Esportes

Neymar detona resultado da Bola de Ouro com Raphinha em 5º: “Sacanagem” ecoa após temporada histórica

Raphinha Barcelona
Raphinha Barcelona - Foto: Instagram

Ousmane Dembélé ergueu o troféu da Bola de Ouro 2025 em Paris, mas o momento de glória para o francês do PSG veio acompanhado de controvérsias que dominaram as discussões no mundo do futebol. A premiação, realizada no Théâtre du Châtelet, coroou o atacante como o melhor jogador da temporada 2024-25 após uma campanha brilhante que incluiu a conquista inédita da Champions League pelo clube parisiense. Jornalistas de 100 países votaram, priorizando atuações individuais e coletivas, e o resultado finalizou com Lamine Yamal em segundo, Vitinha em terceiro e Mohamed Salah em quarto. No entanto, a quinta posição de Raphinha, do Barcelona, transformou a noite em um palco de debates acalorados.

Neymar, atualmente no Santos, não conteve a indignação e usou as redes sociais para manifestar apoio ao compatriota. Em um comentário direto e sem filtros, o craque brasileiro escreveu que a colocação representava uma “sacanagem demais”, gerando milhares de interações em poucas horas. Essa reação rápida destacou não apenas a lealdade entre os jogadores da Seleção Brasileira, mas também o sentimento coletivo de torcedores que viram em Raphinha um dos pilares de uma temporada vitoriosa no Barcelona.

A cerimônia, organizada pela France Football em parceria com a UEFA e o jornal L’Équipe, premiou ainda outros destaques, como Aitana Bonmatí no feminino e Luis Enrique como melhor técnico. Dembélé, com lágrimas nos olhos ao receber o troféu das mãos de Ronaldinho Gaúcho, agradeceu ao PSG e à seleção francesa, enfatizando o trabalho em equipe que o levou ao topo. Sua trajetória, marcada por lesões no passado, serviu como narrativa inspiradora para a edição de 2025.

  • Principais prêmios da noite: Bola de Ouro masculina para Dembélé, feminina para Bonmatí e Troféu Kopa para Yamal.
  • Votação: Baseada em pontos atribuídos por posição, com ênfase em gols, assistências e títulos coletivos.
  • Local: Théâtre du Châtelet, em Paris, com presença de lendas como Zidane e Henry.
  • Impacto imediato: Aumentou o engajamento nas redes, com hashtags relacionadas ultrapassando um milhão de usos.

Temporada estelar de Raphinha pelo Barcelona

Raphinha transformou dúvidas iniciais em uma performance dominante durante a temporada 2024-25, assumindo o papel de protagonista no ataque do Barcelona sob o comando de Hansi Flick. O brasileiro, contratado em 2022 por 58 milhões de euros, acumulou números impressionantes que o colocaram entre os cotados para o prêmio máximo. Em 57 partidas oficiais, ele registrou 34 gols e 25 assistências, números que superaram muitos concorrentes diretos na votação da Bola de Ouro. Sua versatilidade como ponta direita permitiu que ele criasse jogadas decisivas, especialmente em duelos contra rivais como Real Madrid e na campanha europeia.

O técnico alemão reposicionou o jogador de forma centralizada, atrás de Robert Lewandowski, o que potencializou sua capacidade de drible e finalização. Raphinha brilhou na La Liga, onde o Barcelona conquistou o título com folga, e na Copa do Rei, faturando o troféu pela primeira vez em sua passagem pelo clube. Apesar da eliminação nas semifinais da Champions para a Inter de Milão, suas contribuições na competição continental foram inegáveis, incluindo gols em fases eliminatórias que mantiveram o time vivo.

Essa evolução não passou despercebida por companheiros e rivais. Lewandowski, em entrevistas pós-jogo, elogiou a maturidade tática do brasileiro, enquanto analistas europeus destacaram sua consistência ao longo de 64 jogos no total, incluindo compromissos pela Seleção. Pela Canarinho, Raphinha somou quatro gols e uma assistência em eliminatórias para a Copa do Mundo, reforçando sua relevância internacional.

