Copa do Mundo

Ancelotti resgata Casemiro e Richarlison para Seleção Brasileira em pré-lista decisiva pelas Eliminatórias da Copa de 2026

Richarlison
Richarlison - Foto: betto rodrigues / Shutterstock.com

Carlo Ancelotti, anunciado como novo técnico da Seleção Brasileira em maio de 2025, já movimenta o cenário do futebol nacional com sua primeira pré-lista de convocados. A relação, enviada à Fifa em 17 de maio, destaca o retorno de dois jogadores experientes que marcaram presença na Copa do Mundo de 2022: Casemiro, volante do Manchester United, e Richarlison, atacante do Tottenham. Ambos, ausentes nas convocações de Dorival Júnior, surgem como peças centrais na estratégia do italiano para os jogos contra Equador e Paraguai, marcados para 5 e 10 de junho, pelas Eliminatórias da Copa de 2026.

A escolha de Casemiro e Richarlison reflete a confiança de Ancelotti em atletas com quem já trabalhou e que possuem histórico de liderança. Casemiro, com 75 jogos e sete gols pela Seleção, foi um dos pilares do Real Madrid sob o comando do treinador, conquistando duas Champions League. Richarlison, artilheiro do Brasil no Catar com três gols, também tem laços com Ancelotti, que o dirigiu no Everton entre 2019 e 2021. A dupla, que não veste a amarelinha desde outubro de 2023, aparece como aposta para reforçar o elenco em um momento crucial das Eliminatórias.

Além dos dois medalhões, a pré-lista inclui nomes de clubes brasileiros, como Flamengo, Santos e Cruzeiro, e jovens promessas atuando na Europa, como Igor Paixão, do Feyenoord. A convocação final, com 23 jogadores, será anunciada em 26 de maio, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, marcando o início oficial da era Ancelotti.

  • Jogos decisivos: Brasil enfrenta Equador em Guayaquil, dia 5, e Paraguai na Neo Química Arena, dia 10.
  • Classificação em jogo: Duas vitórias garantem vaga antecipada para a Copa de 2026.
  • Pré-lista ampla: Cerca de 50 nomes, mesclando veteranos e jovens, foram enviados à Fifa.

Filosofia do novo treinador

Ancelotti, com 30 títulos na carreira, incluindo cinco Champions League, traz uma abordagem pragmática à Seleção Brasileira. Sua experiência com clubes como Milan, Juventus e Bayern de Munique o coloca como um dos técnicos mais vitoriosos da história. No Brasil, o desafio é implementar sua visão tática em um curto período, já que seleções oferecem menos tempo de treino que clubes. A pré-lista, mantida em sigilo por decisão do treinador, indica um equilíbrio entre experiência e renovação, com Casemiro e Richarlison como símbolos da primeira vertente.

Casemiro, aos 33 anos, recuperou sua forma no Manchester United sob o comando de Ruben Amorim. Finalista da Liga Europa, o volante disputou 40 jogos na temporada 2024/25, marcando cinco gols. Sua última aparição pela Seleção foi na derrota por 2 a 0 para o Uruguai, em outubro de 2023, sob Fernando Diniz. Ancelotti, que o considera um “homem de confiança”, já conversou com o jogador durante as negociações com a CBF, sinalizando sua importância no elenco.

Richarlison, de 28 anos, viveu altos e baixos no Tottenham, com 22 jogos e cinco gols na temporada atual. Apesar de não ter sido utilizado por Dorival em amistosos contra Inglaterra e Espanha, o atacante mantém a confiança do italiano, que o elogiou publicamente no Everton, chamando-o de “fenômeno”. Sua última atuação pela Seleção, também contra o Uruguai, foi marcada por uma entrada nos acréscimos para substituir Neymar, que sofreu uma grave lesão no joelho.

Reações no Brasil e na Europa

A inclusão de Casemiro e Richarlison na pré-lista gerou debates entre torcedores e analistas. No Brasil, a volta dos dois é vista como uma tentativa de Ancelotti de reforçar a liderança em campo, especialmente em jogos decisivos das Eliminatórias. Porém, alguns questionam se jogadores mais jovens, como João Gomes ou Evanílson, não mereceriam maior espaço, dado o foco de Dorival Júnior em renovação. Na Europa, a imprensa destacou a relação de confiança entre Ancelotti e a dupla, com jornais como o “Marca” enfatizando o papel de Casemiro como “homem-chave” do treinador.

A pré-lista também reflete a atenção de Ancelotti ao futebol brasileiro. O Flamengo, com seis jogadores (Danilo, Wesley, Léo Ortiz, Alex Sandro, Gerson e Pedro), lidera as indicações, seguido por nomes como Neymar (Santos), Oscar (São Paulo) e Fabrício Bruno (Cruzeiro). A presença de clubes menos tradicionais na Seleção, como Corinthians (Hugo Souza), sugere que o italiano está atento a desempenhos individuais, independentemente do peso do clube.

