Lionel Messi continua a expandir sua coleção de feitos históricos durante a atual edição da Copa do Mundo, buscando não apenas a artilharia geral, mas também elevando marcas já estabelecidas. Nesta segunda-feira (22), o astro argentino disputa sua 28ª partida no campeonato, consolidando-se como o atleta com mais jogos na história do torneio.
O jogador argentino havia ultrapassado o recorde do alemão Lothar Matthäus, que registrava 25 partidas, durante a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, quando a Argentina conquistou o título. Em sua sexta aparição em Mundiais e aos 39 anos, ele segue agora aprimorando essa marca expressiva, um testamento de sua longevidade no esporte.
Na sequência da lista de atletas com mais jogos em Copas, aparecem Miroslav Klose, ex-atacante alemão, com 24 participações, e o italiano Paolo Maldini, que soma 23 jogos. Este último número é o mesmo de Cristiano Ronaldo, o qual, ainda durante a fase de grupos do atual campeonato, tem a expectativa de igualar o feito de Matthäus.
Além da impressionante contagem de partidas, a atuação de Messi nesta rodada também pode significar sua ascensão à posição de maior artilheiro isolado na história das Copas do Mundo. Ele iniciou o confronto com 16 gols, empatado com Klose.
Duelos entre Argentina e Áustria no campeonato mundial
As seleções da Argentina e da Áustria se enfrentam pela segunda rodada do Grupo J da Copa do Mundo, com ambas buscando assegurar uma vaga antecipada para a fase de mata-mata da competição.
Diante da grande expectativa em relação ao desempenho do craque argentino, as análises de modelos preditivos indicam um favoritismo considerável para o time sul-americano, com chances de vitória superiores a 50%. No entanto, o cenário real da partida pode apresentar surpresas. Por isso, é fundamental estar atento a alguns pontos cruciais no jogo que acontece nesta segunda-feira.
Estratégia de pressão da seleção austríaca em campo
O técnico Ralf Rangnick é reconhecido por desenvolver formações táticas ofensivas, com jogadas verticais e uma intensa pressão na saída de bola dos oponentes. Diferente do último jogo contra a Argélia, onde Messi teve mais liberdade, é provável que o camisa 10 enfrente uma marcação mais acirrada neste confronto.
A equipe austríaca tem o potencial de complicar a construção das jogadas argentinas e limitar as áreas de atuação do camisa 10, demandando maior inventividade dos demais jogadores para acioná-lo. Contudo, a estratégia dos austríacos não se restringe apenas a neutralizar Messi. A comissão técnica está ciente de que a ameaça pode surgir de diversas frentes, o que exigirá uma marcação coletiva e bastante intensa. A excelência dos atletas argentinos foi, inclusive, destacada pelo próprio Rangnick em coletiva, afirmando que a seleção sul-americana “é muito mais” do que apenas Lionel Messi, elogiando a dedicação e o talento dos outros integrantes do elenco.
O controle da condição física de Lionel Messi
Embora não seja necessário um incentivo adicional para que Lionel Messi demonstre seu talento em campo, a oportunidade de se tornar o maior artilheiro isolado na história das Copas do Mundo certamente serve como um estímulo extra para o craque. Portanto, sua performance e postura durante a partida merecem atenção.
Em sua partida de estreia no torneio, foi notável vê-lo se esforçar na marcação e no combate, inclusive próximo à linha lateral. Esse empenho físico levanta questões sobre um aspecto fundamental: seu tempo de jogo na competição. Às vésperas de completar 39 anos, o camisa 10 tem sua carga de minutos cuidadosamente gerenciada, o que sublinha a importância de cada atuação. No jogo anterior contra a Argélia, ele chegou a ser substituído — uma ocorrência rara, que havia acontecido somente outras duas vezes em sua carreira em Mundiais.
Impacto das paradas para hidratação na partida
Mesmo sendo realizado em um estádio com cobertura e climatização, o confronto contará com as duas pausas obrigatórias para hidratação. Lionel Scaloni, o técnico da Argentina, enfatizou que essas interrupções agem quase como mino-intervalos, oferecendo chances para realizar adaptações táticas no decorrer de cada tempo de jogo.
“O calor e as interrupções frequentes podem beneficiar a equipe que é teoricamente menos favorecida”, declarou Scaloni. “No final das contas, o objetivo é aumentar o tempo de bola rolando, mas a impressão é de que ficou um pouco fragmentado. Essa ideia de quatro tempos de jogo parece irreal”.