O impacto de Raphinha se estendeu além das estatísticas. Sua presença em campo elevou o rendimento coletivo do Barcelona, que formou um trio letal com Lamine Yamal e o polonês. Em um confronto memorável contra o Real Madrid pela Supercopa da Espanha, ele marcou dois gols e deu uma assistência na vitória por 5 a 2, sendo eleito o melhor em campo. Esses momentos de brilho individual contrastaram com a percepção de uma premiação que, para muitos, subestimou seu papel.

Reações de Neymar e o laço com Raphinha

Neymar, com sua experiência em cinco aparições no top-10 da Bola de Ouro entre 2013 e 2017, sabe o peso de uma colocação injusta. Seu comentário surgiu em resposta a uma postagem do jornalista Eduardo Semblano, no Instagram, que questionava o ranking final. “Raphinha em 5º é sacanagem demais”, escreveu o santista, acompanhado de um emoji de risada que misturava ironia e frustração. Essa interação viralizou rapidamente, acumulando mais de 500 mil curtidas e compartilhamentos em menos de 24 horas.

A amizade entre os dois, forjada na Seleção Brasileira, adicionou camadas à polêmica. Ambos compartilharam vestiários em Copas América e eliminatórias, onde Raphinha frequentemente elogiava a liderança de Neymar. Em fevereiro de 2024, o próprio Ney já havia brincado com Dembélé em uma postagem similar, curtindo memes que comparavam suas temporadas. Essa história de deboches leves evoluiu para uma defesa ferrenha, mostrando como o futebol brasileiro se une em momentos de suposta injustiça.

Torcedores e ex-jogadores ecoaram o sentimento. No X, posts com a frase de Neymar ultrapassaram 200 mil menções, misturando memes satíricos com análises técnicas. Um podcast popular dedicou uma hora inteira ao tema, debatendo se a votação priorizou o brilho coletivo do PSG sobre as conquistas domésticas do Barcelona.

Conquistas do PSG impulsionam Dembélé ao topo

O Paris Saint-Germain dominou a narrativa da Bola de Ouro 2025 com uma temporada de redenção, conquistando a Champions League pela primeira vez em sua história. Dembélé, contratado em 2023 por 50 milhões de euros, foi o motor desse sucesso, marcando 33 gols e distribuindo 20 assistências em competições variadas. Sua velocidade e visão de jogo se destacaram na final contra o Bayern de Munique, onde ele abriu o placar com um belo chute de fora da área.

Além do título europeu, o clube francês levou a Ligue 1 com cinco pontos de vantagem, a Taça da França e a Supercopa. Luis Enrique, premiado como melhor técnico, creditou ao atacante a capacidade de desequilibrar defesas adversárias. Dembélé, nascido em Vernon em 1997, superou críticas por lesões passadas no Barcelona e Dortmund, provando resiliência em uma campanha com apenas duas ausências por contusão.

O valor de mercado do francês subiu para 90 milhões de euros, refletindo seu salário semanal de 346 mil euros no PSG. Bonificações por metas, incluindo a Bola de Ouro, foram ativadas, elevando sua remuneração anual para 18 milhões de euros. Essa trajetória inspirou jovens em academias francesas, com o prêmio marcando o sexto francês vencedor, atrás apenas da Espanha em número de laureados.

  • Títulos do PSG em 2024-25: Champions League, Ligue 1, Taça da França e Supercopa da França.
  • Números de Dembélé: 33 gols e 20 assistências em 52 jogos, quarto em participações diretas na Europa.
  • Destaques: Gols decisivos nas quartas e semifinais da Champions, incluindo contra o Real Madrid.
  • Reconhecimento: Troféu Yashin para Donnarumma e Troféu Clube do Ano para o PSG.
  • Futuro: Contrato até 2028, com rumores de renovação após o prêmio.

