Flamengo retorna em alto nível após pausa e mostra evolução em campo

Bruno Henrique - X/Flamengo

Bruno Henrique - X/Flamengo

O Flamengo demonstrou uma significativa melhora após um período de dez dias sem partidas, conseguindo uma vitória por 2 a 0 contra o Vitória no Maracanã, em confronto válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe carioca exibiu maior intensidade, aproximação entre os setores e um desempenho coletivo interessante, com as substituições mantendo o ritmo quando necessário. Este jogo oferece ao técnico Leonardo Jardim indícios importantes na montagem do elenco ideal para a disputa da Copa Libertadores. Contudo, o time ainda lida com a recorrente questão da baixa eficiência nas finalizações.

A escalação escolhida por Jardim pode sinalizar suas intenções para o duelo de ida contra o Cruzeiro, que ocorrerá na próxima quarta-feira no Mineirão. Com a zaga formada por Léo Ortiz e Léo Pereira, reeditando a parceria após um tempo, o treinador agora precisa determinar como e se reintegrará Lucas Paquetá, que se recuperou de lesão e teve uma boa atuação ao entrar em campo.

Na etapa inicial, o Flamengo impôs um ritmo forte, com o meio-campo e o ataque se conectando bem para a construção das jogadas. Carrascal e Samuel Lino criaram boas oportunidades antes de Pulgar abrir o placar com um belo gol aos 13 minutos, quebrando a resistência do Vitória. O time visitante, que havia eliminado os cariocas na Copa do Brasil, concentrou-se majoritariamente na defesa ao longo dos noventa minutos, resultando em um jogo sem grandes ameaças ao gol rubro-negro.

Mesmo diante de erros, o Flamengo conseguia se recompor rapidamente, mostrando a evolução tática adquirida nos dez dias de treinamento no Ninho do Urubu. A equipe se apresentou mais disposta e agressiva, com estratégias mais claras, criando diversas chances. Apesar disso, o clube precisa aprimorar a precisão nas finalizações, visto que a vantagem mínima até o final da partida não refletia completamente o domínio do confronto, que poderia ter sido definido mais cedo.

Jardim optou por uma formação com linhas bastante adiantadas, onde Léo Ortiz se posicionava mais recuado para a contenção, enquanto Pulgar, Jorginho e Léo Pereira avançavam para auxiliar na saída de bola e dominar o setor central. Os laterais atuaram de forma equilibrada, liberando o quarteto ofensivo. Lino e Arrascaeta alternaram posições em alguns momentos, concedendo ao camisa 10 a liberdade para atuar tanto na frente quanto pelas laterais.

O lado esquerdo foi o principal corredor utilizado pelo Flamengo para chegar ao ataque, com Carrascal também se destacando por ali em certas ocasiões. O colombiano, que retornou à titularidade, teve um desempenho razoável, mas sem fazer uma grande diferença, o que poderia justificar uma substituição anterior. A indefinição sobre o titular na ponta direita permanece, com Paquetá e o recuperado Plata entrando na disputa. Embora o coletivo tenha funcionado bem na primeira parte, a equipe de Jardim segue pecando na capacidade de “matar” o jogo.

A segunda etapa começou com um ritmo mais lento e frequentes paralisações, diferente da intensidade dos primeiros 45 minutos. O Flamengo, apesar de manter o controle, parecia administrar o tempo. Em contrapartida, o Vitória tentou se soltar e buscou mais espaço, aumentando a posse de bola. No entanto, o time da casa soube controlar a situação.

A primeira alteração, realizada aos 19 minutos, com a entrada de Paquetá no lugar de Arrascaeta, aprimorou a dinâmica da equipe mandante de maneira considerável. Essa substituição não apenas permitiu que o camisa 20 ganhasse ritmo de jogo, mas também poupou o uruguaio para o importante confronto contra o Cruzeiro. As entradas subsequentes de Plata, Bruno Henrique e Evertton Araújo devolveram ao Flamengo o domínio total da partida. O atacante, decisivo como de praxe, marcou o segundo gol, assegurando uma vitória sem sustos e trazendo mais tranquilidade antes do que é, até o momento, o jogo mais crucial do ano.