O Universo ganhou uma nova perspectiva com o lançamento do maior mapa bidimensional já desenvolvido. Este extenso levantamento abrange cerca de 75% da abóbada celeste, compilando 5,6 trilhões de pixels e aproximadamente 4 bilhões de objetos cósmicos, predominantemente estrelas e galáxias. A novidade foi anunciada em 10 de agosto de 2026.
A iniciativa, resultado do trabalho da equipe DESI Legacy Imaging Surveys, disponibiliza publicamente este vasto acervo. Agora, cientistas, astrônomos amadores e entusiastas do cosmos podem explorar os dados para aprofundar seus estudos sobre o universo.
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Novo levantamento cósmico disponível para acesso público e estudos
Na prática, a pesquisa atua como um registro fotográfico detalhado do céu. O levantamento mapeia a localização e o brilho de estrelas e galáxias, proporcionando uma visão do universo extragaláctico com mínima interferência da poeira e das estrelas da Via Láctea.
A base de dados é composta por 263.407 exposições, originadas de três estudos terrestres: Dark Energy Camera Legacy Survey (DECaLS), Mayall z-band Legacy Survey (MzLS) e Beijing-Arizona Sky Survey (BASS). Adicionalmente, foram incorporadas observações de anos realizadas pelo satélite WISE, da NASA, juntamente com outras informações acessíveis ao público.
- 5,6 trilhões de pixels;
- quase 4 bilhões de objetos celestes;
- cerca de 75% do céu mapeado;
- 263.407 exposições combinadas.
“Quando se trabalha com objetos astronômicos hoje, geralmente o primeiro passo é abrir o Legacy Imaging Viewer para observar o que se está estudando”, disse David Schlegel, um dos líderes do Legacy Surveys e cientista do Lawrence Berkeley National Laboratory, em uma comunicação oficial.
Como o mapa 2D serve de alicerce para a criação de um modelo 3D do Universo
A criação do levantamento foi motivada, inicialmente, pela necessidade de pavimentar o caminho para o Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI). Com o mapa bidimensional, os pesquisadores podem identificar objetos e analisar sua luz em variados comprimentos de onda para aferir suas distâncias no espaço.
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Esses dados são cruciais para o DESI na montagem do maior mapa tridimensional de alta resolução já concebido. Ao comparar a distribuição das galáxias em distintas épocas, os cientistas conseguem rastrear a evolução do universo e investigar a energia escura, um dos maiores mistérios da cosmologia.
O DESI concluiu sua pesquisa inicial de cinco anos em abril de 2026, antes do prazo previsto, e observou um número de objetos significativamente maior do que o esperado. Os resultados preliminares sugerem que a influência da energia escura pode estar diminuindo ao longo do tempo.
O novo mapa tem potencial para auxiliar cientistas na pesquisa de fenômenos raros, na compreensão da energia escura e na evolução do universo, e está acessível a todos os interessados.
Processo complexo de um ano para a criação do grandioso mapa
A tarefa de compilar centenas de milhares de imagens demandou um esforço computacional intenso. As exposições foram capturadas durante 2.285 noites, sob diversas condições atmosféricas e operacionais dos telescópios.
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O desenvolvimento do código levou aproximadamente um ano. Posteriormente, o processamento de todas as imagens consumiu oito semanas de trabalho no supercomputador Perlmutter, que faz parte do National Energy Research Scientific Computing Center (NERSC), localizado no Berkeley Lab.
O material gerado também servirá como referência para futuros telescópios, incluindo o Vera C. Rubin Observatory e o Nancy Grace Roman Space Telescope. Além disso, os dados poderão ser empregados no treinamento de ferramentas de inteligência artificial, capazes de analisar grandes volumes de informações astronômicas.
Arjun Dey, um dos líderes do Legacy Surveys e astrônomo do NSF NOIRLab, explicou a principal intenção por trás do projeto.

