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Internacional acerta saída de Enner Valencia para Pachuca e prioriza economia financeira na reta final da janela

Enner Valencia
Enner Valencia - Foto: Instagram

O atacante equatoriano Enner Valencia, de 35 anos, está de saída do Internacional para o Pachuca, do México, em um acordo fechado nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, em Porto Alegre. O negócio, revelado por fontes próximas à negociação, envolve a rescisão antecipada do contrato que o jogador tinha até junho de 2026 com o clube gaúcho, aliviando a folha salarial em cerca de 15 milhões de reais. Valencia, capitão da seleção equatoriana, aprovou a transferência, que marca seu retorno ao clube onde brilhou entre 2013 e 2014, e agora segue para exames médicos e assinatura do novo vínculo. A movimentação ocorre na reta final da janela de transferências mexicana, impulsionada pela busca do Pachuca por reforços experientes e pela necessidade do Inter de equilibrar as finanças. O equatoriano, contratado em julho de 2023 como grande promessa de gols, acumula 31 tentos em 100 partidas pelo Colorado, mas viu seu espaço diminuir em 2025 devido a irregularidades e críticas da torcida.

A trajetória de Valencia no Beira-Rio começou com entusiasmo, mas evoluiu para um período de altos e baixos. Contratado por cerca de 20 milhões de euros em parceria com a EstrelaBet, ele chegou como artilheiro da seleção equatoriana e ídolo na Copa do Mundo de 2022, onde marcou três gols. Nos primeiros meses, contribuiu com gols decisivos, como na vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar na Libertadores, mas lesões e oscilações o colocaram no banco em várias rodadas do Brasileirão.

  • Gols por temporada: 13 em 2023, 11 em 2024 e apenas 7 em 2025 até o momento.
  • Assistências totais: 6, com destaque para jogadas em contra-ataques rápidos.
  • Títulos conquistados: Campeonato Gaúcho de 2024, onde marcou na final contra o Grêmio.

Essa estatística reflete o declínio recente, com o equatoriano entrando como substituto em 60% dos jogos deste ano. O técnico Roger Machado, que o escalou em momentos chave, admitiu publicamente a perda de ritmo, mas elogiou sua liderança em vestiários. A torcida, porém, manifestou insatisfação em partidas como o empate contra o Fortaleza, onde Valencia desperdiçou chances claras.

A negociação ganhou força após o jogo da seleção equatoriana contra a Argentina, na terça-feira, 9 de setembro, em Guayaquil. Valencia marcou o gol da vitória por 1 a 0 de pênalti, completando 100 jogos pela La Tri e se tornando o maior artilheiro histórico com 46 gols. Seu empresário, Gonzalo Vargas, confirmou sondagens internacionais, descartando retorno imediato ao Equador. O Pachuca, administrado por um grupo empresarial sólido, viu na contratação uma oportunidade de resgatar o melhor do jogador, que foi artilheiro da Liga MX em 2014 com 18 gols em 25 jogos.

Passagem marcante pelo Internacional

Valencia desembarcou em Porto Alegre em julho de 2023, recebido como sócio honorário no Gigantinho lotado. Sua estreia veio no Gauchão, com gol contra o Ypiranga, gerando otimismo para o Brasileirão. O equatoriano se adaptou rapidamente ao estilo de jogo do Inter, baseado em transições rápidas e bolas aéreas, explorando sua altura de 1,78 metro e força física.

Em 2023, ele foi peça fundamental na campanha do Gauchão, marcando 13 gols e ajudando na conquista do título estadual. Destaque para o hat-trick contra o Caxias nas semifinais, que garantiu a vaga na final. No Brasileirão, contribuiu com oito gols, incluindo um de falta na vitória sobre o Palmeiras por 2 a 1. Sua parceria com Wanderson e Alan Patrick criou jogadas perigosas, com Valencia finalizando cruzamentos precisos.

No ano seguinte, 2024, o desempenho manteve-se estável inicialmente, com 11 gols em competições variadas. Ele brilhou na Copa do Brasil, marcando nas oitavas contra o Atlético-MG, mas uma lesão muscular o afastou por seis semanas. Ao retornar, enfrentou concorrência de Rafael Borré, contratado por 33 milhões de reais, o que o relegou a opções secundárias. Ainda assim, Valencia somou assistências importantes na Libertadores, como na classificação contra o River Plate.

A temporada de 2025, porém, trouxe desafios maiores. Com apenas sete gols em 32 jogos, o atacante sofreu com um jejum de quatro meses sem marcar pelo clube, contrastando com sua forma na seleção. Críticas surgiram após derrotas como a para o Flamengo por 2 a 0, onde errou um pênalti. O Inter, pressionado por finanças após gastos de 41 milhões em reforços, viu na venda uma saída para liberar verbas.