  • Flamengo em evidência: Seis jogadores do clube carioca na pré-lista, um recorde na era Ancelotti.
  • Discrição estratégica: Pré-lista foi mantida em sigilo, ao contrário da prática de Ednaldo Rodrigues em março de 2025.
  • Debate aberto: Torcedores dividem-se entre apoio à experiência e desejo por renovação.

Nomes surpreendentes na pré-lista

Além de Casemiro e Richarlison, a pré-lista de Ancelotti traz jogadores que chamam atenção por seu momento ou por representarem uma nova geração. Neymar, do Santos, é um dos mais aguardados. Após se recuperar de uma lesão na coxa, o craque voltou a atuar no Brasileirão, com três gols e três assistências em sete jogos. Sua inclusão reacende a esperança de vê-lo liderando a Seleção na busca pelo hexa em 2026.

Igor Paixão, do Feyenoord, é outra surpresa. Aos 24 anos, o atacante brilhou na temporada holandesa, com 18 gols e 14 assistências em 47 jogos. Sua versatilidade e números expressivos o colocam como uma opção para o setor ofensivo. João Pedro, do Brighton, também aparece na lista, após se destacar na Premier League com gols e assistências, atraindo interesse de clubes como Manchester United e Arsenal.

Jogadores experientes, como Danilo e Alex Sandro, do Flamengo, reforçam a aposta em veteranos. Danilo, com passagens por Real Madrid e Juventus, é visto como um líder natural na lateral direita, enquanto Alex Sandro, ex-Porto, traz solidez defensiva. A pré-lista inclui ainda nomes como Vanderson e Caio Henrique, do Monaco, e Andrey Santos, do Strasbourg, indicando que Ancelotti monitora brasileiros na Ligue 1.

Desafios nas Eliminatórias

O Brasil ocupa a quarta posição nas Eliminatórias Sul-Americanas, com 21 pontos, empatado com Uruguai e Paraguai. O Equador, adversário do dia 5 de junho, está em segundo, com 23 pontos, enquanto a Argentina lidera com 31. Os jogos de junho são cruciais, já que duas vitórias garantem a classificação antecipada para a Copa de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.

O confronto contra o Equador, no Estádio Monumental de Guayaquil, será o primeiro teste de Ancelotti. A seleção equatoriana, conhecida por sua organização tática e velocidade, venceu o Brasil por 1 a 0 em 2021, o que aumenta a cautela para o duelo. Já o jogo contra o Paraguai, na Neo Química Arena, contará com o apoio da torcida, mas exigirá atenção contra um adversário que empatou com o Brasil em 2023.

Ancelotti já se reuniu com Rodrigo Caetano, coordenador geral das seleções, e Juan, coordenador técnico, para definir estratégias. A expectativa é que o treinador opte por um esquema tático flexível, possivelmente um 4-3-3 ou 4-2-3-1, adaptado às características de jogadores como Casemiro, Neymar e Richarlison.

  • Equador em alta: Vice-líder das Eliminatórias, com 23 pontos, é um adversário desafiador.
  • Paraguai competitivo: Com 21 pontos, busca surpreender o Brasil em São Paulo.
  • Tática em foco: Ancelotti planeja esquemas flexíveis para os jogos de junho.

Passado de Ancelotti com brasileiros

A relação de Ancelotti com jogadores brasileiros é um dos pontos fortes de sua chegada à Seleção. Ao longo da carreira, o italiano dirigiu 43 brasileiros em clubes como Real Madrid, Milan e Everton. No Real Madrid, trabalhou com Casemiro, Vinicius Jr., Rodrygo e Éder Militão, conquistando títulos como a Champions League de 2022. No Everton, comandou Richarlison, que se destacou sob sua orientação, marcando 13 gols na Premier League em 2020/21.

No Milan, Ancelotti treinou ícones como Cafu, Dida, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, com quem venceu a Champions League de 2007. Kaká, aliás, é cotado para integrar a comissão técnica da Seleção, o que reforçaria a conexão do treinador com o futebol brasileiro. Essa experiência com atletas do país é vista como um trunfo para gerir um elenco repleto de estrelas.

A pré-lista inclui outros jogadores que Ancelotti já comandou, como Allan (Botafogo), ex-Napoli, e Lucas Moura (São Paulo), ex-PSG. A familiaridade com esses atletas pode facilitar a adaptação do treinador ao ambiente da Seleção, especialmente em um curto espaço de tempo.

  • Histórico rico: Ancelotti dirigiu 43 brasileiros, de Cafu a Vinicius Jr.
  • Kaká na comissão: Ex-jogador é cotado para auxiliar o italiano na Seleção.
  • Confiança mútua: Casemiro e Richarlison já brilharam sob o comando de Ancelotti.

