Meteoro de 1 metro a 120 mil km/h causa explosões e tremores em seis estados do nordeste americano

A screenshot of the flash recorded by satellite imagery Saturday afternoon. Signs indicate it likely was a meteor east of Boston. (Courtesy CIRA and NOAA)

A screenshot of the flash recorded by satellite imagery Saturday afternoon. Signs indicate it likely was a meteor east of Boston. (Courtesy CIRA and NOAA)

Fortes relatos de uma explosão reverberaram por toda a região da Nova Inglaterra na tarde de sábado, 31 de maio de 2026. Pessoas em diversas localidades descreveram um evento sonoro significativo, gerando um imediato acionamento das autoridades. Agências policiais e outros órgãos de segurança mobilizaram-se rapidamente para compreender a origem do fenômeno. Um duplo estrondo, capaz de sacudir estruturas, foi percebido distintamente em edifícios de Massachusetts e Rhode Island, provocando uma onda de confusão entre os moradores.

A American Meteor Society prontamente identificou a causa desses estrondos. Segundo a organização, um meteoro de aproximadamente 1 metro (3 pés) de diâmetro teria entrado na atmosfera terrestre. Este evento ocorreu nas proximidades da fronteira entre New Hampshire e Massachusetts, na área norte de Boston. A agência espacial NASA, posteriormente, confirmou a natureza do objeto como material natural, descartando a possibilidade de ser um satélite ou lixo espacial. A entrada do meteoro na atmosfera foi registrada com precisão às 14h06.

Detalhes do fenômeno e impacto inicial

O flash do meteoro foi capturado por imagens de satélite na tarde de sábado, fornecendo evidências visuais do evento. Sinais indicaram que o objeto era provavelmente um meteoro que se desintegrou a leste de Boston. As agências de segurança enfrentaram um desafio inicial para decifrar a origem dos relatos de explosão. Moradores de diversos pontos da Nova Inglaterra descreveram não apenas o barulho, mas também a sensação de que suas casas e edifícios tremeram.

Essa série de eventos desencadeou uma rápida resposta das autoridades. A busca por uma explicação para o “duplo boom” que abalou a região mobilizou recursos policiais e de emergência. A intensidade dos relatos, que se estenderam por vários estados, sublinhou a natureza incomum do incidente. A repercussão inicial nas redes sociais e nos canais de comunicação locais destacou a preocupação e a curiosidade sobre o que havia ocorrido.

Confirmação da NASA e características do evento

Autoridades da NASA confirmaram a natureza do objeto, assegurando que o corpo celeste era de origem natural. A agência especificou que o meteoro não era um satélite ou qualquer tipo de detrito espacial, como inicialmente poderia ser cogitado. Sua entrada na atmosfera foi precisamente às 14h06, em um sábado de maio. O porta-voz da NASA, Allard Beutel, informou que o meteoro viajava a uma velocidade impressionante de cerca de 120.700 km/h (75.000 mph). Acredita-se que o objeto tenha se fragmentado a uma altitude aproximada de 60 quilômetros (40 milhas) acima do solo.

A energia liberada durante a desintegração do meteoro foi significativa. A NASA estimou que essa energia equivalia a aproximadamente 300 toneladas de TNT, o que explica a intensidade dos estrondos ouvidos. Essa liberação energética é um fator crucial para entender como um evento celeste pode gerar tal impacto sonoro e vibratório no solo. A American Meteor Society detalhou que o meteoro tinha cerca de 3 pés (quase 1 metro) de largura.

    As características principais do evento foram:
  • Material: Natural (não satélite ou lixo espacial)
  • Horário de entrada: 14h06
  • Velocidade estimada: 120.700 km/h
  • Fragmentação: Aproximadamente 60 km de altitude
  • Energia liberada: Equivalente a 300 toneladas de TNT
  • Diâmetro: Cerca de 1 metro (3 pés)

Relatos abrangentes e registros da sociedade

A American Meteor Society, por meio de seu monitor de programas Robert Lunsford, informou ter recebido dezenas de relatos sobre o fenômeno. As comunicações vieram de uma vasta área geográfica, estendendo-se de Delaware até Montreal, no Canadá. As pessoas descreveram diferentes aspectos do evento: algumas ouviram o duplo estrondo, outras sentiram o chão tremer e muitas testemunharam a bola de fogo, que Lunsford comparou a uma estrela cadente vista em pleno dia.

Lunsford enfatizou que o meteoro era “definitivamente maior do que uma bola de fogo normal”. Ele descreveu o objeto como tendo cerca de um metro de largura, o que justifica a intensidade dos fenômenos percebidos. Vários moradores de estados atingidos utilizaram as redes sociais, como a plataforma X, para compartilhar suas experiências. Nessas publicações, foram capturados vídeos que reproduziam o som dos dois estrondos rápidos, sem que houvesse, no entanto, registro visual de fogo, fumaça ou outras causas aparentes.

Trajetória e ausência de impacto em solo

Apesar dos relatos de grande impacto e abalo, Robert Lunsford considerou improvável que o meteoro tivesse atingido o solo. Ele explicou que, para determinar com certeza se houve um impacto terrestre, seriam necessárias mais informações. Dados sobre a trajetória, a velocidade e outros aspectos do meteoro são essenciais para uma análise conclusiva. No entanto, Lunsford sugeriu que, caso o meteoro não tivesse se desintegrado completamente na atmosfera, ele teria aterrissado no oceano. A grande maioria desses corpos celestes, segundo ele, queima por completo antes de tocar o solo.

O U.S. Geological Survey (USGS) também recebeu diversas notificações de pessoas que sentiram o tremor nos edifícios. Esses relatos foram registrados no National Earthquake Information Center da agência. Apesar da quantidade de informações sobre tremores, o porta-voz do USGS, Steve Sobie, confirmou que nenhum evento sísmico foi registrado nos sismógrafos da agência. Isso significa que o abalo sentido pela população não foi causado por um terremoto, mas sim pela energia acústica e vibratória gerada pela desintegração do meteoro na atmosfera. O USGS, inclusive, abriu uma página de evento em seu site, com base no número de relatos de “Você sentiu?”.

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