Esportes

João Fonseca supera Sakellaridis por 2 a 0 e coloca Brasil à frente da Grécia na Copa Davis em Atenas

João Fonseca
João Fonseca - Foto: Instagram

João Fonseca, número 1 do Brasil e 42º do ranking mundial da ATP, conquistou uma vitória importante por 2 sets a 0 sobre o grego Stefanos Sakellaridis, 286º colocado, com parciais de 7/5 e 6/3, neste sábado em Atenas, na Grécia, pela abertura do confronto do Grupo Mundial I da Copa Davis 2025. O jogo, disputado na quadra dura do OAKA Spyros Louis, durou 1 hora e 51 minutos e colocou o Time Brasil à frente no placar, destacando a solidez do jovem carioca de 19 anos em sua terceira partida pela competição nacional. A partida ocorreu no contexto de uma repescagem crucial, onde o vencedor garante vaga nos qualifiers de 2026, e Fonseca demonstrou resiliência ao salvar break points iniciais, quebrando o serviço do adversário em momentos chave para assegurar o triunfo.

O capitão Jaime Oncins optou pela escalação com Fonseca liderando os simples, visando explorar sua forma ascendente após uma temporada de avanços no circuito ATP. A torcida local, majoritariamente grega, criou pressão extra, mas o brasileiro manteve o foco, utilizando seu saque potente e forehand agressivo para dominar os rallies. Essa vitória marca o início promissor para o Brasil, que busca manter a divisão principal após a derrota anterior para a França, e reflete o porquê de Fonseca ser visto como o principal talento emergente do país no tênis masculino. O confronto prossegue com Thiago Wild enfrentando Stefanos Tsitsipas ainda neste sábado, e no domingo, as duplas Rafael Matos e Marcelo Melo desafiam os irmãos Tsitsipas.

A partida começou com intensidade, com Sakellaridis, de 1,98m e conhecido por saques abertos, pressionando o saque de Fonseca logo no primeiro game, forçando um break point que o brasileiro salvou com um ace preciso.

Fonseca respondeu com devoluções agressivas, mas o grego equilibrou os games iniciais, fechando o segundo sem ceder pontos.

Detalhes do primeiro set

O equilíbrio prevaleceu nos games iniciais, com Fonseca salvando outro break point no terceiro game através de uma defesa sólida e contra-ataque com backhand. Sakellaridis manteve o ritmo, mas o brasileiro, aos poucos, ajustou sua posição na quadra, explorando erros não forçados do adversário. No quinto game, Fonseca pressionou o saque grego, mas não converteu chances imediatas. O set seguiu sem quebras até o 11º game, onde o carioca sacou para o set em 6/5, confirmando com tranquilidade. No game decisivo, Sakellaridis salvou o primeiro set point com uma passada longa, mas errou na devolução subsequente, permitindo a quebra que fechou o set em 7/5. Essa parcial durou cerca de 52 minutos, com Fonseca registrando 80% de primeiros serviços e 4 aces, enquanto o grego cometeu 12 erros não forçados.

  • Fonseca salvou dois break points nos primeiros três games, demonstrando resiliência mental.
  • O grego usou saques abertos para variar ângulos, mas errou em momentos críticos.
  • O brasileiro teve 65% de pontos ganhos no primeiro saque, superiorizando o rival.
  • A quebra veio após um erro de direita de Sakellaridis no segundo set point.
  • A torcida grega aplaudiu o esforço local, mas o silêncio prevaleceu na vitória brasileira.

Estratégias no segundo set

Fonseca abriu o segundo set com confiança, salvando um break point no game inicial em uma troca longa de 12 trocas, onde seu forehand cruzado forçou o erro do grego. No game seguinte, o brasileiro conquistou sua segunda quebra da partida, acelerando o forehand para abrir 2/0. Sakellaridis, visivelmente frustrado, recebeu atendimento médico por dores na coxa direita após o quarto game, mas retornou determinado, reduzindo para 3/1 com um saque vencedor. Fonseca, no entanto, administrou a vantagem, confirmando seu saque para 4/1 e pressionando novamente no sétimo game. O grego salvou dois match points quando vencia 5/2, estendendo o game com defesas tenazes, mas no nono game, Fonseca fechou com um ace após salvar três break points. Essa parcial destacou a maturidade do jovem, que evitou erros desnecessários e usou variações como drops para desestabilizar o alto adversário. O placar final refletiu a superioridade brasileira, com Fonseca somando 28 winners contra 18 do grego.

A vitória eleva o moral do time, especialmente após uma preparação intensa em Belo Horizonte, onde Oncins ajustou táticas para o piso duro.

Trajetória de João Fonseca na Davis

João Fonseca acumula agora três vitórias em cinco jogos pela Copa Davis, mostrando evolução desde sua estreia em 2024. O carioca, que subiu 150 posições no ranking em 2025, chega à competição após semifinais em challengers europeus e uma vitória sobre top 50 no US Open. Sua participação reflete o investimento da Confederação Brasileira de Tênis em jovens talentos, com Fonseca treinando ao lado de veteranos como Marcelo Melo. Em Atenas, ele enfrentou condições quentes e um público hostil, mas adaptou seu jogo agressivo ao piso rápido, priorizando o saque com média de 125 km/h. Essa performance reforça sua liderança no ranking nacional, superando Thiago Wild, e posiciona o Brasil como azarão viável no grupo. Oncins elogiou a consistência do pupilo em entrevistas pós-treino, destacando sua capacidade de lidar com pressão internacional.

