O acordo selado na última terça-feira (23) para que a empresária Michele Kang assuma o controle total do Lyon, clube francês, tem implicações diretas para o processo de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo à GDA Luma. Em estágio avançado das conversas e com um contrato vinculante já assinado com a companhia de Gabriel de Alba, o clube carioca observa a movimentação europeia como um avanço estratégico importante.
Com a consolidação de Michele Kang no comando do Lyon, um passo crucial foi dado para que o Botafogo se desvincule da estrutura da Eagle Football, que estava sob a administração da Ares e da Cork Gully. Essa transição proporciona uma claridade essencial para os próximos movimentos do Alvinegro, simplificando a complexa teia de interesses financeiros que cercavam a operação.
O futuro da venda do Botafogo
A SAF do Botafogo, desde a gestão de John Textor, enfrentava uma pendência financeira com o Lyon referente a repasses de verbas dentro da operação de caixa único da Eagle Football. Anteriormente, o lado francês contestava essa dívida, e a Ares, credora principal da Eagle, dificultava qualquer resolução. Contudo, a chegada de Michele Kang à liderança do Lyon pacificou o ambiente para o clube alvinegro.
A Cork Gully, designada administradora judicial na operação da Eagle Football, iniciou a comercialização de todos os ativos da empresa, incluindo Botafogo, Lyon e RWDM Brussels. Michele Kang manifestou interesse em adquirir o Lyon, assim como Gabriel de Alba se interessou pelo Botafogo. O principal objetivo por trás dessas negociações é aliviar as pesadas dívidas bilionárias que afetam os clubes.
O próximo estágio para o Botafogo consiste na finalização da aquisição de 90% das ações de sua SAF pela GDA Luma. Em seguida, as discussões serão diretamente com Michele Kang e o Lyon, embora a empresária sul-coreana já aponte discordâncias nos valores solicitados pelo clube carioca, além de argumentar que as pendências financeiras são mútuas.
Com o presidente João Paulo Magalhães Lins em viagem internacional, a direção do Botafogo confia que a situação será plenamente resolvida na próxima semana. A expectativa do clube é receber aportes da GDA Luma para sanar pagamentos e viabilizar novas contratações, além de buscar uma solução na FIFA para suspender os seis “transfer bans” atualmente em vigor.

