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O desafio da tomada de decisão!

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Por que tomar uma decisão é sempre um ato tão desafiador em nossa vida? Por que, muitas vezes, consumimos horas, dias e, por vezes, meses para tomarmos decisões sobre as mais diferentes questões que afetam nossa existência? Quais as implicações das “tomadas de decisão” para cada um de nós?Decisão

Para início de conversa, tomar decisão, ou seja, decidir sobre algo, seja o que for, faz parte da existência humana, pois a vida é feita de decisões!

Ao decidirmos sobre o que quer que seja, estamos fazendo escolhas e, ao fazermos escolhas, estamos “abrindo mão” de alguma coisa em favor de outra. É assim e sempre será assim…

Exatamente por este motivo que as tomadas de decisão são, na maioria das vezes, muito difíceis e nos consomem muita energia. Em muitos casos, o desgaste emocional é tamanho ao ponto de causar sérios abalos em nossa saúde.

Neste sentido, o grau de importância, o objetivo a ser alcançado e os reflexos da escolha na vida pessoal ou profissional do indivíduo, definem o processo decisório como “mais” ou “menos” complexo. Assim, as consequências de uma tomada de decisão podem ser imediatas ou não, e podem ter reflexos bem diversos.

E para que nossas decisões sejam muito mais bem que mal sucedidas, vale destacar três elementos fundamentais que poderão garantir o pleno êxito de cada uma delas: os dados, as informações e o conhecimento. É imperativo a observação e análise dos dados e informações que se nos apresentam para que, transformados em conhecimento, sejam reunidas as melhores condições para subsidiar decisões mais acertadas.

E, então, levando em conta a complexidade do ato decisório, devemos, minimamente, observar alguns elementos do processo comunicativo, que nos ajudarão sempre na consolidação positiva deste ato desafiador.

Começamos pelo fato de que existem diferenças entre o que queremos dizer e o que realmente dizemos; entre o que dizemos e o que os outros ouvem; entre o que ouvem e o que escutam; entre o que entendem e lembram; entre o que lembram e retransmitem.

Não menos importante é a compreensão de que as pessoas só escutam aquilo que querem e como querem, de acordo com suas próprias experiências, paradigmas e pré-julgamentos.

Vale, ainda, ressaltar que existem informações que os indivíduos não percebem e não veem; informações que veem e não ligam; informações que veem e não entendem; informações que veem e usam; informações que procuram; e informações que adivinham;

Devemos considerar, também, que o nosso estado de espírito e humor pode afetar a maneira como lidamos com a informação.

Diante de tudo isso, claro está que o desafio da tomada de decisão está e sempre estará posto em nossa vida. Caberá, portanto, a cada um de nós agir com muita sabedoria para que nossas decisões nos tragam muito mais sabores que dissabores…

 

Eduardo Ferreira de Castro.

Especialista em Educação com ênfase em Gestão Educacional.

Diretor de Escola e Consultor Educacional.