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Bia Haddad enfrenta Suzan Lamens no WTA 1000 de Montreal nesta terça

BIA HADDAD TÊNIS US OPEN
Juarez Santos / Shutterstock.com

Bia Haddad Maia, número 21 do mundo e principal tenista do Brasil, retorna às quadras nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, para enfrentar a holandesa Suzan Lamens, 64ª no ranking da WTA, na segunda rodada do WTA 1000 de Montreal, no Canadá. A partida, marcada para cerca de 20h30 no horário de Brasília, será realizada na Quadra Rogers, com transmissão ao vivo pela ESPN e pela plataforma de streaming Disney+. Após quase um mês sem competir, desde a derrota na segunda rodada de Wimbledon, Bia, cabeça de chave número 18, busca retomar o ritmo na temporada de quadra dura, crucial para sua preparação para o US Open. O confronto é o segundo entre as tenistas, com Lamens tendo vencido o único duelo anterior, em 2021, no saibro de Oeiras. A brasileira, finalista do torneio em 2022, entra como favorita, mas enfrenta uma adversária em ascensão no circuito profissional.

A tenista paulista, de 29 anos, vem de uma temporada desafiadora, com 10 vitórias e 20 derrotas em 2025, e busca no Canadá pontos importantes para subir no ranking, onde já foi top 10 em 2023. Suzan Lamens, por sua vez, vive sua melhor fase, com 21 vitórias e 18 derrotas no ano, incluindo uma semifinal em Rouen e um vice-campeonato em Osaka em 2023.

  • Histórico do confronto: Lamens venceu Bia em 2021, em um torneio ITF no saibro.
  • Superfície em jogo: Bia tem 224 vitórias em 345 jogos em quadra dura; Lamens, 9 em 16 em 2025.
  • Transmissão ao vivo: ESPN e Disney+ exibem o jogo às 20h30 (horário de Brasília).

Caminho de Bia Haddad em Montreal

Após o bye na primeira rodada, garantido por ser a 18ª cabeça de chave, Bia Haddad enfrenta um desafio inicial contra Suzan Lamens, que superou a russa Polina Kudermetova por 2 sets a 1 (6/3, 4/6, 6/2) na estreia. A brasileira, conhecida por seu forehand potente e jogo agressivo, ajustou detalhes técnicos durante a pausa pós-Wimbledon, especialmente no saque e na movimentação. A Quadra Rogers, segunda maior do complexo, será o palco do duelo, que encerra a programação noturna após o jogo entre Elena Rybakina e Hailey Baptiste. Caso avance, Bia pode enfrentar a russa Ekaterina Alexandrova na terceira rodada, com possíveis confrontos contra Jasmine Paolini nas oitavas e Coco Gauff nas quartas.

O torneio de Montreal, com premiação de US$ 5 milhões, reúne oito das onze melhores tenistas do mundo, como Iga Swiatek e Coco Gauff, mas não conta com Aryna Sabalenka, Zheng Qinwen e Paula Badosa. A ausência de grandes nomes abre oportunidades, mas o caminho segue exigente. Bia, que já derrotou Swiatek em 2022, quando foi finalista em Toronto, sabe da importância de um bom desempenho para recuperar confiança.

  • Possíveis adversárias: Ekaterina Alexandrova (3ª rodada), Jasmine Paolini (oitavas), Coco Gauff (quartas).
  • Pontos em jogo: O torneio oferece até 1.000 pontos à campeã, cruciais para o ranking.
  • Histórico de Bia: Finalista em 2022, com vitórias sobre Swiatek, Fernandez, Pliskova e Bencic.

Desempenho recente das tenistas

Bia Haddad não compete desde 2 de julho, quando perdeu para Dalma Galfi em Wimbledon. A pausa de quase um mês permitiu ajustes técnicos e físicos, mas a falta de ritmo pode ser um obstáculo. Em 2022, a brasileira brilhou no Canadá, alcançando a final em Toronto com vitórias expressivas, incluindo contra a então número 1 do mundo, Iga Swiatek. Em 2023, no entanto, uma lesão na segunda rodada contra Leylah Fernandez, em Montreal, interrompeu sua campanha. Sua experiência em grandes torneios e o recorde de 224 vitórias em quadra dura são trunfos para o confronto.