Representação do futebol brasileiro

A pré-lista de Ancelotti destaca a força do futebol brasileiro, com jogadores de clubes como Flamengo, Santos, São Paulo e Corinthians. O Flamengo, com seis representantes, reflete sua dominância no Brasileirão, liderado por jogadores como Pedro, artilheiro do campeonato, e Gerson, peça-chave no meio-campo. O Santos, com Neymar, reforça a aposta em craques consolidados, enquanto o Cruzeiro, com Fabrício Bruno, e o Corinthians, com Hugo Souza, mostram a atenção do treinador a clubes em reconstrução.

A presença de jogadores do Brasileirão contrasta com a ausência de algumas estrelas europeias, como Gabriel Magalhães, do Arsenal, que está lesionado. A escolha de Ancelotti por atletas locais indica uma intenção de valorizar o campeonato nacional, algo que Dorival Júnior também priorizou. Porém, a inclusão de nomes como Igor Paixão e João Pedro mostra que o treinador mantém um olhar global, monitorando brasileiros em ligas como a holandesa e a inglesa.

A pré-lista foi elaborada com base em relatórios de Rodrigo Caetano, Cícero Souza e Juan, que analisaram jogos do Brasileirão e de ligas europeias. A CBF também solicitou a liberação de jogadores aos clubes, garantindo que todos estejam disponíveis para os treinos a partir de 2 de junho, no CT Joaquim Grava, do Corinthians.

Expectativas para a convocação final

A convocação final, marcada para 26 de maio, será o primeiro grande momento de Ancelotti à frente da Seleção. A expectativa é que Casemiro e Richarlison estejam entre os 23 nomes, dado o histórico com o treinador e a necessidade de liderança em campo. Outros jogadores cotados incluem Alisson (Liverpool), Ederson (Manchester City) e Marquinhos (PSG), que devem manter suas posições como titulares.

A imprensa internacional, como o “The Guardian” e a “Gazzetta dello Sport”, destacou a chegada de Ancelotti como um marco para o Brasil, que nunca venceu uma Copa do Mundo com um técnico estrangeiro. A discrição na divulgação da pré-lista, uma decisão do treinador, contrasta com a prática de Ednaldo Rodrigues em março, quando os nomes foram tornados públicos. Essa abordagem reforça o estilo reservado de Ancelotti, que prefere trabalhar nos bastidores.

  • Nomes garantidos: Alisson, Ederson e Marquinhos devem liderar a lista final.
  • Imprensa global: Ancelotti é visto como trunfo para o hexa em 2026.
  • Estilo discreto: Pré-lista sigilosa reflete a abordagem de Ancelotti.

Preparação para os jogos de junho

A Seleção Brasileira se apresenta em 2 de junho, com treinos no CT do Corinthians até o embarque para Guayaquil. Ancelotti terá pouco tempo para implementar suas ideias, o que torna a escolha de jogadores experientes, como Casemiro e Richarlison, ainda mais estratégica. A comissão técnica, liderada por Davide Ancelotti (filho do treinador) e Francesco Mauri, já está definida, com a possível adição de Kaká e a permanência de Taffarel como preparador de goleiros.

Os jogos contra Equador e Paraguai serão transmitidos ao vivo, com grande expectativa da torcida. O confronto em Guayaquil, às 20h (de Brasília), terá clima hostil, enquanto o duelo na Neo Química Arena, às 21h45, promete lotação máxima. A CBF já mobilizou sua equipe de comunicação para promover a estreia de Ancelotti, com eventos na sede da entidade e cobertura especial.

A pré-lista, com cerca de 50 nomes, foi enviada à Fifa dentro do prazo, garantindo a liberação dos atletas. Além dos nomes já mencionados, jogadores como Antony (Betis), Evanílson (Bournemouth) e Dodô (Fiorentina) foram monitorados pelo estafe de Ancelotti, indicando que a convocação final pode trazer mais surpresas.

Momento do futebol brasileiro

O futebol brasileiro vive um momento de transição, com clubes como Flamengo e Palmeiras dominando o cenário nacional, enquanto o Santos busca recuperar seu protagonismo com Neymar. A pré-lista de Ancelotti reflete essa diversidade, incluindo jogadores de diferentes gerações e contextos. A aposta em veteranos como Casemiro e Richarlison contrasta com a ascensão de jovens como Igor Paixão, criando um elenco híbrido para as Eliminatórias.

A chegada de Ancelotti também coincide com mudanças na CBF. Ednaldo Rodrigues, que anunciou o treinador, enfrenta pressões políticas, mas garantiu a permanência do italiano até 2026. Samir Xaud, candidato à presidência da CBF, já declarou apoio ao projeto de Ancelotti, o que dá estabilidade ao treinador em meio às turbulências internas.

A torcida brasileira, ansiosa por um novo ciclo após eliminações nas últimas Copas, vê na experiência de Ancelotti uma esperança de reconstrução. A pré-lista, com nomes como Casemiro, Richarlison e Neymar, sinaliza que o treinador busca mesclar talento, liderança e familiaridade para alcançar o hexa em 2026.

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