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Professora em escola de Cruzeiro, Eliana é acusada de matar marido em São Paulo

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Professora, Eliana Freitas Barreto, que ministra aulas em escola particular de Cruzeiro, é suspeita de mandar matar o marido para ficar com amante e herança. Confira a cobertura completa do portal G1, com referência ao caso.

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De acordo com a página oficial da suspeita, ela era moradora da cidade de Guaratinguetá. No entanto, nossa redação, Mix Vale, confirmou que Eliana dava aulas em colégio particular cruzeirense. Por questões legais, não será possível informar o nome da escola.

No facebook, pessoas estão comentando o caso: “Chocado!!!, como uma pessoa dessas pode educar crianças!?!?!?!”, diz internauta. “Que notícia triste. Sem palavras”, comenta outra mulher na rede social.

A Polícia Civil prendeu a mulher do executivo Luiz Eduardo de Almeida Barreto e o suposto amante dela, nesta quarta-feira (3). Os dois são suspeitos de mandar matar o diretor comercial de 49 anos, assassinado a tiros na segunda-feira (1º), em uma travessa da Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo.

Para a polícia, a mulher da vítima, Eliana Freitas Barreto, e o homem que seria seu amante, Marcos Fábio Zeitunsian, ambos de 46 anos, contrataram Eliezer Aragão da Silva para matar Barreto.

Eliezer, de 46 anos, havia saído recentemente da prisão e estava em liberdade condicional.

Segundo a polícia, Zeitusian teria pago R$ 3 mil para Silva matar o executivo e teria pedido para Eliana um empréstimo de R$ 7 mil.

A Justiça decretou prisão temporária de Eliana e Zeitunsian por 30 dias. A mulher e o amante foram indiciados e podem responder por crime de homicídio.

De acordo com as investigações, o marido teria ainda um seguro de vida de R$ 500 mil,  dinheiro que ela usaria  para montar uma loja para o amante, em Guaratinguetá.

A mulher foi presa na manhã desta quarta, ao ir até a delegacia para prestar depoimento. Ela estava acompanhada do pai e do cunhado e teria confessado o crime. O homem foi preso no apartamento dele, em Santana, Zona Norte de São Paulo, também pela manhã. O casal tinha dois filhos.

Eliana é levada em delegacia do Brooklin, suspeita de participar da morte do marido, Luis Eduardo Barreto (à direita).

Imagens de câmera de segurança na região flagraram o amante conversando com o executor perto do local do crime e apontando quem era o empresário. A polícia viu no Facebook do amante, que ele era amigo da esposa da vítima. Isso chamou a atenção dos policiais, que então começaram a investigar.

No celular do amante, a polícia encontrou fotos íntimas dele com a esposa da vítima.

Segundo a polícia, a mulher e o amante se conheceram em um semáforo em São Paulo, há 13 anos, e depois se separaram. Há dois anos, eles se reencontraram pelo Facebook e retomaram o relacionamento. Ela ficava em Aparecida durante a semana e o marido ficava na capital do Estado, para trabalhar.

Ainda de acordo com as investigações, eles planejaram o crime há cerca de um ano, em comum acordo. Zeitusian trabalhava na segurança de um shopping, em Santo Amaro.

Ele teria feito contato com o parceiro de cela de Eliezer Aragão. O executor já sabia que quando ele saísse da cadeia, iria executar o empresário. Segundo a polícia, teria sido prometido R$ 3 mil a Eliezer, para cometer o crime. Silva saiu da  cadeia no dia 7 de maio.

Ainda de acordo com o delegado seccional Jorge Carrasco, o amante teria convencido o assassino dizendo que a vítima teria estuprado uma filha de um amigo dele.

O crime

Assassinato na região da Berrini foi encomendado, diz delegado (Foto: Glauco Araújo/G1)

Na segunda, por volta das 14h30, a vítima voltava do almoço com um colega de trabalho, quando ambos foram abordados na Rua James Watt. O criminoso pegou celulares e carteiras dos dois, para simular um roubo. Depois, mandou o colega do executivo ir embora e disparou três vezes nele, que morreu no local, aparentemente sem ter esboçado qualquer reação.

Acionada por testemunhas, a Polícia Militar (PM) prendeu Eliezer perto da estação Berrini, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Ele estava com um revólver calibre 38, com numeração raspada e os pertences dos dois homens.

Detido, ele confessou o crime e apontou os mandantes, segundo Anderson Pires Gianpaoli, delegado titular do 96º Distrito Policial, no Brooklin. Desde então, os mentores da execução passaram a ser procurados, até serem localizados e presos nesta quarta-feira.

Em liberdade condicional, havia menos de um mês, após cumprir parte da pena por latrocínio (roubo seguido de morte),  estava preso na Penitenciária de Valparaíso, cidade a 564 km da capital paulista. Atualmente, ele morava em São Miguel Paulista, bairro da Zona Leste da cidade.

Números
De acordo com dados estatísticos da Secretaria da Segurança Pública (SSP), neste ano foram registrados, até abril, dois homicídios dolosos (quando há intenção) no Brooklin. Ainda segundo os números da pasta, nenhum latrocínio foi registrado no mesmo período. No ano passado inteiro, ocorreram quatro homicídios dolosos e um latrocínio no mesmo bairro, na Berrini (Foto: Glauco Araújo/G1)