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Policiais civis do RJ terão salário integral em aposentadoria por acidente

Policia Civil
Policia civil - Foto: Tânia Rego/Arquivo/Agência Brasil

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) protocolou, em 6 de novembro de 2025, um projeto de lei que assegura aposentadoria integral a policiais civis, penais e agentes socioeducativos afastados por acidentes de trabalho, doenças profissionais ou relacionadas à atividade. A proposta, enviada pelo governador Cláudio Castro, altera a Lei Complementar nº 195/2021 e prevê proventos calculados com base no posto ocupado no momento da inatividade. O texto tramita em regime de urgência e pode ser votado nas próximas semanas. A medida busca valorizar agentes que enfrentam riscos na segurança pública.

O projeto também garante paridade, ajustando os proventos na mesma data e proporção dos salários dos servidores ativos. A iniciativa foi inspirada por casos como o do piloto Felipe Marques, baleado em operação.

Benefícios da proposta

A proposta estabelece que os proventos serão calculados com base no último posto ocupado pelo servidor. Isso corrige distorções em aposentadorias por incapacidade, que antes usavam a média salarial, reduzindo o valor recebido.

Além disso, a paridade assegura que os aposentados tenham reajustes iguais aos dos policiais na ativa, mantendo o poder aquisitivo.

Tramitação do projeto

O Projeto de Lei Complementar 46/25 foi publicado no Diário Oficial em 6 de novembro. Ele passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e comissões técnicas antes da votação em plenário.

A expectativa é que a Alerj vote o texto em até duas semanas, conforme anunciou o presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar.

Polícia Civil
Polícia Civil – Foto: ThalesAntonio / Shutterstock.com

Impacto para os agentes

A medida beneficia policiais civis, penais e agentes socioeducativos incapacitados permanentemente. O governo destaca que a proposta reconhece o risco inerente à profissão.

Segundo Taissa Guimarães, do Sindpol, a iniciativa valoriza os agentes que enfrentam situações de alto risco.

  • Aposentadoria integral baseada no último posto.
  • Paridade com salários dos policiais ativos.
  • Tramitação em regime de urgência na Alerj.

Contexto da iniciativa

O projeto foi motivado por casos graves, como o do piloto Felipe Marques, baleado na cabeça durante operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A proposta busca corrigir desigualdades e apoiar famílias de agentes incapacitados.

A Alerj também aprovou, em 5 de novembro, benefícios semelhantes para familiares de policiais militares mortos em serviço, reforçando a equiparação entre corporações.

Deputados como Carlos Augusto, que defende a causa há anos, celebraram o avanço, destacando a proteção às famílias dos agentes.

O governador Cláudio Castro justificou a proposta como forma de reconhecer o sacrifício dos profissionais de segurança pública.

Repercussão na categoria

A proposta foi bem recebida por sindicatos e representantes dos policiais. Taissa Guimarães, do Sindpol, afirmou que a medida é uma “bonificação” aos agentes que se arriscam pela sociedade.

O projeto também prevê promoção à classe superior para os aposentados por incapacidade, ampliando os benefícios.

Perspectiva de aprovação

O texto tramita em regime de urgência, o que acelera sua análise. A Alerj deve concluir a votação até o final de novembro, com possibilidade de sanção pelo governador Cláudio Castro em dezembro.

A proposta alinha o Rio à Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, reforçando a valorização profissional.

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