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Rodinei ex-Flamengo explica impacto de David Luiz em sua evolução técnica e sucesso atual no Olympiacos

Rodinei
Rodinei - X

O lateral-direito Rodinei vive um dos períodos mais sólidos de sua trajetória profissional aos 34 anos. Atualmente no Olympiacos, da Grécia, o jogador acumula gols importantes e status de ídolo local após sete temporadas defendendo o Flamengo. Em entrevista exclusiva ao ge, o atleta relembrou os momentos de superação e a mudança de postura que o levou ao auge técnico em solo europeu.

A transformação do defensor passou diretamente pela convivência com grandes nomes no Rio de Janeiro. Segundo Rodinei, o zagueiro David Luiz desempenhou um papel crucial ao fazê-lo compreender seu real potencial físico e técnico. Essa “virada de chave” mental permitiu que o lateral focasse mais nos treinamentos e no entendimento tático do jogo, deixando para trás a imagem de atleta focado apenas em brincadeiras.

Andreas Pereira, Rodinei e David Luiz
Andreas Pereira, Rodinei e David Luiz – Alexandre Vidal / CRF

O papel de David Luiz na evolução tática e profissional

A chegada de David Luiz ao Ninho do Urubu em 2021 alterou o destino de Rodinei no futebol. O zagueiro, com vasta experiência na Europa e em Copas do Mundo, foi o responsável por abrir os olhos do lateral sobre suas próprias capacidades. Rodinei relatou que ouviu do companheiro que muitos laterais no exterior não possuíam sua força, mas compreendiam melhor o jogo.

A partir desse diálogo, o jogador mudou sua rotina diária no centro de treinamentos. Ele passou a chegar mais cedo para trabalhar fundamentos específicos e estudar posicionamento defensivo. A dedicação extra resultou na temporada de 2022, quando foi peça fundamental nos títulos da Copa do Brasil e da Libertadores da América. O lateral destaca que essa disciplina foi o que permitiu sua transição bem-sucedida para o futebol grego.

Desempenho goleador e idolatria no futebol da Grécia

No Olympiacos, a fase de Rodinei é estatisticamente superior a muitos momentos de sua carreira no Brasil. Recentemente, o defensor marcou três gols em um intervalo de apenas quatro partidas oficiais. O destaque maior ocorreu no clássico contra o Panathinaikos, conhecido localmente como o “Derby dos Inimigos Eternos”, onde ele balançou as redes na vitória por 1 a 0.

  • Gol decisivo contra o Panathinaikos no maior clássico grego
  • Marca de 150 partidas completadas pelo clube de Atenas
  • Três gols anotados nos últimos quatro confrontos disputados
  • Atuação consistente no empate recente diante do PAOK
  • Liderança técnica reconhecida pela torcida e pela imprensa local

A regularidade física de Rodinei também chama a atenção da comissão técnica grega. O jogador atribui essa longevidade ao cuidado com a preparação que iniciou ainda sob orientação dos veteranos do Flamengo. Ele afirma estar realizado na Europa, mas mantém uma conexão forte com as raízes construídas no futebol brasileiro, onde enfrentou críticas severas antes de ser valorizado.

Lembranças da expulsão polêmica no Internacional e o milhão de reais

Um dos episódios mais emblemáticos da carreira do lateral ocorreu durante seu empréstimo ao Internacional em 2020. No confronto direto contra o Flamengo, que valia a liderança do Brasileirão, um torcedor colorado pagou R$ 1 milhão para que Rodinei pudesse entrar em campo. O jogo terminou com a expulsão do lateral após um lance com o amigo Filipe Luís, revisado pelo VAR.

Apesar da derrota do Inter naquele campeonato, o atleta encara o fato com maturidade e sem arrependimentos. Ele recorda que a pressão na época era imensa, mas que o episódio serviu para testar sua resiliência emocional. Rodinei brinca que as histórias vividas nos bastidores, incluindo os momentos de cobrança da torcida, renderiam um livro de memórias que ele planeja batizar como “As resenhas do Rodilindo”.

Pênalti decisivo e a consolidação da imagem de vencedor

A redenção final com a torcida rubro-negra veio na decisão da Copa do Brasil de 2022 contra o Corinthians. Rodinei foi o responsável por cobrar o último pênalti da série, garantindo o tetracampeonato ao Flamengo no Maracanã. Ele reconhece que aquele chute foi o divisor de águas entre ser considerado um “vilão” ou um herói na história do clube.

A confiança para assumir aquela responsabilidade veio justamente do processo de amadurecimento iniciado meses antes. O lateral enfatiza que nunca foi um jogador indisciplinado, mas admite que o excesso de alegria por vezes nublava a percepção do público sobre seu trabalho. Hoje, ele sente que o equilíbrio entre o bom humor e o profissionalismo o colocou em um patamar de respeito internacional.

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