Virada no tempo: junho encerra com massa de ar polar e precipitações atípicas no Sudeste e Centro-Oeste

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onda de frio

onda de frio - Foto: AntonioGuillem/istock

Os últimos dias de junho prometem uma mudança drástica nas condições climáticas em diversas regiões do Brasil. As previsões divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Climatempo indicam que o padrão inicial do inverno será interrompido, levantando um alerta para a ocorrência de fenômenos meteorológicos mais severos. O fim do mês culmina com a chegada do primeiro grande evento de frio abrangente e intensas rajadas de vento na área Centro-Sul do país.

Uma das principais novidades apresentadas pelos radares meteorológicos é a provável formação de um novo ciclone, associado a uma frente fria de grande potência. Ao contrário de outros sistemas que costumam se formar em alto-mar, este ciclone em particular deve começar a se estruturar em terra, partindo de uma área de baixa pressão próxima à fronteira internacional. Essa característica permite que o sistema ganhe força rapidamente à medida que avança pelo continente, agindo como o principal vetor para a propagação da instabilidade e a injeção de uma poderosa massa de ar polar por todo o território nacional.

Entre os dias 27 e 30 de junho, as áreas mais afetadas por este sistema serão a Região Sul e o estado de Mato Grosso do Sul. A atuação do ciclone ocasionará temporais isolados, volumes significativos de chuva e rajadas de vento que podem alcançar até 75 quilômetros por hora, especialmente na faixa litorânea. Logo após a passagem da frente fria, o ar polar trará uma queda acentuada nas temperaturas, com os termômetros marcando menos de 10 graus Celsius em diversas localidades sulistas.

Com o deslocamento do sistema frontal, a umidade e os ventos também atingirão as regiões Sudeste e porções do Centro-Oeste. O avanço da frente fria resultará em um cenário de nebulosidade persistente e pancadas de chuva com raios em São Paulo, Rio de Janeiro, no sul de Goiás e no Triângulo Mineiro. Essa configuração é notavelmente atípica para o período do ano, que normalmente marca o início da estiagem e do tempo seco nessas faixas centrais do Brasil, o que ressalta a intensidade e a singularidade deste evento climático.

Nas outras regiões do país, os efeitos serão mais localizados. O ar frio remanescente poderá alcançar o sudoeste da Amazônia, onde Rondônia e Acre devem experimentar o fenômeno da friagem, caracterizado por um sutil declínio térmico. Enquanto isso, o extremo Norte e a faixa litorânea do Nordeste seguirão sob o regime de chuvas frequentes, impulsionadas pela combinação do calor e dos ventos alísios.

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