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O trem em Cruzeiro parou por falta de interesse e não por falta de trabalho

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[vc_row][vc_column width=”1/2″][vc_column_text]Você sabia que até em 2001 o Trem, ou melhor dizendo, a Maria Fumaça funcionava em Cruzeiro?

Em meados de 1996 a antiga linha férrea (abandonada desde 1992), que pertence a Rede Ferroviária do Brasil, voltou a funcionar e a levar os cruzeirenses e visitantes para conhecer um pouco mais de um dos pedaços mais encantadores da Serra da Mantiqueira: Focinho do Cão, Pico de Itaguaré entre outros.

Na década de 1990, os trabalhos seguiam ao ritmo da locomotiva, a todo o vapor, e conseguia transportar centenas de pessoas aos fins de semana. A ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) cuidava da via e dos trens. A Prefeitura Municipal de Cruzeiro era parceira da ABPF e dava suporte a mesma na manutenção da via. Uma parceria que gerava dezenas de empregos e um destino no quadro turístico da cidade.

Para conhecer um pouco melhor sobre esta entidade que trabalha e restaura trens em todo o território brasileiro Clique aqui[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/2″][vc_single_image image=”1730″ border_color=”grey” img_link_large=”” img_link_target=”_self” title=”Sede ABPF”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_single_image image=”1411″ border_color=”grey” img_link_large=”” img_link_target=”_self” img_size=”1000×680″][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_column_text]

As administrações de 1990 a 2000, incentivavam a entidade e o funcionamento. No entanto, no início do milênio, por volta do ano de 2001, o interesse já não acontecia mais por parte da administração pública. Mesmo assim, a entidade, que leva a bandeira ferroviária e turísticas aos quatros cantos do Brasil, persistiu até o último momento pelo funcionamento do trem e investindo do próprio bolso. Sendo assim, a via ficou abandonada e à mercê das condições do tempo.

O custo de manutenção de uma via férrea é muito caro. Mas de acordo com Bruno Sanches, da ABPF, o que falta para Cruzeiro é lutar pela questão e mostrar para população que o trem é essencial para o turismo e para história do munícipio. “Estamos com um lindo projeto em Guararema/SP, o prefeito de lá realmente mostrou interesse e hoje é uma realidade na Vila de Luiz Carlos, o trem está funcionando novamente”, diz Bruno que acredita na possibilidade de que o serviço em Cruzeiro aconteça novamente, caso tenha uma comissão realmente interessada na questão social.

O trecho da Estação da Rua 2 até o Túnel não tem a mínima condição de suportar um viagem ou sequer uma máquina. Na via, partes estão totalmente quebradas e precisa renovar a estrutura. Um projeto que seria capaz de ser realizado somente com a colaboração do governo municipal e federal ou estadual.

“Não ganhamos um centavo, nossa entidade é filantrópica, mas queremos ver sim o trem por todo o Brasil, depende deles quererem ajudar. Topamos até custear parte do projeto, mas a força tem que ser de todos”, alega Sanches.

Jorge Luiz Sanches, pai de Bruno, é cruzeirense e o atual presidente da ABPF, que tem filiais em todo o território nacional.

No dia 22 de maio será realizada uma audiência pública em respeito à volta do Trem em Cruzeiro. Na ocasião, representantes do executivo, legislativo, e da cultura no município irão discutir a respeito da pauta. A ABPF foi convidada para reunião e acompanhará as discussões a fim de colaborar com a nova iniciativa da recuperação da Linha Férrea.

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