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Mulher de 37 anos presa em Joinville após fingir ter 12 e viver 14 meses com família adotiva

Amanda Maria Souza de Oliveira
Amanda Maria Souza de Oliveira - Reprodução

Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville na terça-feira. Ela confessou ter se passado por uma adolescente de 12 anos durante 14 meses e vivido como filha adotiva de um casal local. A Polícia Civil investiga os crimes de estelionato e falsa identidade. A Justiça decretou a prisão preventiva dela nesta quarta-feira.

A suspeita se apresentava como Gabriele. Ela se aproximou da família após pedir ajuda em uma igreja. Contou que havia fugido do Pará por causa de maus-tratos. O casal a acolheu e ofereceu moradia, alimentação e uma rotina confortável.

Farsa durou 14 meses com hábitos infantis mantidos

Amanda Maria Souza de Oliveira usava nome falso e comportamentos típicos de criança para sustentar a mentira. Ela consumia mamadeiras, chupetas e um cheirinho para dormir. Afinava a voz e simulava crises de pânico em alguns momentos.

A mulher alegava ter autismo e outras condições clínicas. Dizia que os traços adultos resultavam de hormônios aplicados à força na infância. A família organizou até uma festa de aniversário de 12 anos para ela.

  • A família pagava todas as despesas diárias da suspeita
  • O casal forneceu quarto decorado com itens infantis
  • Ela recebia tratamento com medicamento de alto custo para obesidade
  • A suspeita evitava documentos e escola com desculpas
  • O vínculo emocional com o casal ficou forte ao longo dos meses

A polícia apontou que ela conseguiu “sequestrar emocionalmente” a família. O casal tem boa situação financeira e proporcionou a ela uma vida de adolescente com conforto.

Descoberta veio após denúncia de parente desconfiado

Uma tia do casal desconfiou da história. Ela pesquisou na internet e encontrou casos semelhantes. A parente localizou material sobre a prisão de 2023 em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Depois, alertou o pai adotivo.

A polícia confirmou a identidade real da mulher. Ela é natural do Ceará, apesar de ter dito que veio do Pará. O delegado Rodrigo Bueno Gusso conduziu a investigação na 6ª Delegacia de Joinville.

A suspeita confessou integralmente os fatos durante o interrogatório. Agentes a prenderam na casa onde vivia com o casal, no distrito de Pirabeiraba.

Antecedentes incluem golpe idêntico no Rio de Janeiro

Em 2023, Amanda Maria Souza de Oliveira já havia sido presa em Nova Iguaçu. Na ocasião, ela aplicou golpes semelhantes, fingindo ser menor de idade. As autoridades do Rio a apresentaram como tendo 42 anos na época.

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou registros dela em outros estados. São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás aparecem na lista de locais com ocorrências parecidas. O padrão envolvia falsa identidade e estelionato.

A divergência de idade entre os registros não foi explicada até o momento. A mulher de 37 anos passa agora por exame de sanidade mental, conforme determinação judicial.

Defesa pede perícia e aguarda conclusão de laudo

O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor dativo, solicitou o exame psiquiátrico. A Justiça aceitou o pedido. A defesa destacou a necessidade de avaliar a condição psíquica da investigada.

Enquanto isso, ela permanece no Presídio Regional de Joinville. A prisão preventiva vale até o andamento do processo. A polícia continua a apurar o total de vítimas e o prejuízo causado às famílias.

O caso ganhou repercussão nacional. Detalhes sobre os itens usados no disfarce e o tempo de convivência chamaram atenção do público.

Investigações buscam outras vítimas em Santa Catarina

Delegados verificam se a mulher abordou outras pessoas na região. A aproximação sempre seguia o mesmo caminho: relato de vulnerabilidade em ambiente religioso. A polícia pede que eventuais vítimas procurem a delegacia.

O casal que a acolheu não teve o nome divulgado. Eles cooperam com as autoridades desde a denúncia. O impacto emocional sobre a família ainda é avaliado por investigadores.

A operação reforça o trabalho de combate a fraudes baseadas em identidade falsa. Casos de adultos que se passam por menores para obter benefícios ou moradia aparecem de forma pontual no país

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