Dana White recusa liberar Tom Aspinall do UFC e rebate declarações do empresário Eddie Hearn

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Dana White - Maxim Elramsisy / Shutterstock.com

O presidente do UFC, Dana White, rejeitou publicamente a possibilidade de rescindir o vínculo contratual do campeão interino dos pesos-pesados, Tom Aspinall. A declaração do dirigente ocorreu no sábado, dia 6 de junho, durante a entrevista coletiva realizada logo após o encerramento do evento Zuffa Boxing 07. O mandatário reagiu de forma contundente aos comentários recentes feitos pelo promotor britânico Eddie Hearn, que assumiu a gestão dos negócios comerciais do lutador inglês neste ano.

O pano de fundo do desentendimento envolve a unificação do título da categoria mais pesada da organização. O empresário declarou que seu assessorado poderia não enfrentar o vencedor do confronto entre o brasileiro Alex Pereira e o francês Ciryl Gane, agendado para o UFC Freedom 250, caso os termos financeiros atuais fossem mantidos. Eddie Hearn indicou que Tom Aspinall estaria insatisfeito com as condições vigentes na companhia norte-americana e manifestou o desejo de ver o atleta livre no mercado para buscar propostas financeiras mais vantajosas.

Dana White ironiza postura de promotor britânico e sugere troca de atletas

O principal executivo do Ultimate Fighting Championship utilizou o sarcasmo para responder ao posicionamento adotado pelo representante europeu. Ele comparou a situação de Tom Aspinall com um dos principais nomes agenciados pela empresa Matchroom Boxing, de propriedade de Eddie Hearn. O dirigente deu a entender que as exigências apresentadas não possuem fundamentação lógica dentro do atual panorama do esporte.

  • O dirigente descartou qualquer mudança nos termos contratuais vigentes de forma imediata.
  • Uma possível liberação amigável para outras federações foi rechaçada pela alta cúpula.
  • A organização pretende manter o cronograma de defesa de cinturão planejado para o segundo semestre.

Interpelado pelos jornalistas na conferência de imprensa, Dana White sugeriu que a exigência feita pelo empresário não faz sentido para o modelo de negócios da franquia. O mandatário ironizou a postura do concorrente ao demandar a liberação de um pugilista de destaque internacional sob a gestão da empresa concorrente. Ele classificou o raciocínio apresentado como incorreto e relembrou episódios antigos envolvendo a administração de carreiras conduzida pelo promotor do Reino Unido.

Relações comerciais antigas e gestão de atletas geram novos questionamentos

O líder do Ultimate aproveitou o espaço para apontar o que considera falhas na condução dos negócios de Eddie Hearn com esportistas britânicos. Dana White relembrou o caso do meio-médio Conor Benn para ilustrar sua linha de raciocínio. O dirigente insinuou que o promotor não ofereceu o suporte financeiro adequado ao pugilista no passado.

A argumentação do presidente baseia-se no fato de que o empresário deveria focar nos investimentos dos próprios assessorados antes de opinar sobre os vencimentos dos profissionais que estão vinculados ao Ultimate Fighting Championship. Para o dirigente, as afirmações públicas feitas ao longo dos últimos dias não condizem com a realidade das negociações de bastidores. O mandatário assegurou que todos os envolvidos no meio do MMA compreendem a dinâmica dos contratos assinados.

Tom Aspinall possui um histórico profissional consolidado dentro do octógono, somando 15 vitórias e apenas três derrotas na carreira. No retrospecto específico dentro da organização liderada por Dana White, o lutador inglês acumula oito triunfos e apenas um revés sofrido. O atleta conquistou o cinturão interino e aguarda a definição das próximas rodadas para definir o futuro competitivo dentro da divisão de peso.

Futuro da categoria dos pesados depende do desfecho do UFC Freedom 250

O direcionamento da divisão até 120 quilos passará diretamente pelo resultado do combate principal do evento programado para o dia 14 de junho. Alex Pereira e Ciryl Gane vão se enfrentar na Casa Branca, com transmissão agendada pela plataforma Paramount+. O dirigente máximo do UFC explicou que nenhuma decisão sobre o casamento de novas lutas ocorrerá antes do término desse embate específico na capital norte-americana.

O mandatário ressaltou que a companhia não adotará medidas de coerção para forçar os atletas a aceitarem os combates oferecidos pela equipe de matchmakers. Por outro lado, o norte-americano deixou claro que a recusa em assinar os contratos de luta não servirá de justificativa para que os profissionais consigam a quebra do vínculo de exclusividade ou revisões salariais antecipadas. A chefia da organização planeja observar o andamento técnico da disputa pelo título linear antes de convocar as partes para novas reuniões de planejamento em Las Vegas.

O gerenciamento de crises contratuais faz parte da rotina institucional da franquia, que adota termos rígidos de duração e exclusividade com os atletas de elite. O posicionamento firme do comitê diretivo sinaliza para o mercado que as investidas externas de promotores de boxe não alterarão a política salarial estabelecida para a temporada. A expectativa interna é de que o lutador britânico retorne aos treinamentos após a consolidação do próximo resultado da categoria.

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