Filme Michael supera todos os sucessos da Lionsgate e chega perto de 900 milhões globais

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Michael - Reprodução/ Youtube

Michael - Reprodução/ Youtube

A cinebiografia Michael, estrelada por Jaafar Jackson no papel do tio Michael Jackson, ultrapassou os maiores sucessos da Lionsgate e já acumula cerca de 888 milhões de dólares em bilheteria mundial. O filme dirigido por Antoine Fuqua estreou em 24 de abril de 2026 e quebrou o recorde de abertura para uma cinebiografia musical logo no primeiro fim de semana.

Com um desempenho impulsionado por público fiel e repetições nas salas, a produção se consolidou como um fenômeno comercial. A Lionsgate agora celebra o título de seu maior lançamento de todos os tempos, superando franquias consolidadas como Jogos Vorazes.

Desempenho inicial impressiona analistas

O longa abriu com 97 milhões de dólares apenas nos Estados Unidos e 217 milhões mundialmente. Esses números superaram com folga o anterior recorde de abertura para o gênero, que pertencia a Straight Outta Compton.

A recepção do público compensou críticas mistas. Famílias lotaram as sessões, atraídas pela trilha sonora original e pela performance de Jaafar Jackson, que recriou movimentos icônicos com precisão. Sessões em IMAX e salas premium ajudaram a elevar a média por tela.

  • Arrecadação de abertura doméstica: 97 milhões de dólares
  • Arrecadação global de estreia: 217 milhões de dólares
  • Comparação com recorde anterior: superou Straight Outta Compton em mais de 37 milhões na abertura

O boca a boca positivo sustentou quedas moderadas nas semanas seguintes.

Direção e produção reforçam autenticidade

Antoine Fuqua trouxe experiência de blockbusters para contar a jornada de Michael Jackson desde os Jackson 5 até o auge como Rei do Pop. As filmagens ocorreram em locações reais ligadas à história do artista, como a propriedade Hayvenhurst.

A produção investiu pesado em direitos musicais e recriações de performances. Mais de 30 canções do catálogo de Michael Jackson aparecem no filme, o que exigiu negociações complexas. Reshoots de última hora elevaram o custo final, mas não comprometeram o resultado final nas telas.

Jaafar Jackson, em seu primeiro papel de destaque no cinema, recebeu elogios pela semelhança física e vocal. O elenco conta ainda com nomes como Nia Long e Miles Teller em papéis de apoio. A narrativa foca nos anos formativos e na ascensão, evitando controvérsias posteriores.

Impacto nos mercados internacionais

O filme performou forte fora dos Estados Unidos, com destaques na Europa e América Latina. Mercados como Reino Unido e França contribuíram significativamente para o total internacional, que supera 533 milhões de dólares.

No Brasil, sessões esgotadas nas primeiras semanas refletiram o apelo duradouro do artista. A Lionsgate planeja expansão para territórios como Japão nas próximas semanas, o que pode impulsionar ainda mais os números.

Analistas projetam que Michael pode se aproximar ou ultrapassar a marca de 900 milhões até o final da carreira nos cinemas. O lançamento digital está marcado para 9 de junho, abrindo nova janela de receita.

O que o recorde representa para o estúdio

A vitória comercial coloca Michael no topo da lista de maiores bilheterias da Lionsgate, à frente de títulos como The Hunger Games: Catching Fire e crepúsculo sequências. O orçamento de produção inicial girava em torno de 155 milhões de dólares, valor que cresceu com os custos extras de música e refilmagens.

O sucesso valida a estratégia de investir em cinebiografias musicais com apelo geracional. Executivos do estúdio já sinalizam interesse em continuações que explorem outras fases da carreira de Michael Jackson.

O fenômeno também reforça o poder das histórias baseadas em ícones pop para atrair multidões em um mercado dominado por franquias de super-heróis e animações.

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