Enfermeira acusada de sequestro de bebê simulava gravidez e preparava quarto infantil

técnica de enfermagem tenta raptar bebê

técnica de enfermagem tenta raptar bebê - Reprodução/TV Globo

A técnica de enfermagem detida preventivamente por suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, comunicava aos familiares que estava grávida. Durante as investigações realizadas pela Polícia Civil, foi encontrado na residência da mulher um cômodo já equipado para um bebê, contendo berço, banheira, fraldas e roupas infantis.

Conforme apurado pelos investigadores, os parentes da suspeita declararam que realmente acreditavam em sua gravidez, embora a mesma nunca tivesse apresentado qualquer exame que comprovasse a gestação.

“Confirmamos que de fato havia fraldas, roupas de bebê, uma banheira e um berço no local. Todos os familiares relataram que acreditavam na gravidez dela, mesmo que, olhando para trás, ela nunca tenha exibido exames ou algo do tipo”, declarou um dos responsáveis pela condução da investigação.

Detalhes da tentativa de sequestro na maternidade

O incidente ocorreu na terça-feira, 14 de julho de 2026, dentro da principal maternidade pública do Piauí. Segundo informações da Polícia Civil, a técnica de enfermagem, que estava em seu dia de folga, levou a recém-nascida sob o pretexto de realizar exames de rotina. A criança foi localizada escondida dentro de uma bolsa depois que a tia da bebê suspeitou do comportamento da funcionária e a impediu de deixar o hospital.

A detenção da suspeita não ocorreu em flagrante, pois o comunicado do crime foi feito posteriormente. A Justiça, então, expediu o mandado de prisão preventiva. Após a grande repercussão do caso, ela foi internada por seus familiares em uma clínica psiquiátrica e, ao receber alta, foi presa pelos policiais que aguardavam sua liberação.

Durante o interrogatório, a técnica de enfermagem fez uso de seu direito de permanecer em silêncio.

Por meio de nota, a equipe de defesa informou que a investigada havia sido diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, estava em tratamento com medicamentos psiquiátricos e apresentava comprometimento em sua capacidade de compreender a seriedade dos fatos pelos quais era investigada.

Contrariando essa alegação, a Polícia Civil comunicou que, até o momento, não foram encontrados indícios que sugerem a incapacidade penal da suspeita.

“Mesmo sendo um crime bastante incomum, não consideramos a hipótese de insanidade mental a ponto de anular a responsabilidade pelas ações dela”, reforçou um dos investigadores.

As investigações também indicam que a técnica de enfermagem agiu sem cúmplices. Ela está sendo processada por tentativa de sequestro de menor de idade, um crime que prevê pena de dois a oito anos de reclusão.