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CBF aprova novo calendário para 2026: estaduais encurtados e Brasileirão de janeiro a dezembro

Presidente da CBF, Samir Xaud
Presidente da CBF, Samir Xaud - Foto: rafaelribeirorio / CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta quarta-feira, 1º de outubro de 2025, no Rio de Janeiro, o calendário do futebol brasileiro para o período de 2026 a 2029. As alterações visam equilibrar o número de partidas e ampliar oportunidades para clubes de diferentes divisões. Entre as principais mudanças, destacam-se a redução das datas dos campeonatos estaduais e o alongamento do Campeonato Brasileiro Série A para 11 meses.

Os estaduais ocorrerão de 11 de janeiro a 8 de março, limitados a 11 datas, o que representa uma diminuição em relação às 15 ou 16 datas habituais. O Brasileirão Série A iniciará em 28 de janeiro e terminará em 2 de dezembro, permitindo sobreposição inicial com os torneios regionais. A CBF justifica as modificações como forma de otimizar o planejamento dos clubes e atender a demandas internacionais, como a Copa do Mundo de 2026.

A Copa do Brasil passará por expansão, com 126 participantes em 2026 e 128 em 2027, encerrando o ano futebolístico em 6 de dezembro. Clubes da Série A entrarão apenas na quinta fase, enquanto as fases iniciais serão disputadas por equipes de divisões inferiores.

Estaduais e Brasileirão ajustados

Os campeonatos estaduais, tradicionais no início do ano, enfrentam redução para adequar o calendário nacional. As federações já foram notificadas para adaptar formatos, priorizando eficiência.

Com 11 datas disponíveis, os torneios estaduais terão fases mais compactas, incluindo semifinais e finais em semanas dedicadas. Isso libera espaço para o Brasileirão Série A, que ganha duração estendida de janeiro a dezembro.

A sobreposição entre estaduais e nacional ocorrerá nas primeiras rodadas, mas as finais estaduais contarão com pausa no Brasileirão. A CBF estima que essa estrutura beneficie o descanso de atletas e o apelo comercial das competições.

Formato ampliado da Copa do Brasil

A Copa do Brasil ganha mais participantes e um calendário mais enxuto nas fases preliminares. De 92 para 126 times em 2026, o torneio distribui vagas de forma mais inclusiva.

  • Primeira fase: 28 clubes dos piores ranqueados, em jogos únicos.
  • Segunda fase: 74 ranqueados melhores mais 14 avançados, também em partida única.
  • Terceira fase: 4 campeões regionais (Nordeste, Verde, Série C e D) mais 44 classificados.
  • Quarta fase: 24 times em confrontos únicos.
  • Quinta fase: 20 da Série A mais 12 avançados, iniciando o mata-mata.

Nas oitavas, quartas e semifinais, os jogos serão de ida e volta. A final, em 6 de dezembro, ocorrerá em partida única, com local escolhido por critérios como capacidade e acesso para torcedores. Entre semifinal e decisão, há intervalo de um mês para planejamento de viagens.

A expansão inclui 102 vagas de estaduais, contra 80 anteriores, e reserva para campeões regionais na terceira fase. Todos os times da Série A estão garantidos, entrando na reta final da competição.

Criação de torneios regionais

A CBF introduz competições para fortalecer a base da pirâmide futebolística, abrangendo todas as federações. Esses torneios ocorrerão entre março e junho, em 10 datas cada.

A Copa Sul-Sudeste reunirá 12 clubes, com duas vagas por estado de Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Clubes em competições Conmebol, como Libertadores, ficarão fora desses regionais.

A Copa do Nordeste expandirá para 20 times, divididos em grupos, ampliando em relação aos 16 de 2025. Bahia e Ceará terão três representantes cada, baseados no ranking de federações.

Detalhes das copas regionais

A reformulação da Copa Verde divide o torneio em subcompetições para maior equilíbrio. A Copa Norte e a Copa Centro-Oeste serão disputadas paralelamente, com vencedores se enfrentando na final da Verde.

Clubes do Espírito Santo integrarão a Copa Centro-Oeste, junto a times do Centro-Oeste. Essa divisão garante representatividade e evita desequilíbrios regionais nos confrontos.

Os regionais não incluirão equipes em torneios sul-americanos, priorizando clubes médios. A CBF planeja que esses torneios adicionem 82 vagas em competições nacionais a partir de 2026.

A Copa do Nordeste manterá formato de grupos, mas com mais participantes para intensificar disputas. As vagas serão definidas por estaduais, favorecendo times bem ranqueados.

Expansão das séries nacionais

A Série D cresce de 64 para 96 clubes, aumentando em 50% o número de equipes com calendário nacional. Isso ocorre sem elevar as datas, mantendo 24 rodadas.

A primeira fase terá 16 grupos de seis times, com os seis melhores de cada subindo para fases seguintes. O campeão ganha vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil.

A Série C passará de 20 para 28 times, com ajustes no formato para acomodar o crescimento. Rebaixados da Série C e classificados via estaduais e copas estaduais preenchem as vagas iniciais.

Essa ampliação beneficia clubes tradicionais e emergentes, como América-RN, Portuguesa-SP e Sampaio Corrêa. Apenas quatro vagas ficam pendentes, via copas estaduais.

Cronograma geral do ano

O calendário de 2026 considera impactos internacionais, como a Copa do Mundo de 11 de junho a 19 de julho. O Brasileirão Série A pausará nesse período, com jogadores se apresentando às seleções em 1º de junho.

A Série B inicia em 21 de março e termina em 28 de novembro, enquanto a Série C vai de 5 de abril a 25 de outubro. A Série D começa em 5 de abril e acaba em 13 de setembro.

Libertadores e Sul-Americana mantêm datas tradicionais, de fevereiro a novembro. A CBF ajustou o calendário para evitar sobreposições com datas FIFA, garantindo mais descanso.

Em 2027, os efeitos plenos das mudanças serão notados, com menos impacto de eventos globais. A entidade prevê investimento adicional de R$ 82 milhões em competições.

Efeitos nos clubes e investimentos

Clubes da Série A disputarão até 16% menos partidas, graças à redução estadual e entrada tardia na Copa do Brasil. Isso otimiza a preparação física e reduz riscos de lesões.

A criação de regionais e expansão da Série D elevam o número de jogos organizados pela CBF em 11%. Times menores ganham visibilidade e receitas extras de premiações.

A CBF calcula incremento de 26% em clubes com divisão nacional, totalizando mais de 300 equipes ativas. Federações regionais adaptam formatos para alinhar com o novo modelo.

O foco em planejamento de quatro anos atenua dificuldades em 2026 e 2027, com melhorias plenas em 2028. Estádios para a Copa do Mundo Feminina de 2027 terão exclusividade FIFA durante o evento.

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