Dois dos maiores nomes do futebol mundial, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, continuam a protagonizar capítulos memoráveis em suas carreiras, destacando-se mais uma vez na história das Copas do Mundo. Enquanto a rivalidade entre o argentino e o português domina o cenário esportivo há quase duas décadas, uma série de coincidências notáveis revela que a conexão entre eles vai muito além dos gramados.
Os astros do futebol têm travado uma disputa acirrada por prêmios individuais e recordes em competições de clubes e seleções. Por mais de dez anos, eles se alternaram nas premiações de melhor jogador do mundo, com Messi somando oito Bolas de Ouro e CR7 cinco. Na UEFA Champions League, Cristiano Ronaldo lidera como maior artilheiro com 140 gols, seguido de perto por Messi, que balançou as redes 129 vezes. Em títulos da Liga dos Campeões, o português também leva vantagem, com cinco conquistas contra quatro do argentino.
Aprofundando-se nos detalhes das trajetórias, é possível encontrar semelhanças que parecem desafiar a probabilidade. Longe dos holofotes da competição, a vida pessoal e profissional dos dois atletas se cruza em momentos notavelmente semelhantes.
Coincidências na idade entre pais e filhos
Uma das mais impressionantes semelhanças está na diferença de idade entre os jogadores e seus primogênitos. Cristiano Ronaldo, que atualmente tem 41 anos, é 869 dias mais velho que Messi, que celebra 39 anos. O primeiro filho do craque português, Cristiano Júnior, nasceu em 17 de junho de 2010. Exatos 869 dias depois, em 2 de novembro de 2012, veio ao mundo Thiago, o primeiro filho de Messi.
Curiosamente, apesar da diferença exata entre os filhos, os pais não tinham a mesma idade precisa no nascimento dos primogênitos. Ronaldo tinha 35 anos e 132 dias, e Messi, 35 anos e 131 dias. A discrepância de apenas um dia é explicada pelo fato de Thiago Messi ter nascido em um ano bissexto, alterando a contagem dos dias.
Nomes idênticos para os segundos filhos
As surpreendentes correspondências não param por aí. Os segundos filhos de ambos os jogadores carregam o mesmo nome. Mateo Messi nasceu em 11 de setembro de 2015. Pouco menos de dois anos depois, em 8 de junho de 2017, Cristiano Ronaldo teve os gêmeos Eva Maria e Mateo. Essa repetição de nomes sugere uma admiração mútua, mesmo em meio à histórica rivalidade.
Os recordes de idade em gols de Copa
Ambos os atletas também marcaram seus nomes na história das Copas do Mundo como os mais jovens e, agora, os mais velhos a balançar as redes por suas respectivas seleções. Cristiano Ronaldo se tornou o jogador mais novo a marcar por Portugal em um Mundial aos 21 anos e 132 dias, na Copa de 2006. Na mesma competição, Messi foi o mais jovem da Argentina a fazer um gol, aos 18 anos e 257 dias. Nesta edição atual da Copa, com Messi a poucos dias de completar 39 anos e CR7 com 41, ambos também se destacaram como os marcadores mais experientes de suas equipes.
Duas décadas e seis dias separando feitos
O sincronismo de suas carreiras em Copas do Mundo é ainda mais notável. Messi marcou seu primeiro gol em um Mundial em 16 de junho de 2006. Cristiano Ronaldo fez o seu no dia seguinte, 17 de junho de 2006. Vinte anos e seis dias depois, os dois jogadores voltaram a marcar em sequência, com Messi balançando as redes na segunda-feira e Cristiano Ronaldo na terça-feira.
A data 10 de julho marca primeiras taças por seleções
A busca por um título com suas seleções nacionais foi um desafio marcante para os dois craques. Ambos já haviam conquistado uma vasta galeria de troféus por clubes antes de finalmente erguerem uma taça por seus países. A coincidência surpreendente é a data: Cristiano Ronaldo venceu a Eurocopa de 2016 com Portugal em 10 de julho. Messi, por sua vez, conquistou a Copa América de 2021 com a Argentina também em 10 de julho. A data 10/7, que remete aos números de suas lendárias camisas (10 para Messi e 7 para CR7), é um detalhe que não passa despercebido. Além disso, Ronaldo garantiu a Euro de 2016 ao derrotar a França no Stade de France, enquanto Messi venceu a Copa América de 2021 ao superar o Brasil no Maracanã, adicionando ainda mais singularidade a essas jornadas vitoriosas.

