Denuvo aciona a Justiça contra autor de desbloqueio em 26 jogos

Resident Evil Requiem - reprodução

Resident Evil Requiem - reprodução

A Irdeto, proprietária do sistema Denuvo, abriu um processo na Justiça da Califórnia contra o usuário identificado como voices38 pela quebra da proteção antipirataria de 26 jogos eletrônicos. O pedido judicial busca impedir a circulação das ferramentas criadas pelo réu e proibir novas tentativas de adulteração em títulos futuros da indústria.

A lista de títulos atingidos pelas ferramentas divulgadas pelo réu inclui obras de peso no mercado global de computadores, como Resident Evil Requiem, Black Myth: Wukong, Hogwarts Legacy e Doom: The Dark Ages, ao lado de outros 22 lançamentos comerciais afetados diretamente pela remoção de defesas digitais.

A empresa cobra medidas cautelares. A Irdeto exige uma liminar permanente que bloqueie a atuação de voices38 antes do lançamento de qualquer nova produção protegida pela marca. Os advogados afirmam que os arquivos desenvolvidos pelo acusado causaram danos materiais expressivos às editoras de jogos eletrônicos.

Funcionamento do software de proteção e queixas técnicas de usuários

O Denuvo atua como um mecanismo anti-tamper que blinda os executáveis contra modificações não autorizadas e engenharia reversa para frear a pirataria durante a janela comercial de vendas. A tecnologia opera integrada ao código dos títulos para checar constantemente a autenticidade das licenças em plataformas digitais de computadores.

Jogadores de computador relatam com frequência que a presença da camada defensiva prejudica o desempenho técnico ao provocar quedas de taxa de quadros e engasgos nas partidas. O sistema também recebe contestações de consumidores por exigir validações periódicas pela internet para manter o acesso aos arquivos locais. Desenvolvedoras costumam remover a barreira criptográfica dos títulos meses após o encerramento do período inicial de comercialização.