A circulação de balsas que ligam São Sebastião a Ilhabela, no Litoral Norte paulista, foi interrompida na manhã de 7 de agosto de 2026 devido à intensidade dos ventos na área. Não há, até o momento, uma previsão para o restabelecimento do serviço.
A medida de interrupção foi implementada antes das 8h, seguindo protocolos de segurança para garantir a integridade dos passageiros e embarcações frente às condições adversas de navegação.
Informações da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) indicam que a nova paralisação do transporte marítimo teve início às 7h50, com ventos marcando 28,9 nós (equivalente a 53,5 km/h) e rajadas que alcançaram até 38,3 nós (70,9 km/h).
Os procedimentos de segurança determinam a suspensão das operações sempre que os ventos superam a marca de 46 km/h, critério atingido e que levou à interrupção atual.
O serviço de balsa entre São Sebastião e Ilhabela já havia sofrido duas interrupções provisórias na noite de 6 de agosto de 2026 e na madrugada seguinte, também motivadas pelos ventos intensos, sendo retomado após a melhoria das condições climáticas.
Além da rota São Sebastião-Ilhabela, outras importantes travessias no litoral paulista também foram impactadas. Conforme a Semil, as operações entre Santos e Guarujá, Bertioga e Guarujá, e Iguape e Juréia permanecem suspensas, com as equipes em constante monitoramento do tempo.
A secretaria informou que, em vista da previsão de ventos fortes em toda a costa de São Paulo, foram intensificadas ações preventivas. Isso inclui a possibilidade de suspender os serviços com antecedência, comunicar os usuários e vigiar continuamente as condições marítimas.
O reinício das atividades será permitido somente quando as condições de segurança para a navegação das embarcações forem plenamente restabelecidas.
A paralisação atual está conectada à passagem de uma frente fria e à atuação de um ciclone extratropical, que tem potencial para gerar ventos fortes em todo o estado de São Paulo em 7 de agosto de 2026. Embora o fenômeno seja popularmente conhecido como “ciclone bomba”, especialistas em meteorologia esclarecem que ele deve se fortalecer principalmente sobre o oceano. Mesmo assim, sua presença já influencia as rajadas de vento no litoral e em outras partes do território paulista.

