Saúde

Cientistas australianos revelam por que caminhada fica mais lenta com a idade

casal de idodo ativo andando e conversando
casal de idodo ativo andando e conversando - AYO Production/shutterstock.com

Um novo estudo conduzido na Austrália investigou o motivo pelo qual as pessoas reduzem o ritmo da caminhada e sentem maior cansaço conforme avançam em idade.

De acordo com investigação das Universidades de Flinders e Canberra, o organismo passa a adotar uma estratégia de “segurança em primeiro lugar” com o envelhecimento, abrindo mão da eficiência energética para priorizar a manutenção do equilíbrio.

Os pesquisadores examinaram dados de movimento de 107 adultos saudáveis, com idades entre 26 e 86 anos. O trabalho identificou alterações importantes ligadas à idade no modo como os músculos em torno do tornozelo gerenciam cada passo.

O autor principal, Cody Lindsay, destacou que o tornozelo cumpre função essencial tanto para sustentar o equilíbrio quanto para impulsionar o corpo adiante. Ele explicou que, com o passar dos anos, o organismo começa a dar preferência à estabilidade em vez da eficiência, o que transforma a caminhada em uma tarefa mais exigente para manter a pessoa ereta.

A análise apontou que, em indivíduos mais velhos, grupos musculares opostos ao redor do tornozelo se ativam com maior frequência ao mesmo tempo. Esse processo, chamado de cocontração, endurece a articulação e reforça o equilíbrio no instante em que o pé toca o chão.

Contudo, essa adaptação cobra um preço. Mesmo com maior esforço muscular, a capacidade de gerar propulsão para frente cai, fazendo com que o ato de caminhar gaste mais energia.

O estudo constatou ainda que os idosos produzem menos força de impulsão a cada passo, o que leva a passadas mais curtas e, consequentemente, a uma velocidade de caminhada reduzida.

Conforme os autores, essas modificações não só aceleram o cansaço como também tornam mais difícil percorrer distâncias maiores e aumentam o risco de quedas, ao limitar a recuperação após tropeços ou escorregões.

Especialistas indicam que, para preservar a mobilidade na terceira idade, os programas de exercícios precisam ir além do fortalecimento muscular e incluir treino específico de equilíbrio, coordenação e integração dos músculos durante o movimento.

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