  • Terceira vitória na Davis, com aproveitamento de 60% em sets disputados.
  • Subida de 150 posições no ATP em 2025, incluindo título em challenger na Ásia.
  • Treinamento focado em devoluções contra saques altos, eficaz contra Sakellaridis.
  • Média de 7 aces por partida na competição, contribuindo para 75% de games no saque.
  • Parceria com coach Daniel Ferreira, enfatizando mentalidade para duelos por nações.

O rival Stefanos Sakellaridis

Stefanos Sakellaridis, de 24 anos, representa a segunda força grega atrás de Tsitsipas, com experiência limitada no ATP principal, somando apenas três vitórias em seis jogos de nível superior em 2025. O tenista de Salamina, com físico imponente, apostou em saques potentes e slices para variar, mas errou em 22% dos pontos no segundo saque, permitindo que Fonseca explorasse. Sua participação na Davis marca o retorno após lesão em 2024, e o jogo em casa trouxe motivação extra, mas a frustração culminou em arremesso de raquete após match points salvos. Sakellaridis, que alcançou quartas em futures europeus, busca consistência para subir no ranking, e essa derrota expõe desafios contra tops 50. No histórico, ele nunca venceu um brasileiro no circuito, e o confronto com Wild no domingo pode ser decisivo se o Brasil avançar.

O grego recebeu elogios do capitão local por sua garra, mas precisa ajustar erros para contribuir mais na equipe.

Preparação do Time Brasil

A equipe brasileira chegou a Atenas na quarta-feira, adaptando-se ao fuso horário de seis horas à frente de Brasília e ao clima mediterrâneo de 28 graus. Jaime Oncins, capitão desde 2023, escalou Fonseca como singlista um pela primeira vez em 2025, priorizando sua forma recente. Thiago Wild, 146º do mundo, treina para enfrentar Tsitsipas, focando em retornos contra o backhand do grego. As duplas Matos e Melo, vice-campeões de Grand Slam em 2024, preparam-se para o domingo, com Melo destacando a química em treinos. Matheus Pucinelli serve como reserva, pronto para eventuais substituições. A logística incluiu sessões de recuperação com fisioterapeutas, e o time evitou jet lag com rotinas leves. Essa preparação visa não só a vitória imediata, mas a permanência na elite da Davis, após campanha irregular em 2024.

  • Adaptação ao piso duro com treinos de quatro horas diárias na Grécia.
  • Oncins ajustou escalação com base em rankings e formas recentes.
  • Melo e Matos simulam jogos contra irmãos Tsitsipas em duplas mistas.
  • Nutrição focada em hidratação para combater o calor ateniense.
  • Reserva Pucinelli treina devoluções para possíveis jogos de simples.

Próximos confrontos no domingo

O domingo inicia às 11h15 de Brasília com as duplas, onde Matos e Melo enfrentam Petros e Stefanos Tsitsipas em duelo de experiência. A parceria brasileira, com 12 títulos ATP, aposta em volleys precisos contra o jogo de base dos gregos. Em seguida, às 14h, Fonseca encara Tsitsipas, 27º do mundo e ex-top 3, em confronto inédito que pode definir a série. Tsitsipas, com histórico de 500 vitórias no ATP, chega após vitória sobre Wild, mas Fonseca planeja explorar erros no forehand do grego. Se necessário, Wild joga contra Sakellaridis para o ponto decisivo. A transmissão ocorre pela Cazé TV e Sporty Net, com público estimado em 5 mil no OAKA. O vencedor avança aos qualifiers de fevereiro de 2026, enquanto o perdedor cai para o Grupo II.

Fonseca mencionou em entrevista pós-jogo a honra de representar o país, destacando a pressão única da Davis.

Histórico Brasil x Grécia na Davis

Os times se enfrentaram apenas uma vez, em 1963, com vitória brasileira por 4 a 1 em São Paulo, mas o tênis evoluiu desde então. O Brasil busca terceira permanência consecutiva no Grupo I, após rebaixamentos em 2022. A Grécia, impulsionada por Tsitsipas desde 2018, alcançou quartas em 2020, mas luta com profundidade no elenco. Em 2025, o formato de melhor de cinco jogos favorece times equilibrados, e o Brasil entra como leve favorito pelo ranking médio de 100 contra 150 dos gregos. Confrontos recentes de brasileiros contra gregos mostram equilíbrio, com Wild vencendo Sakellaridis em challenger italiano. Essa série em Atenas testa a resiliência do Time Brasil em ambiente hostil, similar à campanha de 1992 com vitória sobre a Alemanha.

  • Único duelo em 1963, com Thomaz Koch liderando o Brasil a 4-1.
  • Grécia subiu com Tsitsipas, alcançando top 8 em 2019.
  • Brasil tem 28 participações no Grupo I, contra 5 da Grécia.
  • Ranking médio brasileiro: 100; grego: 150, favorecendo Oncins.
  • Formato atual privilegia duplas, ponto forte do Brasil com Melo-Matos.

Impacto da vitória para Fonseca

Essa vitória consolida Fonseca como pilar do tênis brasileiro, com 15 triunfos em ATP e challengers em 2025, incluindo final em Buenos Aires. Aos 19 anos, ele iguala marcas de Guga Kuerten em ascensão rápida, e a Davis acelera sua maturidade para majors. O jogo expôs sua capacidade de salvar 100% dos break points, com 28 winners e apenas 18 erros. Treinadores destacam seu saque melhorado, agora com 70% de pontos no primeiro serviço. Para o domingo, Fonseca estuda vídeos de Tsitsipas, focando em rallies longos para desgastá-lo. Essa performance atrai olhares de academias europeias, mas ele permanece baseado no Rio, com apoio da CBT.

A equipe comemora discretamente, priorizando recuperação para o dia decisivo.

To Top