Volei Feminino: Turquia brilha e derrota Japão rumo à final inédita do Mundial de vôlei
A Turquia conquistou uma vitória histórica ao derrotar o Japão por 3 sets a 1 (16/25, 25/17, 25/18, 27/25) na semifinal do Campeonato Mundial de Vôlei Feminino, disputado em Bangkok, Tailândia, na manhã de 6 de setembro de 2025. Liderada pela oposta Melissa Vargas, que marcou 28 pontos, a seleção turca assegurou sua primeira final na competição, um marco para o país que começou a se destacar no vôlei feminino na década de 2010. O jogo, marcado por uma virada após um primeiro set dominado pelas japonesas, colocou a Turquia na decisão contra o vencedor do confronto entre Brasil e Itália, programado para o mesmo dia. A vitória não apenas garantiu a primeira medalha mundial da Turquia, mas também reforçou sua ascensão como potência na modalidade, sob o comando do técnico italiano Daniele Santarelli.
O feito da seleção turca é um divisor de águas. Após anos de crescimento no cenário internacional, o país alcança um novo patamar com a chance de disputar o título mundial. A partida contra o Japão foi um teste de resiliência, com as turcas superando um início difícil para dominar os sets seguintes.
- Destaques da partida: Melissa Vargas com 28 pontos, sendo 26 de ataque.
- Próximo passo: Turquia aguarda Brasil ou Itália na final, marcada para 7 de setembro.
- Histórico: Primeira final mundial da Turquia, que nunca havia passado das quartas.
Caminho até a final
A campanha da Turquia no Mundial de 2025 foi impecável até a semifinal. Na primeira fase, a equipe do Grupo E venceu Canadá, Espanha e Bulgária, todas por 3 a 0, demonstrando consistência e força ofensiva. Nas oitavas, a Eslovênia também foi superada por 3 a 0, com parciais de 30/28, 25/13 e 29/27. Já nas quartas de final, a Turquia enfrentou os Estados Unidos, algoz de 2022, e venceu por 3 a 1, em um jogo que testou a capacidade do time de lidar com adversários de alto nível. A semifinal contra o Japão exigiu ainda mais da equipe, que precisou se recuperar após um primeiro set perdido. A virada veio com ajustes táticos e atuações decisivas de suas principais jogadoras.
A força do ataque turco, liderado por Vargas, foi crucial. A oposta cubana naturalizada, com 26 pontos de ataque, um de saque e um de bloqueio, foi praticamente imparável. Ebrar Karakurt, com 13 pontos, e a capitã Eda Erdem, com quatro bloqueios, também foram peças-chave. O técnico Santarelli, conhecido por sua passagem vitoriosa pela Sérvia, trouxe disciplina tática e mentalidade vencedora ao elenco.
Melissa Vargas: a estrela do jogo
Melissa Vargas, de 25 anos, foi o grande nome da semifinal. Natural de Cuba, a oposta se tornou cidadã turca em 2021 e, desde então, transformou a seleção em uma força global. Sua atuação contra o Japão, com 28 pontos, foi um espetáculo de potência e precisão. Vargas liderou o ataque com 26 pontos diretos, explorando falhas na defesa japonesa, especialmente na recepção, que teve 86 acertos contra 77 das turcas.
- Números de Vargas: 26 pontos de ataque, 1 de saque, 1 de bloqueio.
- Impacto: Sua presença mudou o ritmo do jogo após o primeiro set.
- Histórico: Vargas já havia brilhado na Liga das Nações de 2023.
- Curiosidade: A jogadora é a maior pontuadora do Mundial até o momento.
Além de Vargas, a levantadora Cansu Özbay destacou-se com uma distribuição precisa, permitindo que o ataque turco funcionasse com fluidez. A confiança da equipe foi evidente nos momentos finais do quarto set, quando superou uma disputa ponto a ponto para fechar em 27/25.
