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Caixa vai usar rede de correspondentes e loterias para vender seguros e cartões

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A Caixa Econômica Federal vai usar toda a sua rede de varejo para aumentar a venda de produtos de seguros e cartões. O presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou que lotéricas e correspondentes bancários são uma alternativa que complementa o atendimento de uma agência bancária.

— Estamos avaliando como essas redes podem ajudar em termos de receita — disse a jornalistas durante apresentação dos resultados do banco.

A instituição conta com uma rede de 13 mil lotéricas e 8,5 mil correspondentes bancários exclusivos. A ideia é que esses pontos sejam usados não só para o recebimento de contas, mas também para a venda de seguros de menor valor e produtos de investimentos.

A Caixa registrou um lucro líquido recorrente (que não considera operações extraordinárias) de R$ 12,7 bilhões em 2018, uma alta de 40% em relação ao apresentado em 2017. No período, as receitas com prestação de serviços subiram 7,2%, totalizando R$ 26,8 bilhões. A carteira de crédito chegou a R$ 694,5 bilhões, redução de 1,7%.

A estratégia do banco contempla também a abertura de capital de quatro unidades de negócios. A de cartões e seguros devem realizar a sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no segundo semestre. Já as loterias e a gestora de recursos (asset) ficam para o primeiro semestre do ano que vem

Guimarães afirmou que as operações são necessárias para que a Caixa possa ter recursos para se dedicar às suas principais atividades (crédito habitacional, infraestrutura e operações com pessoas físicas) e também devolver ao Tesouro um total de R$ 40 bilhões.

— O ministro da Economia, Paulo Guedes, nos deu quatro anos para isso. Vamos devolver se tiver espaço para isso — afirmou.

Devolução ao Tesouro de R$ 40 bi

O banco tem cerca de 40 operações em análise, como abertura de capital e venda de ativos (incluindo aí ações da Petrobras), que podem ser feitas na atual gestão. Elas podem tendem cerca de R$ 100 bilhões à Caixa.

O banco afirmou ainda que com a melhora de estrutura de capital, poderá voltar a priorizar os financiamentos imobiliários feitos com recurso da poupança, dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

— Queremos crescer mais nesse segmento. Houve uma redução nos últimos dois anos por uma questão de capital, mas é uma linha importante porque garante relacionamento com o cliente por 30 anos — disse o executivo.

O banco quer trabalhar em linha com as taxas de mercado. O SBPE também conta com recursos do FGTS.

Sobre o Minha Casa, Minha Vida, Guimarães afirmou que o banco continuará operando, mas quem define o orçamento para esse segmento é o governo federal, já que parte dos recursos vem do Orçamento da União.

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