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Regras e procedimentos para saque da aposentadoria do INSS de pessoa falecida

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O falecimento de um beneficiário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode gerar dúvidas entre os familiares, especialmente em relação ao saque dos valores devidos antes do óbito. Em 2025, as regras continuam rigorosas para garantir que apenas aqueles com direito legal possam acessar os benefícios residuais, evitando fraudes e irregularidades. O INSS determina procedimentos específicos para que dependentes ou herdeiros recebam os valores pendentes, assegurando que a retirada seja feita de maneira legítima e documentada. Caso os valores sejam sacados de forma indevida, os responsáveis podem enfrentar sanções jurídicas, incluindo a devolução do montante e penalidades previstas na legislação.

É fundamental que o óbito seja comunicado ao INSS o mais rápido possível para evitar o pagamento indevido do benefício. Ainda que os cartórios repassem as informações ao Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC), cabe aos familiares verificar e providenciar a cessação do pagamento para evitar possíveis complicações.

Os valores residuais correspondem a quantias que o beneficiário teria direito antes de falecer, incluindo frações do benefício do mês do falecimento e o décimo terceiro proporcional. Esses valores não podem ser sacados diretamente da conta do falecido, devendo ser solicitados oficialmente ao INSS pelos dependentes ou herdeiros legais.

Quem pode solicitar os valores residuais do INSS

Dependentes com direito à pensão por morte têm prioridade no recebimento dos valores residuais. Se houver um pedido de pensão, o INSS já inclui automaticamente os valores pendentes, evitando a necessidade de um novo requerimento. O pedido pode ser feito pelo portal ou aplicativo Meu INSS, ou pela Central 135. Caso não haja dependentes habilitados, os herdeiros legais podem requerer os valores mediante apresentação de documentação comprobatória.

Se houver mais de um herdeiro legal, cada um deve solicitar sua parte individualmente. O pagamento será feito de forma proporcional ou conforme determinado na partilha de bens. O INSS exige que a solicitação seja acompanhada de alvará judicial ou escritura pública de inventário e partilha, garantindo a legitimidade da solicitação.

Documentos exigidos para o saque

Os familiares que desejam solicitar os valores não recebidos pelo falecido devem apresentar os seguintes documentos ao INSS:

  • Documentos do falecido:
    • Certidão de óbito
    • Número do CPF
    • Número do benefício
  • Documentos do solicitante:
    • Documento de identificação com foto (RG, CNH ou passaporte)
    • CPF
    • Comprovante de vínculo (para dependentes)
    • Alvará judicial ou escritura pública de partilha de bens (para herdeiros não dependentes)

Prazos e trâmites para solicitação

O prazo para solicitação dos valores residuais varia conforme o caso. Para dependentes que pedem a pensão por morte, o pagamento dos valores ocorre junto à concessão do benefício. Já para herdeiros, o prazo pode depender da obtenção de documentos como alvará judicial, o que pode levar semanas ou meses.

O pedido pode ser realizado pelos canais digitais do INSS, pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135. Em casos que exijam a entrega presencial de documentos, o solicitante pode agendar atendimento em uma agência do INSS.

Saque indevido pode gerar penalidades

Caso um familiar ou terceiro saque valores creditados na conta do falecido sem seguir os procedimentos legais, poderá ser enquadrado no crime de estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal. Essa prática pode resultar em pena de 1 a 5 anos de reclusão e multa. O INSS também pode cobrar a devolução dos valores recebidos indevidamente, atualizados monetariamente.

O banco onde o benefício era depositado também pode bloquear a conta assim que for notificado do falecimento, impedindo saques automáticos. Isso reforça a necessidade de solicitar os valores ao INSS da maneira correta.

Dicas para evitar problemas no recebimento dos valores do INSS

  • Sempre comunique o falecimento ao INSS o mais rápido possível para evitar pagamentos indevidos.
  • Não realize saques diretamente da conta do falecido sem autorização formal.
  • Verifique se há dependentes habilitados à pensão por morte, pois o processo pode ser mais simples nesse caso.
  • Caso não haja dependentes, providencie a documentação necessária para solicitação por herdeiros legais.
  • Utilize os canais oficiais do INSS para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento do processo.

Histórico da legislação previdenciária sobre saque de valores residuais

A legislação previdenciária passou por diversas mudanças ao longo dos anos para garantir que os valores devidos sejam pagos corretamente aos dependentes e herdeiros. Anteriormente, o saque poderia ser realizado por qualquer pessoa que tivesse acesso à conta do beneficiário, o que resultava em fraudes frequentes. Com a modernização do sistema e a exigência de comprovação legal, o processo se tornou mais seguro e transparente.

A digitalização dos serviços previdenciários também trouxe maior controle sobre os pagamentos. A criação do portal Meu INSS permitiu que os requerimentos fossem feitos de maneira remota, reduzindo a necessidade de deslocamento às agências e tornando os procedimentos mais ágeis.

Impacto financeiro do pagamento de valores residuais

Estima-se que milhares de beneficiários do INSS falecem mensalmente sem sacar os valores referentes ao mês do óbito. O impacto financeiro dessas quantias para os dependentes pode ser significativo, especialmente para famílias que dependem exclusivamente do benefício para sua subsistência.

O governo também monitora rigorosamente esses pagamentos para evitar fraudes e minimizar prejuízos à Previdência Social. O INSS adota sistemas de cruzamento de dados com cartórios e bancos para identificar falecimentos e impedir saques indevidos.

Resumo dos principais pontos sobre o saque da aposentadoria do INSS após o falecimento

  • O saque de valores residuais do INSS só pode ser feito por dependentes habilitados ou herdeiros legais.
  • O óbito deve ser comunicado ao INSS para cessar os pagamentos e evitar depósitos indevidos.
  • Dependentes que solicitam pensão por morte recebem automaticamente os valores residuais.
  • Herdeiros legais devem apresentar alvará judicial ou escritura pública para solicitar os valores.
  • O saque indevido pode resultar em crime de estelionato e exigência de devolução dos valores ao INSS.
  • A digitalização do INSS facilita o pedido e acompanhamento do processo pelos canais oficiais.
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