O adversário japonês
O Japão, embora derrotado, mostrou por que é uma potência tradicional no vôlei feminino. A equipe chegou à semifinal pela primeira vez desde 2010, com destaque para Yukiko Wada, que marcou 22 pontos, e Mayu Ishikawa, com 19. A defesa japonesa, conhecida por sua eficiência, conseguiu 86 recepções positivas, mas falhou na virada de bola em momentos cruciais. O bloqueio, com apenas seis pontos, foi um dos pontos fracos diante do ataque turco, que anotou 12 pontos nesse fundamento.
A derrota coloca o Japão na disputa pelo bronze, marcada para 7 de setembro, às 5h30 (horário de Brasília), contra o perdedor de Brasil x Itália. Apesar do revés, a campanha japonesa foi sólida, com vitórias expressivas na primeira fase e nas oitavas, consolidando sua competitividade.
Contexto do Mundial de 2025
O Campeonato Mundial de Vôlei Feminino de 2025, realizado na Tailândia, é a 20ª edição do torneio, que pela primeira vez conta com 32 seleções, um aumento em relação às 24 das edições anteriores. A competição, organizada pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), ocorre entre 22 de agosto e 7 de setembro, com jogos distribuídos em quatro cidades tailandesas. A final, no Indoor Stadium Huamark, em Bangkok, está marcada para as 9h30 de domingo, com transmissão ao vivo no Brasil.
A Turquia, que nunca havia chegado tão longe, enfrenta agora a pressão de uma decisão histórica. O adversário será conhecido após o confronto entre Brasil e Itália, duas equipes com tradição e títulos mundiais. A Itália, atual campeã da Liga das Nações, e o Brasil, que busca seu primeiro ouro no Mundial, prometem um jogo equilibrado, com implicações diretas para a final.
Força tática da Turquia
A Turquia demonstrou um jogo coletivo sólido, com ajustes táticos que neutralizaram o Japão após o primeiro set. O bloqueio foi um diferencial, com 12 pontos contra seis das adversárias. A equipe também se destacou no ataque, com 58 pontos contra 55 do Japão, e manteve a consistência mesmo sob pressão.
- Bloqueio: 12 pontos, com destaque para Eda Erdem.
- Ataque: 58 pontos, liderados por Vargas e Karakurt.
- Técnico: Daniele Santarelli, campeão mundial com a Sérvia em 2022.
- Estratégia: Ajustes após o primeiro set garantiram a virada.
O trabalho de Santarelli, que assumiu a equipe em 2023, tem sido fundamental. Sua experiência em competições de alto nível trouxe uma mentalidade agressiva e confiante, refletida na campanha invicta até a semifinal.
Expectativas para a final
A Turquia agora se prepara para a decisão, que pode marcar a consagração de sua ascensão no vôlei mundial. Enfrentar Brasil ou Itália será um desafio, especialmente após os confrontos em Paris 2024, quando as turcas perderam a semifinal para a Itália e o bronze para o Brasil. A final oferece uma chance de redenção e de conquistar um título inédito.
A torcida turca, que lotou as redes sociais com mensagens de apoio, espera que Vargas e suas companheiras mantenham o nível de atuação. A levantadora Cansu Özbay, em entrevista após o jogo, destacou a emoção do momento: “Parece um sonho. Vamos esquecer essa partida e focar na final.” A declaração reflete o espírito de uma equipe que, mesmo diante de um feito histórico, mantém os pés no chão.
Preparação para o futuro
A chegada à final coloca a Turquia em um novo patamar no vôlei feminino. O país, que começou a investir na modalidade na década de 2010, colhe os frutos de um trabalho de base e da naturalização de talentos como Vargas. A combinação de jogadoras jovens, como Karakurt, com a experiência de veteranas como Eda Erdem, cria uma base sólida para os próximos anos.
O Mundial de 2025 também marca a consolidação de Santarelli como um dos grandes técnicos da atualidade. Sua capacidade de extrair o melhor de suas jogadoras será testada na final, onde a Turquia enfrentará uma adversária com mais experiência em decisões. Independentemente do resultado, a campanha já é um marco para o vôlei turco.














