Ex-técnico Carlos Alberto Parreira mostra evolução clínica e sai de aparelhos respiratórios em UTI do Rio

Carlos Alberto Parreira - @carlosgomesparreira

Carlos Alberto Parreira - @carlosgomesparreira

O renomado Carlos Alberto Parreira, figura histórica da Seleção Brasileira, demonstrou uma melhoria notável em sua condição de saúde e agora consegue respirar sem o suporte de equipamentos.

Essa atualização foi comunicada na terça-feira (23) pelo Hospital Samaritano Barra, localizado no Rio de Janeiro, onde o ex-comandante de 83 anos continua hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Conforme o boletim médico, Parreira permanece em processo de recuperação, enfrentando um diagnóstico de inflamação pulmonar e insuficiência respiratória aguda. Apesar da progressão positiva dos últimos dias, o ex-técnico da Seleção mantém-se sob monitoramento intensivo e supervisão médica contínua.

Histórico de saúde de Parreira inclui tratamento contra linfoma

Em uma atualização prévia, a unidade hospitalar já havia reportado que o treinador apresentava respostas favoráveis aos estímulos da equipe, acordando quando era chamado. A atual remoção do aparelho respiratório, portanto, sinaliza um progresso adicional e relevante em seu processo de restabelecimento.

O acompanhamento de Parreira está a cargo do pneumologista intensivista Arthur Vianna e de uma equipe multidisciplinar dedicada. O hospital informou que a condição clínica continua a evoluir progressivamente, contudo, exige cautela constante devido à idade avançada do paciente e ao seu complexo histórico de saúde, incluindo a recente batalha contra o linfoma.

Desde o ano de 2023, o ex-comandante vem lidando com um linfoma de Hodgkin, uma forma de câncer que atinge o sistema linfático. Apesar de ter alcançado um período de remissão em 2025, o tratamento oncológico precisou ser reiniciado após o reaparecimento da enfermidade.

A vitoriosa trajetória de Parreira à frente da Seleção Brasileira

Considerado um ícone do futebol nacional, Parreira marcou seu nome na história ao liderar a Seleção Brasileira na campanha vitoriosa do tetracampeonato mundial, durante a Copa do Mundo de 1994, sediada nos Estados Unidos. Sua gestão quebrou um período de 24 anos sem a principal taça do futebol, recolocando o Brasil no topo global. O técnico ainda comandaria a equipe verde e amarela na Copa de 2006, realizada na Alemanha.

Adicionalmente ao tetracampeonato, o treinador foi responsável por vitórias importantes da Seleção na Copa América de 2004 e na Copa das Confederações de 2005. Sua ligação com o time canarinho remonta ainda mais, como preparador físico na conquista do tricampeonato mundial em 1970. Mais tarde, em 2013, ele reassumiu um cargo na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como coordenador técnico do elenco que triunfou na Copa das Confederações.

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