Aposentadoria exigirá que trabalhador economize mais em 2019 no INSS
Aposentadoria exigirá que trabalhador economize mais em 2019 no INSS. O regime de capitalização que o governo pretende instituir com a reforma da Previdência pode obrigar os trabalhadores do setor privado a terem de fazer um recolhimento adicional entre 21% e 32% sobre seus rendimentos para poderem receber um salário mais alto na aposentadoria. Esse percentual se somaria à alíquota já descontada hoje no contracheque dos trabalhadores (que varia entre 8% e 11%).
Segundo estudo dos economistas Fabio Giambiagi, do BNDES, e Luís Eduardo Afonso, da USP, a definição de uma alíquota que permita uma renda razoável aos trabalhadores na capitalização é um desafio. Para se ter uma ideia, um trabalhador que ganha R$ 16 mil teria que descontar R$ 3.200 e não apenas os R$ 1.200. Essa simulação considera uma pessoa que entra no mercado de trabalho aos 20 anos de idade, contribui durante 35 anos, se aposenta aos 55 anos e receberá a aposentadoria complementar até os 85 anos de idade. Fonte Jornal Extra
Veja o que fazer no INSS antes da Reforma da Previdência do Bolsonaro
Veja o que fazer no INSS antes da Reforma da Previdência do Bolsonaro. O que mais a gente ouve é que “as regras não podem mudar no meio do jogo”, que quem já contribui há muito tempo não pode ser prejudicado e que deveria ter uma regra de transição (menos drástica) para quem está próximo de completar o tempo para se aposentar.
Quem são as pessoas que estão preocupadas com a possível reforma da Previdência Social?
Identificamos quatro tipos de pessoas: os que já estão aposentados; os que já adquiriram o tempo para se aposentar, mas ainda não pediram seus benefícios; quem está longe ou muito perto da aposentadoria e que podem ser atropelados pela nova lei.
O que pode acontecer com quem já está aposentado?
Praticamente nada. Quem já está recebendo o benefício, desde que não seja um benefício que possa ser cessado (por exemplo, os por incapacidade), não terá nenhum prejuízo.
Quem está aposentado não precisa fazer nada?
Quanto à Reforma da Previdência, não tem com o que se preocupar. Quem está insatisfeito com o valor da aposentadoria pode fazer um pedido de revisão.
O que dizer para as pessoas que estão correndo na Previdência e pedindo o benefício às pressas?
Tem que ter muita calma nesta hora. Quem já pode se aposentar tem direito adquirido. Mesmo que a lei mude, elas não perderão o que já conquistaram.
É preciso analisar qual é o melhor momento para se aposentar. São vários os relatos de quem pegou a aposentadoria no momento erradoe vai receber um benefício baixo para o resto da vida. Tem que buscar orientação antes de bater o martelo.
E para quem está quase chegando lá, faltando pouco tempo para adquirir o direito?
Não podemos dizer que essas pessoas podem ficar tranquilas. Elas correm o risco de ter que retardar um pouco mais o sonho da aposentadoria. No projeto da reforma existe a regra de transição.
Como funciona esta regra de transição?
Quem está perto de aposentar teria que trabalhar um adicional de tempo de serviço (pedágio) de 30% do tempo que falta para obter o direito. Por exemplo: quem está há dez meses da aposentadoria, teria que trabalhar mais três.
E o que essas pessoas devem fazer agora?
Não tem muito o que fazer. Tem que esperar a regra ser aprovada para ver onde elas seriam encaixadas. Sugiro que calcule seu tempo de serviço. Sabendo quando vai se aposentar, o trabalhador pode descobrir as brechas para obter o melhor benefício.
Finalmente tem quem está longe da aposentadoria e já pensa em desistir. É possível parar de contribuir?
Não tem como parar de contribuir. Quem exerce atividade remunerada é obrigado a pagar. O empregado é descontado na folha de pagamento e quem trabalha por conta própria será cobrado pela Receita Federal se não pagar.
Enfim, a Previdência vale a pena?
Em um cenário deste podemos duvidar disso porque sempre pensamos na aposentadoria por tempo de contribuição. Mas, se perguntarmos para quem está recebendo um benefício por doença, invalidez ou acidente do trabalho, a resposta certamente será outra.
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