Linda de Sousa Abreu, carcereira brasileira condenada por má conduta em cargo público na penitenciária HMP Wandsworth em Londres, declarou estar “incrivelmente envergonhada e arrependida” da decisão que a levou à prisão. Um ano após ser libertada, a brasileira mudou completamente seu posicionamento sobre o episódio que viralizou nas redes sociais e chamou atenção internacional.
A carcereira cumpriu 5 meses de uma condenação de 15 meses por sua relação sexual com o detento Linton Weirich, de 39 anos, preso por roubo. “Eu me arrependo de tudo o que fiz. Estou incrivelmente envergonhada”, afirmou ela em entrevista concedida um ano após deixar a prisão. Este foi o primeiro posicionamento público em que Linda demonstrou arrependimento genuíno pelos acontecimentos que geraram grande repercussão internacional.
Episódio ocorreu em junho de 2024
O incidente envolvendo a ex-carcereira aconteceu em junho de 2024 dentro da cela na prisão de segurança máxima londrinha. As imagens mostram Linda olhando para trás com um sorriso amplo enquanto Linton estava atrás dela com as mãos em seus quadris. A cena foi filmada por outro detento conhecida apenas como “Sharkie”, com consentimento da brasileira.
Linton Weirich, que trabalha como personal trainer, confirma que ele e Linda tiveram relações sexuais “algumas vezes” dentro da cela antes do episódio capturado em vídeo. O detento alegou que a diretora da prisão “começou a flertar constantemente com ele” antes do encontro gravado. Ele também afirmou que Linda sabia estar sendo filmada e “não parecia se importar com isso nem com o trabalho dela”.
Comunicação e relacionamento dentro da prisão
A brasileira mantinha contato regular com Linton através de um celular contrabandeado para dentro da prisão londrina. Linda classificava o presidiário como seu “protetor” e afirmava que ele a fazia “se sentir uma gângster”. Ela chegou a declarar que desejava manter o relacionamento com o condenado mesmo após deixar a prisão.
Segundo relatos, a ex-carcereira recompensava Linton com “serviços sexuais” em troca da proteção que ele oferecia. As mensagens de texto trocadas entre eles revelavam um relacionamento que ia além do que seria considerado profissional ou apropriado. Linda reconheceu posteriormente ter cometido um erro ao se envolver romanticamente com um detento sob sua custódia.
“Eu transei com alguém com quem não deveria ter transado. Tínhamos um relacionamento normal, mas não fiz nada além disso”, declarou Linda sobre as comunicações mantidas com Linton. Seu reconhecimento dos erros marca uma mudança significativa em relação à atitude que mantinha anteriormente quando se vangloriava do episódio viral.
Mudança de trajetória e foco na maternidade
A brasileira casada e mãe agora busca reconstruir sua vida longe dos holofotes que a cercaram durante e após a condenação. Linda criava conteúdo na plataforma OnlyFans e chegou a participar de um reality show de temática sexual ao lado do marido. Após sua libertação, ela decidiu mudar o direcionamento de suas atividades profissionais e pessoais.
“Tenho levado uma vida discreta. Só quero seguir em frente com a minha vida. Quero continuar sendo uma boa mãe para o meu filho”, disse Linda em sua declaração mais recente. O posicionamento reflete uma priorização da vida familiar e um afastamento das atividades que anteriormente geravam visibilidade pública negativa.
A ex-carcereira busca deixar para trás a repercussão do caso que se tornou amplamente conhecido através de compartilhamentos em plataformas de redes sociais. Seu desejo de construir uma vida discreta contrasta fortemente com a postura anterior de exploração comercial do episódio que a condenou.
Circunstâncias da condenação
O caso de Linda de Sousa Abreu gerou debate internacional sobre protocolos de segurança em presídios e comportamento de funcionários responsáveis pela custódia de detentos. A condenação por má conduta em cargo público levantou questões sobre supervisão dentro de instituições penitenciárias de alta segurança.
A sentença de 15 meses, com cumprimento de apenas 5 meses, foi considerada por alguns observadores como severa comparada a casos similares na justiça britânica. Linda argumenta que a repercussão internacional do caso e a exposição pública contribuíram para uma condenação mais rigorosa do que seria típico em situações equivalentes.
Seu arrependimento manifestado um ano após a libertação sinaliza um distanciamento completo do padrão de comportamento que caracterizou sua permanência na prisão londinense e os meses seguintes imediatos após sua soltura.

