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Uefa cria novo sistema para Eliminatórias e Liga das Nações com inspiração na Champions

UEFA Nations League
UEFA Nations League - Foto: Gints Ivuskans / Shutterstock.com

A federação europeia de futebol alterou profundamente o sistema de disputas das competições de seleções do continente. O novo regulamento entra em vigor no ciclo que começa em 2028. A entidade máxima do futebol europeu confirmou as modificações na tarde desta quarta-feira na Suíça. O planejamento foi apresentado logo após o encerramento do torneio continental, que teve Portugal como grande vencedor após derrotar a Espanha na decisão.

O desenho competitivo copia o modelo que a entidade implantou na Liga dos Campeões na temporada de 2024. A intenção principal da diretoria da associação é eliminar partidas de baixa atratividade comercial e técnica. O presidente Aleksander Čeferin afirmou que os novos torneios trarão mais equilíbrio e dinamismo para o público. A promessa da organização é não sobrecarregar o calendário das equipes profissionais com novas datas internacionais nos próximos anos.

UEFA Nations League
UEFA Nations League – Foto: Bukharev Oleg / Shutterstock.com

Nova divisão de divisões reduz tamanho da Liga das Nações

A competição continental entre seleções sofrerá uma redução drástica em sua estrutura básica a partir da edição de 2028. A confederação extinguiu a antiga quarta divisão da disputa. O torneio passa a contar apenas com os grupos principais A, B e C. Antes desse anúncio oficial, a federação dividia os países em quatro ligas de níveis técnicos diferentes.

Os participantes vão se agrupar de uma maneira completamente diferente do formato tradicional estabelecido nas temporadas passadas. Os grupos de quatro países deixam de existir no calendário da Europa. O comitê técnico organizou chaves maiores que abrigam seis seleções nacionais cada uma para os dois níveis principais do torneio de futebol.

As vagas e confrontos seguirão regras específicas de divisão:

  • Três chaves com seis seleções na primeira divisão do campeonato.
  • Três chaves com seis equipes na segunda prateleira continental.
  • Duas chaves com seis integrantes e uma chave com sete países na terceira divisão.
  • Seis partidas garantidas para cada equipe nacional de futebol durante a fase de classificação.
  • Confrontos únicos contra seleções de potes diferentes determinados por sorteio direcionado.
  • Um jogo de ida e volta contra um rival inserido no mesmo nível de sorteio da competição.

Eliminatórias da Copa do Mundo ganham grupos com doze seleções

O processo de classificação para o torneio mundial de seleções passará pela mudança mais radical da história da confederação. A entidade dividiu os participantes de acordo com o desempenho no torneio europeu. As trinta e seis melhores equipes do continente, que formam os dois primeiros níveis da competição de ligas, vão disputar a chamada Liga 1.

O modelo antigo de classificação contava com doze chaves menores. O novo formato reduz esse número para apenas três supergrupos que concentram doze países em cada um deles na busca por vagas. A distribuição dos confrontos elimina os antigos turnos espelhados. Os países não vão mais enfrentar os mesmos adversários em duelos sucessivos de ida e volta.

Cada seleção jogará duas vezes contra adversários de cada pote estabelecido. Os líderes de cada uma dessas grandes chaves garantem o passaporte direto para a Copa do Mundo. A federação indicou que os times restantes vão disputar vagas secundárias por meio de partidas de mata-mata. As dezessete seleções de menor ranking técnico vão disputar a Liga 2 em um sistema idêntico ao da terceira divisão continental.

Federação programa aprovação final do projeto para setembro

A cúpula da entidade futebolística ressaltou que os conceitos apresentados nesta quarta-feira passarão por ajustes finos no decorrer das próximas semanas. Os departamentos de competições pretendem refinar as regras de desempate e logística de viagens longas antes da aprovação final dos membros. A reunião do comitê executivo que vai carimbar o documento definitivo está agendada para o mês de setembro deste ano.

O movimento dos dirigentes busca frear as críticas constantes de clubes e atletas sobre o excesso de viagens internacionais para jogos amistosos. A confederação acredita que a centralização dos direitos de transmissão em partidas competitivas vai aumentar o faturamento das associações nacionais médias. O Real Madrid aguarda novidades sobre o calendário, enquanto planeja a chegada do técnico José Mourinho para a próxima temporada.

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