Uma mudança significativa no formato da Copa do Mundo, que agora conta com 46 seleções, trará uma dinâmica inédita para a fase eliminatória, prevista para começar no próximo domingo (28), logo após o encerramento da terceira rodada da fase de grupos. Além dos tradicionais líderes e vice-líderes de cada chave, um grupo seleto de oito equipes que terminarem em terceiro lugar também assegurará vaga nos confrontos de 16 avos. Essa expansão visa manter um número maior de nações em disputa por mais tempo, gerando mais expectativa na reta final da etapa de grupos.
A forma de determinar quais seleções avançam é direta: das equipes que ficarem na terceira posição em seus respectivos grupos, as oito com as melhores campanhas seguirão adiante na competição.
Para desempatar times com a mesma pontuação na disputa pelas vagas, serão considerados múltiplos critérios. Inicialmente, o saldo de gols geral é o primeiro fator, seguido pelo total de gols marcados. Caso a igualdade persista, a disciplina, avaliada pelos cartões recebidos por jogadores e membros da comissão técnica, será o próximo critério. Em uma eventual situação de empate extremo, a posição no ranking de seleções da FIFA definirá a classificação final.
O novo sistema introduz uma complexidade notável no chaveamento, com 495 diferentes cenários de grupos que podem resultar na classificação dos terceiros colocados. Essas múltiplas combinações têm um impacto direto na alocação de cada seleção na fase decisiva do torneio.
Algumas das equipes que já garantiram a liderança de seus grupos, como Alemanha, Estados Unidos e México, já sabem que terão pela frente um dos terceiros colocados. A identidade exata desses adversários, contudo, só será conhecida após o encerramento da fase de grupos.
No exemplo do México, que assegurou a primeira posição do Grupo A, sua partida pelos 16 avos de final ocorrerá na próxima terça-feira (30) contra um terceiro colocado que poderá vir dos grupos C, E, F, H ou I. Os Estados Unidos, por sua vez, enfrentarão um time da terceira posição vindo dos grupos B, E, F, I ou J. Já a Alemanha terá um oponente dos grupos A, B, C, D ou F.
Neste momento, com apenas uma rodada restante na fase de grupos, a projeção dos melhores terceiros colocados aponta a seguinte ordem de classificação: Suécia (Grupo F), Escócia (Grupo C), Croácia (Grupo L), Argélia (Grupo J), Paraguai (Grupo D), Cabo Verde (Grupo H), Bélgica (Grupo G) e República Tcheca (Grupo A).
Considerando a 246ª das combinações possíveis previstas pelo regulamento da Copa do Mundo da FIFA para este cenário, o México, como líder do Grupo A, teria um confronto direto com a Escócia, que atualmente figura como o terceiro colocado do Grupo C.
Continuando com os líderes já definidos, os Estados Unidos, que garantiram o primeiro lugar no Grupo D, enfrentariam o terceiro colocado do Grupo J, a Argélia, conforme a configuração atual. A Alemanha, líder do Grupo E, cruzaria com o Paraguai, representante da terceira posição do Grupo D.
Além do México (Grupo A), Estados Unidos (Grupo D) e Alemanha (Grupo E), outros líderes de chave também duelarão contra os melhores terceiros colocados. Atualmente, essas posições são ocupadas por Canadá (Grupo B), Egito (Grupo G), França (Grupo I), Colômbia (Grupo K) e Inglaterra (Grupo L).
Se os cruzamentos se mantiverem com os melhores terceiros colocados vindos dos grupos C, G, J, D, A, F, L e H, a fase de 16 avos de final ainda reservaria confrontos como Canadá versus Bélgica, Egito contra República Tcheca, França enfrentando Suécia, Colômbia contra Croácia e Inglaterra diante de Cabo Verde.
A Seleção Brasileira, que poderá confirmar sua liderança no Grupo C nesta quarta-feira em jogo contra a Escócia, às 19h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pela CazéTV e no Disney+, não dependerá da classificação dos terceiros colocados. O cruzamento para o líder da chave do Brasil será com o segundo colocado do Grupo F, que hoje é o Japão, mas poderia ser a Holanda ou a Suécia.

