A Receita Federal liberou em poucos minutos no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 11 de setembro de 2026, um medicamento de urgência levado de helicóptero para o piloto Lito Sousa, 59, atendido no Einstein Hospital Israelita.
A carga chegou ao país no fim da noite de 11 de setembro de 2026 a bordo de um Boeing 787-9 da American Airlines que partiu de Nova York (JFK). A equipe médica montou a logística veloz porque a eficácia do produto cai com o passar das horas.
A Anvisa agilizou os trâmites aduaneiros antes do pouso da aeronave.
O composto ALN-6457 pertence à Regeneron Pharmaceuticals e carece de testes formais em humanos no exterior. O produto seguiu rito extraordinário por não ter registro comercial no Brasil.
O Einstein Hospital Israelita solicitou a autorização do medicamento em programa compassivo.
Sousa enfrenta a doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade degenerativa rara ligada ao acúmulo de príons anormais no cérebro. A disfunção neurológica avança rápido e não dispõe de terapia aprovada.
A carga saiu do Boeing diretamente para um helicóptero Airbus H130 que esperava no pátio executivo do aeroporto de Guarulhos.
A aeronave transportou o material até a instituição médica. O voo evitou o trânsito.
A Receita Federal e a Anvisa organizaram o desembarque em conjunto com os operadores aéreos.

