Milhões de pessoas ao redor do mundo terão a oportunidade de presenciar o eclipse solar total em 12 de agosto de 2026. Estimativas indicam que cerca de 15,2 milhões de indivíduos residem na faixa onde a totalidade do fenômeno será visível. Por outro lado, aproximadamente 980 milhões de pessoas, ou 12% da população global, verão o evento de forma parcial, com a Lua cobrindo apenas uma parte do Sol.
A área de totalidade, onde o Sol ficará completamente obscurecido, abrange regiões da Groenlândia, Islândia, o norte da Rússia, a Espanha e uma porção menor de Portugal.
Por outro lado, a fase parcial do eclipse terá um alcance geográfico significativamente maior. Esta abrange grande parte da Europa, determinadas áreas da América do Norte, o norte da Ásia, além de porções do norte e oeste da África.
Para os moradores do Brasil, no entanto, a expectativa de observar o eclipse solar total de 2026 não se concretizará. O fenômeno não será visível no território nacional, nem mesmo em sua fase parcial.
Um eclipse solar é um evento astronômico que acontece quando a Lua se alinha entre o Sol e a Terra, projetando uma sombra sobre o nosso planeta. Quando essa cobertura lunar é completa, bloqueando toda a luz solar, o fenômeno é classificado como um eclipse solar total, como o que está previsto para ocorrer na Europa.
Esta distinção fundamental na forma como a Lua encobre o Sol justifica a grande diferença entre o número de pessoas que verão alguma parte do eclipse e a parcela muito menor que estará na área privilegiada da totalidade.
O período de escuridão total, durante o qual o Sol estará completamente encoberto pela Lua, terá uma duração máxima aproximada de 2 minutos e 18 segundos.
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Detalhes sobre o início e a observação do fenômeno
O eclipse solar total ocorrerá em 12 de agosto de 2026. O processo de encobrimento parcial do Sol começará globalmente às 12h34, no horário de Brasília. A fase de totalidade terá início às 13h58, com o ponto máximo do evento previsto para as 14h46.
É importante notar que esses horários globais não representam o que um único observador verá do começo ao fim. Eles indicam o avanço progressivo da sombra lunar sobre diferentes localidades do planeta.
- Às 12h34: início do eclipse parcial no primeiro local do planeta atingido pela sombra da Lua.
- Às 13h58: começo da totalidade no primeiro ponto onde a Lua encobre totalmente o Sol.
- Às 14h46: ocorrência do máximo global, momento de maior alinhamento entre Sol, Lua e Terra.
Em cada região específica, o Sol permanecerá completamente oculto por um período que durará apenas alguns minutos.
Para quem está no Brasil e não poderá ver o fenômeno presencialmente, a alternativa é acompanhar a cobertura online. A NASA e o Observatório Nacional (ON) realizarão transmissões ao vivo, exibindo imagens de diversas partes do percurso do eclipse, com comentários de especialistas.
Para os observadores nas regiões de visibilidade, a segurança é primordial. Nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem a proteção ocular adequada, inclusive durante as fases parciais. Óculos de sol comuns, câmeras fotográficas, binóculos ou telescópios sem filtros solares específicos são insuficientes para proteger a visão.
A restrita faixa global de observação do eclipse total
Quem estiver fora da faixa de totalidade poderá observar apenas uma parte do Sol sendo coberta pela Lua, ou não terá nenhuma visibilidade do evento.
A trajetória desta faixa específica atravessa regiões com baixa densidade populacional na Groenlândia e na Islândia, antes de adentrar o continente europeu.
A Espanha, por sua vez, desponta como um dos locais mais importantes para a observação direta do fenômeno astronômico.
Em diversas cidades espanholas situadas dentro dessa faixa privilegiada, o disco solar será completamente ocultado por alguns instantes.
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Em outras localidades da Europa, a população poderá acompanhar um eclipse parcial, variando a proporção do disco solar encoberto.
Já em porções do norte da África e da América do Norte, a visibilidade do eclipse se limitará à sua forma parcial.
O porquê do Sol e da Lua parecerem ter tamanhos semelhantes no céu
Embora o Sol seja consideravelmente maior que a Lua, ambos os corpos celestes podem apresentar um tamanho aparente similar quando vistos da Terra. Este fenômeno ótico ocorre devido à vasta distância que nos separa do Sol, compensando sua dimensão real.
A combinação precisa entre o tamanho real e a distância relativa permite que, em alinhamentos específicos, a Lua oculte totalmente o disco solar. Essa rara coincidência possibilita a observação da coroa solar, a camada mais externa da atmosfera do Sol, durante os curtos períodos de totalidade.
Eclipse na Espanha coincidirá com o entardecer
Uma característica marcante deste eclipse é que, em grande parte da Espanha, o período de totalidade vai acontecer quando o Sol estiver em uma posição muito baixa no horizonte.
Tal condição exige mais do que apenas um céu sem nuvens. Para uma observação bem-sucedida, será essencial ter uma linha de visão desobstruída na direção do pôr do sol, sem obstáculos como montanhas, edificações ou outras barreiras.
Em certas localidades do país, a altura do Sol será de apenas alguns graus acima do horizonte no auge do eclipse.
A curta duração do eclipse solar total
Mesmo nas áreas ideais para observação, o eclipse total terá uma duração breve. A previsão é de que o período máximo de escuridão dure aproximadamente 2 minutos e 18 segundos, sendo ainda mais curto em muitas localidades.
Pequenas variações geográficas também impactam a duração: quanto mais próximo do centro da faixa de totalidade o observador estiver, maior será o tempo de observação do eclipse total.
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As condições climáticas serão um fator decisivo, como em qualquer evento astronômico. Uma cobertura de nuvens no instante do eclipse pode comprometer totalmente a visibilidade.
Espanha se prepara para rara sequência de eclipses
O eclipse de 12 de agosto de 2026 marca o início de uma sequência de significativos fenômenos astronômicos visíveis na Península Ibérica. Em agosto de 2027, partes da Espanha testemunharão outro eclipse solar total. Posteriormente, em janeiro de 2028, o país europeu terá a oportunidade de acompanhar um eclipse solar anular, caracterizado pela formação de um “anel de fogo” em volta da Lua.
Essa sucessão de eventos transformou a Espanha e Portugal em destinos de grande interesse para astrônomos, turistas e todos aqueles apaixonados por fenômenos celestes.
Brasil não terá visibilidade do eclipse solar
O eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 não poderá ser observado do território brasileiro. Apesar da relevância astronômica, o posicionamento geográfico do Brasil não permitirá nenhuma visibilidade, nem mesmo parcial, do fenômeno.

