Ricardo Rocha, zagueiro tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994, foi abordado por autoridades no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (10/6), ao tentar embarcar para os Estados Unidos.
O ex-jogador, de 63 anos, natural de Recife, se preparava para trabalhar como comentarista na Copa do Mundo de 2026 quando recebeu a notificação de um mandado de prisão civil por dívida de pensão alimentícia. O valor atualizado era de R$ 2.414,57, com correção monetária de dezembro de 2024.
A ordem judicial partiu da 16ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, no Tribunal de Justiça do Ceará. O mandado previa prisão civil de até 45 dias, com liberação automática após o prazo, caso não houvesse outras pendências.
Dívida ligada a reconhecimento recente de paternidade
A pendência refere-se à pensão de uma filha que Ricardo Rocha reconheceu judicialmente em 2024. O caso ganhou repercussão pública meses antes, com relatos sobre questões de convivência e pagamentos. A abordagem no aeroporto expôs uma divergência pontual sobre o cumprimento da decisão.
Diferente de outros casos de ex-atletas detidos por dívidas maiores, o valor aqui era relativamente baixo. Ricardo Rocha quitou o débito imediatamente no local, o que permitiu a revogação da medida e sua liberação no mesmo dia.
Defesa e desfecho rápido
A defesa do ex-zagueiro informou que se tratou de um mal-entendido relacionado ao cumprimento da decisão judicial. Segundo o filho Ricardinho, não houve prisão efetiva — o episódio foi resolvido de forma imediata. Ricardo Rocha seguiu viagem para os Estados Unidos e deve cumprir agenda normal na cobertura da Copa.
O caso ilustra como mandados de prisão civil por pensão alimentícia são executados com agilidade pela Justiça, mesmo em aeroportos, independentemente da notoriedade do devedor. Para quem viaja com frequência, pendências judiciais dessa natureza podem gerar imprevistos logísticos rápidos.
Ricardo Rocha teve carreira destacada: passou por clubes como Santa Cruz, São Paulo, Real Madrid e Flamengo, e integrou a Seleção nas Copas de 1990 e 1994, onde o Brasil conquistou o tetracampeonato.