhões de anos na Terra, aproximadamente na metade da idade do planeta. Loeb afirma ser extremamente improvável que visitantes extraterrestres apresentassem características de DNA semelhantes às dos humanos atuais.

Existe também a possibilidade de quiralidade, uma diferença na forma como a dupla hélice do DNA está organizada. Se o DNA alienígena fosse uma imagem espelhada do nosso, seria catastrófico até mesmo tocar esses seres, pois não estaríamos protegidos contra suas doenças. Por essa razão, Loeb recomenda jocosamente não apertar a mão de um alienígena caso encontre um.

Explicações alternativas para boatos de espécies alienígenas

Quando questionado sobre a teoria dos Nórdicos — supostamente humanoides que se pareceriam com seres humanos —, Loeb oferece uma explicação mais convencional. Obviamente existem nórdicos na Terra: são pessoas encontradas em locais de acidentes de aviões de caça ou em campos de batalha. Programas governamentais de recuperação e engenharia reversa podem estar envolvidos com materiais de aeronaves fabricadas por nações adversárias, algumas das quais poderiam ser operadas por pilotos nórdicos ou de outras origens étnicas.

A ideia de que 4 espécies alienígenas visitam o planeta é um boato que, segundo Loeb, possivelmente surgiu de pilotos recuperados em locais de acidentes aéreos de diferentes nações terrestres. Loeb considera “ridículo” o conceito de que seres extraterrestres tivessem se miscigenado com humanos e gerado descendentes. Uma alternativa mais razoável, em sua visão, seria que uma sonda alienígena capturasse formas de vida terrestre e imprimisse em 3D versões delas em locais de acidentes aéreos.

Confiança governamental e transparência em investigações UAP

Quando confrontado com o argumento de que a desconfiança pública no governo poderia justificar a teoria — incluindo a ideia de que autoridades vasculham secretamente sites de genealogia —, Loeb reconhece que é “bastante possível” que alguém no governo tenha considerado essa abordagem. Contudo, a ideia em si é “altamente questionável” do ponto de vista científico. Portanto, Loeb sugere que qualquer pessoa que tivesse essa ideia careceria de credibilidade científica.

Em escala mais ampla, Loeb admite que pode haver evidências de materiais extrasolares e informações que o governo mantém secretas. Essas pistas potencialmente estariam armazenadas em empresas como Lockheed Martin e MITRE. O deputado Burlinson solicitou publicamente que a MITRE respondesse a um pedido de divulgação relacionado ao tema UAP.

Loeb defende que a sociedade deve verificar o que o governo sabe sobre a questão e ajudá-lo a desvendar as coisas ao máximo possível, porque, aparentemente, autoridades governamentais estão “perdidas” se estão solicitando informações de DNA dessa natureza como forma de investigar possíveis visitantes extraterrestres.

Trajetória profissional de Avi Loeb

  • Chefe do Projeto Galileu
  • Diretor fundador da Iniciativa Buraco Negro da Universidade de Harvard
  • Ex-diretor do Instituto de Teoria e Computação do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica
  • Ex-chefe do departamento de astronomia de Harvard (2011–2020)
  • Ex-membro do Conselho de Assessores de Ciência e Tecnologia do Presidente
  • Ex-presidente do Conselho de Física e Astronomia das Academias Nacionais
  • Autor de “Extraterrestre: O Primeiro Sinal de Vida Inteligente Além da Terra” (2021)
  • Coautor de “Vida no Cosmos” (2021)
  • Autor de “Interestelar” (edição de bolso lançada em agosto de 2024)
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