Um atleta que marcou a história do futebol brasileiro e defendeu apenas duas grandes equipes, Athletico e Corinthians, completa uma jornada centenária. Em 30 de julho de 2026, Jackson Nascimento, ex-meia, vive em Itajaí com 101 anos de idade e serve como inspiração para a sua bisneta, Gabi, de 13 anos, que já é atacante nas categorias de base do Avaí Kindermann, demonstrando o legado familiar no esporte. A longevidade de sua carreira e a dedicação exclusiva a esses dois clubes são um feito raro no cenário esportivo atual.
Durante sua trajetória no Athletico, Jackson se tornou o segundo maior artilheiro do clube, com impressionantes 143 gols em 196 confrontos. Sua chegada ao clube ocorreu ainda nas divisões de base, com a ascensão ao time profissional em 1944. Anos depois, em 1949, ele fez parte do elenco que originou o apelido de “Furacão” para a equipe paranaense, um marco indelével na memória dos torcedores.
Relembrando seus anos de glória, Jackson compartilhou a emoção de sua conexão com o time. “A vida toda vivida dentro do clube. Todos os jogos que o Athletico ganhava, eu fazia os gols”, afirmou o ex-jogador.
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Ele complementou a narração sobre o período histórico do time que conquistou o apelido. “Era um time que fazia tudo, fazia gol em todo mundo e não perdia para ninguém no Brasil inteiro. Aí foi apelidado de Furacão”, disse Jackson, destacando a força da equipe na época.
A profunda ligação de Jackson com o Athletico Paranaense
Jackson Nascimento, nascido em 1924, compartilha o mesmo ano de fundação do Athletico. Essa coincidência criou uma conexão especial, onde o ex-jogador e o “Furacão” celebraram juntos seus primeiros cem anos, reforçando o simbolismo de sua permanência no clube desde a juventude.
O legado de Jackson no Athletico é notável, superado apenas por Sicupira no número de gols. Em 2024, o clube de Curitiba prestou uma homenagem especial ao ex-atleta na Arena da Baixada, exibindo seu rosto em um bandeirão da torcida e estampando um patch comemorativo nas camisas dos jogadores, celebrando sua contribuição histórica.
A poucos dias de completar 102 anos de idade, o veterano ex-atleta demonstra grande saudade de sua época no Athletico. “Saudades de tudo o que o Athletico fez. Gostaria de poder fazer de novo, o que é impossível. Mas a vontade de jogar de novo pelo Athletico vou ter até morrer”, declarou Jackson, expressando seu amor duradouro pelo time.
A passagem vitoriosa do ídolo pelo Corinthians
Apesar de sua forte identidade com o Athletico, Jackson deixou o clube uma única vez em sua carreira para defender o Corinthians. Essa mudança ocorreu em 1950, após receber uma proposta considerada irrecusável na época. Sua passagem pelo Timão durou três anos, encerrando-se em 1953, período em que balançou as redes 35 vezes em 57 partidas e conquistou o Campeonato Paulista de 1951.
O futebol como herança na família Nascimento
A paixão pelo futebol é uma herança intrínseca na família de Jackson, estendendo-se até a bisneta Gabi, atualmente com 14 anos. Ela atua como atacante no Avaí Kindermann, nas categorias sub-15, e já acumulou títulos, como o da Copa América de Futebol 7 (série prata) em Montevidéu no ano passado, mostrando que o talento para o esporte transcende gerações.