Valencia expressou gratidão ao clube em declarações recentes, destacando o apoio da torcida nos momentos difíceis. Sua liderança como capitão da seleção influenciou positivamente o elenco colorado, especialmente em treinamentos de finalização.

Retorno ao Pachuca e história no México

O Pachuca representa um capítulo nostálgico na carreira de Valencia. Chegou ao clube em 2014, vindo do Emelec, por uma taxa de transferência não divulgada na época. Lá, explodiu como artilheiro, conquistando a Liga MX e o Golden Boot com 18 gols. Seu estilo versátil, combinando velocidade e precisão em chutes de média distância, o tornou ídolo na “Bella Airosa”.

Após o sucesso, transferiu-se para o West Ham por 12 milhões de libras, mas manteve laços com o México ao jogar no Tigres entre 2017 e 2020, marcando 34 gols em 118 partidas e vencendo a Liga MX duas vezes. O retorno agora, aos 35 anos, visa recuperar protagonismo em um campeonato que conhece bem, especialmente com a janela mexicana aberta até o fim do mês.

O clube mexicano, atual campeão da Concacaf Champions Cup, busca reforços para a Liga MX e a Copa do Mundo de Clubes em 2026. Valencia, com experiência em Copas do Mundo (2014 e 2022), se encaixa no perfil de veterano para mentorear jovens como Salomón Rondón. Fontes indicam que o salário será similar ao do Inter, cerca de 900 mil reais mensais, mas com bônus por gols.

  • Conquistas no México: Artilheiro da Liga MX 2014 (Clausura), bicampeão da liga com Tigres.
  • Gols totais: 52 em 143 jogos por Pachuca e Tigres.
  • Recordes pessoais: Hat-trick contra UNAM em playoffs de 2014.

Essa volta pode revitalizar a carreira de Valencia, que prioriza minutos para se preparar para a Copa de 2026, onde o Equador já está classificado.

Impacto financeiro no Internacional

A saída de Valencia surge em momento estratégico para o Inter, que acumula receitas de 206 milhões de reais com vendas em 2025, superando metas orçamentárias. O clube vendeu Wesley ao Al-Rayyan por 27 milhões e Alemão ao Rayo Vallecano por 8,5 milhões, mas enfrenta custos altos com salários. A rescisão libera espaço para investimentos em jovens da base, como Gabriel Carvalho, negociado por 30 milhões.

Diretores colorados negociaram há meses, rejeitando propostas iniciais da MLS e de clubes brasileiros por valores baixos. O acordo com o Pachuca, sem taxa de transferência, foca na economia de 15 milhões restantes no contrato. Isso permite foco na Libertadores e no Brasileirão, onde o Inter briga por G-4.

O impacto no elenco é imediato: Borré assume como titular absoluto, com Mathias como reserva. Roger Machado elogiou a profissionalidade de Valencia, que treinou extra para manter forma durante as Eliminatórias.

Carreira internacional de Valencia

Valencia é ícone da seleção equatoriana desde 2012, com 100 jogos e 46 gols. Debutou contra Honduras, marcando em empate por 2 a 2. Na Copa de 2014, anotou contra Suíça e França. Em 2022, no Catar, tornou-se o primeiro equatoriano a marcar em estreias de Copas, com três gols em dois jogos.

Pela La Tri, venceu eliminatórias para 2026 e Copas América em 2015 e 2016. Seu gol contra a Argentina nas Eliminatórias de 2025 reforçou o status de maior artilheiro. O técnico Sebastián Beccacece o defende publicamente, destacando sua resiliência apesar de momentos ruins no clube.

  • Gols em Copas do Mundo: 6, recorde equatoriano.
  • Títulos com seleção: Nenhum, mas vice na Copa América 2024.
  • Convocações em 2025: Todas as datas FIFA, com 5 gols em 8 jogos.

Sua liderança inspira a nova geração equatoriana, como Moisés Caicedo.

Futuro no Pachuca e perspectivas

No México, Valencia reencontra um ambiente familiar, com torcida apaixonada e estilo de jogo que favorece contra-ataques. O Pachuca, sob comando de Guillermo Almada, planeja usá-lo como referência no ataque, ao lado de jogadores como Oussama Idrissi. A adaptação deve ser rápida, dada a experiência prévia.

O Inter, por sua vez, usa a liberação para planejar 2026, com foco em sustentabilidade financeira. A torcida divide opiniões: alguns lamentam a saída de um ídolo, outros veem alívio pela irregularidade recente.

Valencia deve viajar nos próximos dias para Hidalgo, sede do Pachuca, onde exames e assinatura selarão o acordo. Sua passagem pelo Inter, apesar dos tropeços, deixa legado de gols e momentos inesquecíveis no Gauchão.

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