Um espetáculo astronômico pouco comum se prepara para encantar os observadores do céu em 12 de junho de 2024. Seis planetas – Júpiter, Mercúrio, Marte, Urano, Saturno e Netuno – estarão visíveis simultaneamente, distribuídos ao longo da mesma faixa celeste, antes do nascer do sol. Este fenômeno, embora aparente, poderá ser contemplado de diversas partes do mundo, mas sua clareza dependerá das condições climáticas locais, da posição do observador e da ausência de obstáculos no horizonte.
É crucial entender que o termo “alinhamento planetário” descreve uma percepção visual da Terra, e não um enfileiramento literal dos planetas no espaço. As órbitas celestes dos astros mantêm-se em um plano similar em relação ao Sol, o que, de nossa perspectiva terrestre, cria a impressão de que ocupam uma área semelhante no firmamento. Essa configuração resultará em um grande arco visível, e não em uma linha reta perfeita.
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Para aqueles que buscam observar sem o auxílio de equipamentos, Marte e Saturno se apresentarão como os mais acessíveis. Mercúrio também poderá ser percebido a olho nu, embora sua posição baixa no horizonte e sua breve janela de visibilidade possam dificultar a tarefa. Júpiter estará ainda mais próximo do horizonte, correndo o risco de ser ofuscado pelo brilho do amanhecer.
Já Urano e Netuno demandam instrumentos específicos para uma identificação mais precisa. Enquanto binóculos podem ser úteis para localizar Urano, a visualização de Netuno requer um telescópio. Para auxiliar na distinção entre planetas e estrelas próximas, o uso de aplicativos ou mapas celestes é altamente recomendado.
A orientação para uma experiência de observação otimizada inclui a escolha de um local com uma vista desobstruída do horizonte leste e com o mínimo de poluição luminosa. O melhor período para a visualização é antes do nascer do Sol, mas o horário exato varia conforme a cidade e a elevação de Mercúrio. Para regiões do Hemisfério Sul, essa janela de tempo tende a ser mais curta e próxima ao amanhecer.
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A sequência de aparição dos planetas inicia com Saturno e Netuno, visíveis durante a madrugada. Em seguida, surgem Urano e Marte. Mercúrio e Júpiter completam a exibição próximo ao horizonte leste, quando o dia começa a clarear. Portanto, quem desejar acompanhar todos os seis astros deve iniciar a observação antes do crepúsculo e manter a atenção no céu até pouco antes do nascer do Sol.
Este período astronômico oferece ainda um bônus: coincide com o auge da chuva de meteoros Perseidas, esperada para a noite entre os dias 12 e 13 de junho de 2024. Anualmente, a Terra atravessa uma área repleta de fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle. A luminosidade reduzida da Lua neste ano favorece a observação das Perseidas em locais onde seu ponto radiante está bem visível.
Paralelamente, outro evento celestial ocorrerá em 12 de junho de 2024, mas não será visível no Brasil. Um eclipse solar total será observado em regiões como Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena porção de Portugal. Outras áreas do Hemisfério Norte testemunharão um eclipse parcial, conforme detalhado nos mapas divulgados pela Nasa, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos.

