A Paramount solicitou ao tribunal o arquivamento de um processo movido por cinco assinantes de streaming. Eles tentam impedir a fusão de US$ 111 bilhões com a Warner Bros. Discovery. A empresa argumenta que as alegações não têm base factual e representam uma tentativa de politizar questões antitruste.
O pedido foi protocolado na quinta-feira, 3 de junho, no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia, em Oakland. A transação envolve a Paramount Skydance e busca criar um concorrente mais forte no setor de entretenimento.
Empresa classifica processo como infundado
A Paramount descreveu a ação como uma iniciativa equivocada. Os autores, três assinantes atuais do Paramount+ e dois potenciais, alegam que a fusão elevaria preços e reduziria opções de conteúdo.
A companhia reforçou que o acordo aumenta investimentos, expande a produção e melhora a concorrência. Jeffrey Kessler, co-presidente executivo do escritório Winston Taylor e representante da Paramount, defendeu que a operação beneficia consumidores, cinemas e trabalhadores do setor.
- A fusão permite maior capacidade de competir com gigantes de tecnologia
- A transação expande a oferta de conteúdo para o público
- O acordo fortalece a posição da empresa em um mercado dominado por grandes players
Acordo com Skydance e contexto da transação
A fusão com a Warner Bros. Discovery segue a conclusão, em agosto de 2025, do negócio entre Skydance Media e Paramount Global. David Ellison lidera o movimento que une os estúdios. A Paramount vê na operação uma oportunidade de revitalizar Hollywood.
O processo original, aberto em abril, não apenas pede bloqueio da fusão. Ele também tenta desfazer a união com a Skydance. Os autores reivindicam indenizações como consumidores de serviços de streaming, notícias e frequentadores de cinemas.
Oposição na indústria e no Congresso
Mais de 5.500 profissionais de Hollywood, incluindo cineastas e atores, assinaram carta contra o acordo. Eles citam riscos de perda de empregos e redução de concorrência. Democratas na Câmara pediram ao procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, exame rigoroso da transação.
A Paramount rebateu essas críticas. Em comunicado, a empresa afirmou que oposição ao acordo equivale a se posicionar contra maior escolha para o público e mais oportunidades para criadores.
Argumentos centrais da defesa da Paramount
A petição destaca que as alegações dos autores desvinculam-se de princípios antitruste consolidados. A empresa sustenta que a combinação cria um player mais robusto diante da pressão das big techs.
Makan Delrahim, consultor jurídico-chefe da Paramount Skydance, mencionou em entrevista ao Los Angeles Times disseminação de temores motivados politicamente. A companhia promete continuar lutando para viabilizar o negócio que, segundo ela, fortalece a indústria.
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Detalhes da ação e alegações dos autores
Os cinco demandantes afirmam que a fusão prejudicaria a diversidade de opções nos streamings. Eles mencionam ainda possíveis impactos na exibição cinematográfica e na independência editorial, especialmente na CBS News. A Paramount rebate ponto por ponto, negando qualquer violação antitruste.
O caso segue tramitação na justiça federal. Até o momento, não há decisão sobre o pedido de arquivamento.
A indústria do entretenimento acompanha de perto o desenrolar. Fusões dessa magnitude redefinem o cenário de produção, distribuição e consumo de conteúdo audiovisual em escala global. A Paramount mantém o posicionamento de que o acordo representa avanço, não retrocesso.