Suzan Lamens, de 26 anos, vive seu melhor momento. Com um vice-campeonato em Osaka (2023) e uma semifinal em Rouen (2025), ela mostra evolução, mas tem pouca experiência em WTA 1000, nunca passando da segunda rodada. Contra Polina Kudermetova, Lamens demonstrou resiliência, quebrando o saque da adversária sete vezes e salvando quatro break points. Sua vitória sobre Bia em 2021, em um torneio ITF de menor porte, foi no saibro, o que reduz sua relevância para o contexto atual em quadra dura.

  • Bia em 2025: 10 vitórias, 20 derrotas, com melhor resultado na semifinal de Strasbourg.
  • Lamens em 2025: 21 vitórias, 18 derrotas, com 9 vitórias em 16 jogos em quadra dura.
  • Fator quadra dura: Bia tem vantagem em experiência e vitórias na superfície.

Histórico no torneio canadense

O WTA 1000 de Montreal, que alterna com Toronto, é um marco na carreira de Bia Haddad. Em 2022, em Toronto, ela alcançou a final, derrotando nomes como Swiatek, Fernandez, Pliskova e Bencic, mas perdeu para Simona Halep em três sets. Foi um momento de afirmação, que a levou ao top 10 em 2023. No ano passado, porém, uma lesão contra Fernandez na segunda rodada em Montreal limitou sua campanha. A brasileira retorna ao torneio com a meta de repetir o desempenho de 2022 e avançar rumo às fases finais, aproveitando a ausência de algumas favoritas.

Suzan Lamens, por outro lado, faz sua estreia em Montreal. Sua experiência em torneios deste nível é limitada, com participações em Indian Wells, Roma, Dubai, Miami e Madri, sem nunca avançar além da segunda rodada. A holandesa, que atingiu o 61º lugar no ranking há duas semanas, busca sua primeira grande campanha em um WTA 1000, mas enfrenta uma adversária com histórico sólido no torneio.

  • Bia em 2022: Finalista em Toronto, com cinco vitórias expressivas.
  • Bia em 2023: Lesionada na segunda rodada contra Leylah Fernandez.
  • Lamens em WTA 1000: Nunca passou da segunda rodada em cinco participações.

Fatores que podem decidir o jogo

O confronto entre Bia Haddad e Suzan Lamens traz elementos que podem definir o resultado. A brasileira aposta em sua potência no forehand e na agressividade para controlar os pontos, enquanto Lamens, com um jogo mais defensivo, tenta explorar erros da adversária. A pausa de Bia pode ser um desafio, mas sua experiência em grandes torneios é um diferencial. A quadra dura favorece o estilo de jogo da brasileira, que tem um aproveitamento de 65% em vitórias na superfície, contra 56% de Lamens em 2025.

O único confronto anterior, em 2021, foi em condições distintas, no saibro, onde Lamens levou a melhor. Em Montreal, o favoritismo está com Bia, com odds de 1,56 contra 2,44 para a holandesa, segundo casas de apostas. A torcida brasileira espera que Bia retome o ritmo e use sua experiência para superar a holandesa e avançar à terceira rodada.

  • Estilo de jogo: Bia é agressiva, com forehand potente; Lamens joga na defesa.
  • Odds de apostas: Bia (1,56) é favorita contra Lamens (2,44).
  • Fator experiência: Bia tem vantagem em torneios de alto nível.

Preparação para o US Open

O WTA 1000 de Montreal é uma etapa essencial na temporada de Bia Haddad, especialmente como preparação para o US Open, que começa em agosto. Com um recorde de 10 vitórias e 20 derrotas em 2025, a brasileira precisa de resultados consistentes para recuperar posições no ranking. Após Montreal, ela deve disputar os torneios de Cincinnati e Monterrey, buscando ritmo para defender as quartas de final do US Open, alcançadas em 2022. Uma boa campanha no Canadá pode impulsionar sua confiança e melhorar sua posição no ranking, onde já foi 10ª colocada.

Lamens, que nunca disputou o US Open na chave principal, usa Montreal para ganhar experiência em torneios de elite. Sua ascensão no ranking reflete um 2025 positivo, mas a falta de rodagem em grandes eventos pode limitar suas chances contra uma adversária experiente como Bia.

  • Objetivo de Bia: Melhorar o recorde de 2025 e se preparar para o US Open.
  • Caminho no ranking: Bia precisa de pelo menos duas vitórias para voltar ao top 20.
  • Lamens no US Open: Sem experiência na chave principal do Grand Slam.
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