Marlon Wayans e elenco original de “Todo Mundo em Pânico” relançam franquia nos cinemas em 3 de junho

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Marlon Wayans em "Todo Mundo em Pânico" • Quantrell Colbert/Paramount Pictures

Marlon Wayans em "Todo Mundo em Pânico" • Quantrell Colbert/Paramount Pictures

A franquia “Todo Mundo em Pânico” retorna aos cinemas nesta quarta-feira, 3 de junho, com o lançamento do sexto volume. O novo filme traz de volta os irmãos Wayans, Marlon e Shawn, no controle criativo da produção, além de Marlon Wayans, Anna Faris e Regina Hall como protagonistas. O retorno acontece mais de uma década após o último título da saga, prometendo uma experiência nostálgica e renovada para o público.

Este relançamento busca resgatar o espírito original da série, que marcou o início dos anos 2000 com suas paródias a filmes de terror. A indústria cinematográfica tem vivenciado um momento de valorização da nostalgia, e a equipe por trás do novo “Todo Mundo em Pânico” espera capitalizar essa tendência. A decisão de reunir o elenco original e os criadores aponta para um esforço em reconectar-se com os fãs de longa data.

Retorno dos irmãos Wayans ao controle criativo

Marlon Wayans, em entrevista à CNN Brasil, expressou a motivação por trás do retorno da equipe. Ele afirmou que a ideia surgiu da percepção de uma necessidade coletiva de riso, especialmente após o período da pandemia de Covid-19. O ator e roteirista destacou que todos sentiram a urgência de trabalhar juntos novamente na franquia. A intenção era ressuscitar o projeto, reunir o elenco, fazer uns aos outros rirem e, por extensão, proporcionar momentos de alegria ao mundo.

Ele traçou paralelos com o sucesso de outras produções que apelaram a sentimentos coletivos. Wayans mencionou “Michael”, que fez as pessoas dançarem e se sentirem bem, e “Top Gun”, que evocou um senso de heroísmo. Para ele, “Todo Mundo em Pânico” tem a função de trazer de volta a risada, um elemento que, segundo ele, é amplamente necessário na sociedade atual.

Franquia mantém legado e aposta em novas paródias

Anna Faris também comentou sobre o impacto duradouro da franquia e o afeto do público pelos personagens que estrearam nos anos 2000. Ela ressaltou que a série conseguiu estabelecer um forte sentimento de nostalgia. Isso se deve, em grande parte, à criação de personagens pelos quais as pessoas desenvolveram um carinho genuíno, mesmo que fossem retratados como figuras “horríveis” no contexto das paródias.

A chegada do novo filme ocorre mais de 10 anos após o último lançamento, um período que testemunhou uma proliferação de produções de terror. Essa década de sucesso no gênero forneceu um vasto material para o filme satirizar. A trama incorpora elementos de diversos títulos populares, garantindo que a paródia esteja atualizada com os lançamentos mais recentes.

Entre os filmes parodiados na trama do novo “Todo Mundo em Pânico”, destacam-se:

  • “Corra!” (2017)
  • “Halloween” (2018)
  • “M3GAN” (2022)
  • “Longlegs: Vínculo Mortal” (2024)
  • “A Hora do Mal” (2025)
  • “Pecadores” (2025), o vencedor de quatro estatuetas do Oscar

Marlon Wayans revelou que os recentes filmes “Pânico 5” e “Pânico 6” serviram como um modelo para o projeto. Ele e a equipe observaram como essas produções conseguiram misturar personagens antigos e novos de forma bem-sucedida, criando um “filme legado”. A ideia era explorar um aspecto multigeracional, que integrasse tanto o reconhecimento dos fãs originais quanto o engajamento de novas audiências.

Além das referências cinematográficas, o ator afirmou que o filme também incorpora uma grande quantidade de elementos da cultura pop. Para Wayans, a vida e o mundo contemporâneos são frequentemente narrados através da lente do cinema e da cultura popular, e o novo “Todo Mundo em Pânico” reflete essa perspectiva de forma humorística.

Histórico da franquia e o “reboot”

Os irmãos Marlon, Shawn e Keenen Ivory Wayans foram figuras centrais nos dois primeiros filmes de “Todo Mundo em Pânico”, atuando e coescrevendo os roteiros. Ao lado de Anna Faris e Regina Hall, eles criaram paródias que se tornaram icônicas, satirizando os filmes de terror mais populares da época. O sucesso estrondoso garantiu à franquia um lugar de destaque na comédia cinematográfica.

No entanto, a relação dos irmãos com a produtora mudou após os primeiros sucessos. Marlon Wayans relatou que ele e seus irmãos exigiram um aumento salarial proporcional ao desempenho dos dois primeiros títulos, mas a oferta feita pela produtora foi considerada muito baixa, levando-os a recusar. Eles foram surpreendidos por um anúncio na véspera de Ano Novo, informando que “Todo Mundo em Pânico 3” estava sendo produzido sem a participação deles. Marlon alegou que a franquia foi “tirada” deles e que estavam apenas buscando sua “parte justa”.

Wayans também declarou que os Weinsteins, antigos proprietários da Miramax, o teriam lesado em relação aos direitos autorais dos dois primeiros filmes. Recentemente, contudo, o atual CEO da produtora entrou em contato para discutir o avivamento da franquia. Diante da proposta, Marlon Wayans insistiu que não poderia aceitar sem a participação de seus irmãos. Ele conseguiu convencer Shawn e Keenen a se juntarem ao projeto, enfatizando que este é um “retorno à franquia que todos nós criamos”. Por isso, ele considera este novo filme um “reboot”, e não “Todo Mundo em Pânico 6”, marcando um novo capítulo para a saga.

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