O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros alertou que a utilização frequente de fones de ouvido em volume alto provoca danos severos ao sistema auditivo. O problema atinge principalmente indivíduos que passam várias horas diárias conectados a dispositivos sonoros sem pausas para repouso do aparelho auditivo.
“Quando falamos sobre fones, quase todo mundo pensa apenas em volume alto”, explicou o médico Bruno Borges de Carvalho Barros ao citar a duração como fator crítico.
A intensidade moderada também agride a saúde quando permanece ligada continuamente ao longo da rotina. Jovens mantêm o acessório ativo para acompanhar transmissões, ouvir músicas, disputar jogos eletrônicos e acompanhar gravações em áudio. A audição exige cuidados diários.
Efeitos do tempo prolongado no canal auditivo
O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros explicou que manter os aparelhos sonoros acoplados ao canal auditivo durante o repouso noturno prolonga a carga diária de decibéis e impede o descanso necessário para a recuperação das células sensoriais do ouvido.
O profissional advertiu sobre a sobrecarga sonora acumulada ao longo dos anos. “Não precisamos esperar alguém perceber uma perda auditiva importante para começar a cuidar da audição”, disse Bruno Borges de Carvalho Barros.
Sinais que indicam perda de audição precoce
A diminuição da capacidade auditiva apresenta manifestações iniciais que devem servir de alerta para os usuários:
- Dificuldade frequente para compreender falas em conversas normais
- Necessidade de elevar o volume do aparelho repetidas vezes
- Sensação incômoda de ouvido tampado após períodos de uso
- Zumbido constante registrado logo após a retirada dos fones
O médico Bruno Borges de Carvalho Barros afirmou que a prevenção precisa orientar os hábitos dos pacientes antes do surgimento de lesões irreversíveis. O uso contínuo de dispositivos sonoros acompanhará as novas gerações por muitas décadas consecutivas.
Perigos de adormecer com aparelhos de som
O hábito de dormir escutando músicas ou ruídos de fundo acrescenta horas extras de impacto acústico ao organismo. “Dormir com o fone tocando significa acrescentar potencialmente várias horas à exposição que aquela pessoa já teve durante o dia”, afirmou Bruno Borges de Carvalho Barros. O especialista informou que a avaliação clínica analisa intensidade, tempo e frequência dessa prática.
Cuidados necessários com a umidade e a limpeza
O acúmulo de suor decorrente de treinos físicos associado às altas temperaturas prejudica a aeração do canal auditivo externo.
“Quando mantemos um objeto ali por muitas horas, principalmente associado à umidade e ao suor, podemos favorecer irritação e problemas do ouvido externo”, declarou Bruno Borges de Carvalho Barros. Manifestações como dor, coceira e saída de secreção exigem atenção imediata.
A higienização dos fones deve seguir estritamente as instruções fornecidas pelo fabricante, sem compartilhamento dos acessórios com terceiros.

