Adidas lidera patrocínios na Copa do Mundo 2026 com 14 seleções; Nike recua para 25% dos acordos

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Adidas -Jeffrey Kenardi / Shutterstock.com

A Adidas emergiu como a principal força em patrocínios técnicos para o Mundial de 2026, superando a Nike na disputa pelas camisetas das seleções. A marca alemã firmou acordos com 14 das 48 seleções participantes, representando 29% do total de equipes. Este avanço consolida sua posição como fornecedora oficial da bola do torneio, que contará com 104 partidas.

A mudança marca uma inversão significativa em relação ao Mundial de Qatar, em 2022, quando a Nike detinha a liderança com 41% dos patrocínios entre as 32 seleções. Agora, a empresa de Oregon vê sua fatia de mercado diminuir para 25%, mesmo com o aumento do número de equipes no campeonato.

Adidas: A ascensão em 2026 e o papel da FIFA

A marca das três listras demonstra um crescimento expressivo em sua presença global no futebol, dobrando o número de patrocínios de seleções em comparação com 2022. O percentual de 29% em 2026 contrasta com os 22% de quatro anos atrás, evidenciando uma estratégia agressiva. Os principais ativos da Adidas incluem equipes de grande peso e visibilidade no cenário mundial, garantindo destaque durante o torneio.

A parceria com a FIFA, onde a Adidas atua como sócia oficial, é fundamental para sua proeminência no Mundial. Este acordo garante presença em campo durante os jogos, além do fornecimento do cobiçado balão oficial do torneio. A marca também equipa árbitros e voluntários, expandindo sua visibilidade para além das seleções. Estima-se que este vínculo com o organismo presidido por Gianni Infantino ultrapasse os 60 milhões de euros anuais.

  • Argentina (atual campeã)
  • Espanha (uma das favoritas ao título)
  • Alemanha (em seu último ciclo com a marca antes de mudança futura)
  • Japão
  • Colômbia

Algumas equipes notáveis que colaboram com a Adidas, mas não se classificaram para o Mundial, são Itália, Chile, Costa Rica e Suécia.

Camisas das seleções de cada país – Divulgação/Adidas

Recuo da Nike e a reorientação estratégica

A Nike, que anteriormente dominava o cenário de patrocínios técnicos, agora se encontra em uma posição de menor destaque. A empresa passou de 13 seleções patrocinadas em 2022 para 12 em 2026, o que, com o aumento de 16 equipes no Mundial, resulta em uma perda de peso relativo no mercado. Essa diminuição na quantidade de patrocínios reflete uma reorientação em sua abordagem estratégica.

A companhia perdeu parcerias importantes no último ciclo, como Portugal e Qatar, que migraram para a Puma e Adidas, respectivamente. Contudo, a Nike mantém alianças com seleções de alto valor comercial e capacidade de vendas de camisetas, como França, Inglaterra e Brasil. A aliança com o Brasil, renovada em 2024, celebra quatro décadas de parceria. Além disso, a marca incorporou o Uruguai, que encerrou uma relação de 18 anos com a Puma. A partir de 2027, a Nike também vestirá a Alemanha, encerrando 73 anos de vínculo histórico entre a federação germânica e a Adidas, um movimento estratégico de longo prazo.

Apesar da redução na quantidade de seleções, a Nike tem direcionado seu orçamento para o patrocínio de propriedades esportivas consideradas premium, como o FC Barcelona. Em 2025, a empresa destinou 4.285 milhões de dólares (equivalente a 3.648 milhões de euros) para patrocínio e marketing, um decréscimo de 8,6% em relação ao ano anterior. Esta diminuição foi ligeiramente inferior à queda de 9,8% em sua receita, o que sugere um esforço contínuo em marketing esportivo para impulsionar vendas, mesmo em um cenário de ajustes financeiros. A marca mantém seu compromisso com a alta competição, compreendendo a importância do marketing constante para sustentar sua base de vendas.

O cenário das outras marcas e a expansão do Mundial

Em um terceiro patamar no cenário de patrocínios, mas com uma presença notável, a Puma se destaca. A empresa é reconhecida por sua alta proporção de investimento em patrocínio em relação ao seu volume de negócios. No ano passado, a Puma investiu mais de 1.600 milhões de euros em marketing, o que correspondeu a 22% de suas vendas totais. Apesar de ter reduzido sua alocação para marketing em 7,4%, o ritmo foi mais lento do que o declínio de 13% em seu faturamento, indicando um foco estratégico na manutenção de sua imagem no esporte.

Entre os principais parceiros da Puma, destaca-se Portugal, que inicia uma nova fase com a marca. A empresa também sustenta acordos com Suíça, Marrocos e Nova Zelândia. A expansão do Mundial de 2026 para 48 seleções provocou um aumento na diversidade de patrocinadores técnicos. Enquanto em Qatar 2022 havia oito marcas presentes, o próximo torneio contará com 13 diferentes fornecedores de material esportivo.

Novas marcas fizeram sua entrada neste ciclo, diversificando o mercado. Kelme firmou dois acordos, incluindo Bósnia e Herzegovina e Jordânia. Outras empresas como Reebok, Umbro, Capelli Sport, Jako, 7Saber e Saeta também se incorporaram ao rol de patrocinadores. Marcas já estabelecidas continuam suas parcerias, como Majid com Irã, Kappa com Tunísia e Marathon, que assumiu o patrocínio da seleção do Equador após a saída da New Balance. A New Balance, por sua vez, não patrocinará nenhuma seleção neste ano, tendo encerrado seu vínculo com a Costa Rica em 2023, antes mesmo de uma possível classificação da equipe.

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