Consulte o Calendário de pagamento de benefícios do INSS em 2019 após a alteração
Consulte o Calendário de pagamento de benefícios do INSS em 2019 após a alteração. Para saber o dia correto do pagamento, o segurado precisa saber o número do benefício.
Cada benefício pago pelo INSS é composto por uma numeração única e segue um padrão de 10 dígitos no seguinte formato: 999.999.999-9. O número a ser observado será o penúltimo, desconsiderando o dígito.
Também é necessário observar se o benefício é de um salário mínimo ou acima dele. Os que ganham até um salário mínimo recebem antes.
O salário mínimo passou a ser de R$ 998 em 1º de janeiro.Salário mínimo até 2019.

Prazo para saque e feriado
O prazo para saque dos benefícios com cartão é até o final do mês seguinte (aproximadamente 60 dias) ao da disponibilização do valor na conta. Caso o segurado não faça o saque no período, os valores correspondentes serão devolvidos ao INSS.
Quando houver feriado municipal, estadual ou federal, o pagamento do benefício deverá ser feito no dia útil seguinte.
Os idosos com 65 anos de idade ou mais e as pessoas portadoras de deficiência, enquadradas na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), também devem seguir o novo calendário.
Os pobres não vão poder se aposentar no INSS em 2019
A Constituição estabelece que “constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Se fôssemos levar a sério essa determinação, todas as políticas públicas brasileiras deveriam ter como principal objetivo reduzir as nossas desigualdades.
As comissões de Constituição e Justiça que analisam no Congresso, nas assembleias legislativas e nas câmaras municipais a constitucionalidade dos projetos de lei deveriam avaliar em primeiro lugar se o projeto apresentado resultaria na redução das desigualdades. Isso está muito longe de acontecer. Senão, vejamos:
O Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Segundo relatório da ONG Oxfam Brasil retratando as desigualdades brasileiras, o 1% mais rico da população recebe, em média, mais de 25% de toda a renda nacional, e os 5% mais ricos abocanham o mesmo que os demais 95%. E 80% da população, ou 165 milhões de brasileiras e brasileiros, vivem com uma renda per capita inferior a dois salários mínimos mensais.
A desigualdade de riqueza é também vergonhosa: o 0,1% mais rico concentra 48% de toda a riqueza, e os 10% mais ricos ficam com 74%. Por outro lado, 50% da população possuem cerca de 3% da riqueza do país.
Para uma organização ou um país darem certo, é fundamental o estabelecimento de relações harmoniosas entre seus membros. Essas relações só se estabelecem quando há entre as pessoas um sentimento de justiça. E a desigualdade causa um sentimento de injustiça e de revolta.
Não é por acaso que o nosso país é também o mais violento do mundo (63 mil assassinatos por ano). Não é por acaso também que os países de melhor qualidade de vida são também os de menores desigualdades e de violência (por exemplo, os países escandinavos).
A ONG Rede Nossa São Paulo elaborou o Mapa da Desigualdade da cidade. Comparou os indicadores sociais, econômicas e ambientais entre os 96 distritos de São Paulo. Um dos indicadores pesquisados é a idade média ao morrer. Nos 18 distritos mais pobres, onde moram aproximadamente quatro milhões de pessoas (33% da população), a idade média ao morrer é inferior a 65 anos. Nos distritos mais ricos, a idade média ao morrer varia entre 75 e 80 anos.
Na proposta da reforma da Previdência, um dos itens cogitados é o estabelecimento de idade mínima de 65 anos para todos. Por suas precárias condições de vida, por dificuldade de acesso a serviços básicos de saneamento, de habitação e de saúde, os pobres morrem antes dos ricos.
Se em São Paulo, a cidade mais rica do Brasil, para um terço da população, os mais pobres, a idade média ao morrer é inferior a 65 anos, imaginem como é no resto do país. Ao estabelecer a idade mínima para se aposentar, é preciso levar em conta que as pessoas pobres vivem em média bem menos que as pessoas ricas.
Pobres e ricos deveriam ter, no mínimo, os mesmos direitos de aproveitar a aposentadoria e, portanto, não poderiam ter a mesma idade mínima para se aposentar. A reforma da Previdência é necessária para equilibrar as contas públicas, mas deveria acima de tudo seguir a nossa Constituição e servir para reduzir as desigualdades.
Veja Tambem em INSS
INSS: STJ garante aposentadoria especial a motoristas, cobradores e caminhoneiros com comprovação
INSS divulga calendário oficial de pagamentos de junho de 2026 para benefícios acima do salário mínimo
INSS antecipa segunda parcela do 13º salário para mais de 35 milhões de beneficiários neste mês
Idosos com 65 anos ou mais podem ter benefício de salário mínimo mensal sem contribuição à Previdência
Golpes no INSS usaram vídeos falsos e erros deliberados de digitação em nomes
Auxílio maternidade INSS concessão automática após 30 dias do parto sem pedido da segurada
INSS nega aposentadoria em apenas seis minutos com uso de inteligência artificial automatizada
Dataprev confirma vazamento de 2,8 milhões de CPFs do INSS; maioria de falecidos
Calendário da segunda parcela do 13º salário do INSS tem depósitos até 8 de junho
Segunda parcela do 13º do INSS começa a ser paga nesta segunda com calendário até 8 de junho
INSS libera consulta da 2ª parcela do 13º antecipado; repasse chega a R$ 78,2 bilhões