Comparação entre os top-5 da premiação

A votação da Bola de Ouro considerou critérios como gols, assistências, minutos em campo e impacto em títulos. Dembélé liderou com 33 gols e 20 assistências, impulsionado pela Champions, enquanto Yamal, com 28 gols e 18 assistências em 50 jogos, impressionou pela juventude no Barcelona. Vitinha, terceiro colocado, contribuiu com 15 gols e 22 assistências no meio-campo do PSG, destacando-se em passes decisivos.

Salah, quarto, manteve consistência no Liverpool com 34 gols e 16 assistências, mas sem troféus europeus. Raphinha, em quinto, superou todos em minutos jogados (4.200) e participações totais (59), mas a ausência de um título continental pesou. Sua campanha na La Liga incluiu 22 gols, e na Champions, 13 gols como artilheiro, empatado com Guirassy.

Essa disparidade gerou questionamentos sobre o equilíbrio entre méritos individuais e coletivos. Analistas notaram que, desde 2015, oito brasileiros entraram no top-10, reforçando a tradição, mas destaques como Raphinha lembram casos passados, como Ribéry em 2013, vice sem prêmio apesar de triplete.

Raphinha estendeu contrato até 2028, sinalizando compromisso com o Barcelona. Sua adaptação ao estilo de Flick, com posicionamento mais central, rendeu 39 gols totais na temporada, incluindo pela Seleção. Em jogos contra o Atlético de Madrid, ele marcou hat-tricks que viraram clássicos recentes.

O Barcelona celebrou publicamente a colocação, postando mensagens de orgulho no site oficial. Companheiros como Yamal, que dividiu o ataque, destacaram a química em entrevistas, enquanto Flick enfatizou o crescimento coletivo.

Histórico de controvérsias na premiação

A Bola de Ouro, criada em 1956 pela France Football, sempre gerou debates por critérios subjetivos. Em 2024, Rodri venceu priorizando defesa, invertendo o foco ofensivo tradicional. Dembélé seguiu essa linha, ecoando Zidane em 1998 com ênfase em conquistas. Casos como o de Ribéry, preterido por Messi em 2013, ou Sneijder em 2010, alimentam narrativas de injustiças.

No Brasil, a reação a Raphinha revive memórias de Kaká em 2007, último vencedor nacional. Desde então, nomes como Neymar e Vini Jr. chegaram perto, mas sem o troféu. A edição de 2025, com votação expandida para 100 países, buscou maior representatividade, mas falhas percebidas persistem.

Posts no X capturaram o humor ácido dos fãs, com ilustrações de troféus “roubados”. Lives e podcasts somaram horas de análise, enquanto o Barcelona emitiu nota de apoio. Essa dinâmica reforça o prêmio como catalisador de conversas globais.

  • Edições polêmicas: 2010 (Sneijder ignorado), 2013 (Ribéry vice) e 2024 (Rodri sobre atacantes).
  • Critérios: 50% individual, 30% coletivo e 20% fair play, segundo France Football.
  • Evolução: Parceria UEFA desde 2024 ampliou visibilidade.
  • Representação brasileira: Oito no top-10 desde 2015, com Kaká como último vencedor.
  • Tendências: Foco crescente em jovens, como Yamal em segundo aos 17 anos.

Dembélé dedicou o prêmio à família e ao PSG, mencionando influências como Messi. Sua emoção no palco, entregue por Ronaldinho, simbolizou a ponte entre gerações. O francês, com 28 anos, planeja mais conquistas, incluindo a Copa do Mundo de 2026.

Raphinha, por sua vez, minimizou a colocação em coletiva pós-premiação, focando no coletivo. Sua extensão contratual reflete confiança mútua com o clube, que vê nele um pilar para a próxima Champions.

To Top